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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Génios

PSD e PS aprovam regresso das subvenções vitalícias.

Arrogância, simplismo, emocionalidade, incompreensão

Assis faz um raio-x a alguns colegas do partido: «insuportável arrogância moral, indisfarçável propensão para o simplismo doutrinário, preocupante valorização de uma linguagem emocional em detrimento da argumentação racional, inquietante incompreensão da realidade contemporânea». E conclui, certeiro, sobre a base programática desta gente: «se não estou enganado, este programa já existe e é da autoria do Bloco de Esquerda». É a malta com um pé no PS, outro no BE. Dito isto, o texto que está na origem do diagnóstico de Assis sobre uma certa ala do PS é de Tiago Barbosa Ribeiro, que já tinha merecido uma referência da minha parte aqui.

Lágrimas de crocodilo

Noutros tempos, teria ficado indignado com isto, agora prefiro centrar a minha atenção no choro da malta da TVI e nas considerações que tecem sobre o mercado; a sua regulação; e aquilo para que devia servir a RTP. Como os compreendo, o mercado é para estar reguladinho, que é como quem diz, sem mais concorrência: Patrões da SIC e da TVI unidos contra privatização da RTP.

Fisco e Ordem

«Argumentos como a violação dos princípios da igualdade». Se valeu para reformados e funcionários públicos, também devia valer para as empresas de energia, não? Mas o nosso Tribunal Constitucional tem razões que até a razão desconhece, pelo que nunca se sabe o que pode sair dali. De resto, apesar deste caso ser de entre os exemplos possíveis o pior - as grandes empresas, apesar de tudo, sabem e têm recursos para se defenderem da máquina do Estado como nenhum outro contribuinte terá -, a forma como o fisco actua perante quem, alegando que a lei está a seu favor, decide não pagar no imediato o que lhe está a ser exigido pelo Estado, é vergonhosa: esta coisa do «avanças para tribunal, meto-te a máquina fiscal dentro de casa a investigar-te» é um abuso inadmissível. E, repito, não é com pena das empresas de energia que escrevo isto.

Portugal Closed

Infelizmente, já esperava isto. Até porque há muito que me parecia que o torneio, num país como Portugal, só teria pernas para se aguentar de pé com forte apoio do Estado (e eu contava, aqui felizmente, que esse apoio não se concretizasse): por exemplo, a inexistência de um complexo próprio adequado ao torneio dificilmente seria resolvido sem muito dinheiro público metido ao barulho. Entretanto, diga-se que se «o nome Portugal Open remete para algo mais patriótico», como sugeriu o ministro Portas quando incentivou Lagos a mudar o nome ao torneio, a queda do torneio pouco após a mudança do nome dirá o quê sobre a Pátria?

Da sensibilidade feminina

Ana Matos Pires manda um senhor à merda por este esperar que a nova ministra da Administração Interna, pelo facto de ser mulher, tenha uma sensibilidade diferente de quem lhe antecedeu no cargo. Pelo que leio no Observador, vai ter que demonstrar igual irritação com Anabela Rodrigues: a ministra acrescentava ainda que não tinha a ver com a formação entre mulheres e homens, mas sim com uma visão e sensibilidades diferentes. «A forma de olhar para a vida e de interpretar a realidade social é diferente. O homem e a mulher são diferentes na sua forma de abordar a vida e a aplicação do direito é uma forma de abordar a vida».

A remodelação profunda

Primeiro: não acho o caso de Miguel Macedo comparável ao caso Paula Teixeira da Cruz e Nuno Crato (note-se, por exemplo, que Macedo demitiu-se por uma investigação criminal relacionada com uma medida governativa pela qual o drº Portas é que deu cara). Segundo: não se fazem remodelações profundas a menos de um ano de novas eleições. Terceiro: se dependesse de Portas e de muitos comentadores laranjas, a remodelação mais alargada incluiria a remodelação do primeiro-ministro (e, de facto, só esta resolveria o problema de base). Mas essa remodelação profunda que terá de abranger, irrevogavelmente e inclusive, o vice-primeiro ministro, é deixá-la para as legislativas de 2015. Entretanto, esta ideia de tirar os governantes que levaram a cabo, goste-se ou não delas, as reformas dos últimos três anos para substitui-los por políticos que vão para lá preparar a campanha eleitoral, esqueçam lá isso.

Canais noticiosos ou desportivos?

Todos falam de bola, ao mesmo tempo em todos os canais?! Pergunta-me, com um misto de espanto e condescendência antropológica, o extraterrestre que aterrou aqui no quintal. O Bidarra até dá como exemplo segunda-feira, mas hoje mesmo, dia da demissão de um ministro, domingo à noite, temos os três canais de "notícias" com quatro gajos a falar de bola. É o que vende. E Portugal não passa disto.

O mundo mudou (novamente)

Sobre a reestruturação da dívida, «havia uma esperança infundada», e blá, blá, blá. O manifesto, recorde-se, foi apresentado há oito meses (havia um grande consenso e o Governo devia tomar posição pública alinhada com os subscritores - teria sido, sem dúvida, uma atitude responsável, como agora se verifica). Esta recta de aproximação ao poder que obriga a um maior realismo e a menos tonteria é tramada.

Madrugada (3)

 

A canção que, em versões diferentes a cada temporada (a do vídeo, a original de Tom Waits, está presente na segunda), acompanha o genérico da série «The Wire». Escutas? Investigação criminal? Baltimore decadente? Portugal decadente? Whatever. «You gotta keep the devil way down in the hole».