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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Luz constitucional

Se é possível constitucionalmente baixar a TSU só a quem não é funcionário público - e eu espero bem que seja -, isso quer dizer que era possível só subir a TSU aos funcionários públicos (ainda que prometendo compensá-los a partir de 2027 com pensões mais altas ou coisa que o valha)? Aqui estaria uma forma hábil de contornar as decisões do Tribunal Constitucional no curto-prazo. Ainda se os sábios do PS tivessem ajudado o governo a ver a luz. De resto, note-se que ainda recentemente o FMI defendeu, precisamente, um aumento da TSU paga por funcionários públicos.

«Si hay que ser torero»

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A Espanha podia transformar-se numa Grécia, é certo, bastava dar a vitória nas eleições a um Podemos. Mas com a actual taxa de crescimento da economia e o partido irmão do Syriza em queda nas sondagens, o nosso país vizinho parece longe de tão má sorte. O que é uma infelicidade para os syrizos que sempre tiveram as legislativas espanholas como um dos seus principais campos de batalha na luta contra a Europa e preparam-se para nova derrota estrondosa.

Voltando ao caso prático italiano

Evolução do desemprego jovem em Itália (com os mais recentes dados de Junho, onde não houve troika e é Renzi, e não Passos Coelho, quem governa):

 

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(Daqui)

 

Porquê que a historieta contada em tons dramáticos dos gregos terem perdido 25% do PIB não me emociona por ai além (porque eles perderam o que só por ilusão pensaram que chegaram a ter):

 

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 (Daqui: Italy is the most likely country to leave the euro)

 

Um dia a malta que polui - poluição sonora é o melhor termo que encontro - os nossos espaços opinativos ainda me há de explicar o caso italiano à luz das teorias da treta que vão espalhando.

Mais novidades sobre o desemprego «real»

Os Estados Unidos têm uma taxa de desemprego de 5,3% e Obama tem feito milagres a combater a crise e o desemprego? Não se deixe enganar, Galamba, qual Eugénio Rosa, explicar-lhe-ia que a taxa de desemprego «real» norte-americana anda à volta dos 10,5% (tal como calculado aqui pelo próprio Bureau of Labor Statistics) e Obama tem andado a "camuflar" os verdadeiros números do desemprego, pretendendo iludir sobre a verdadeira realidade do mercado de trabalho norte-americano. Por esta bitola argumentativa, todos os governantes andam a camuflar os números do desemprego. Como a taxa oficial, calculada pelos padrões habituais, não dá jeito ao PS, ainda que para os cálculos do seu cenário macro esses padrões tenham servido, é preciso redefinir o que é o desemprego para fazer um "justo" julgamento do governo. A taxa de desemprego «real» é que devia contar. Abaixo a actual taxa de desemprego «oficial».

Privatização da Segurança Social

Toma lá o dinheiro equivalente a quatro pontos percentuais da TSU e mete-os na banca a render se quiseres. Está iniciado o caminho, colocando as coisas nos termos do PS, para a privatização da Segurança Social (os gritos histéricos que teria de ouvir a propósito desta medida se a mesma viesse da coligação). É temporário? Depois de implementada logo se verá, mas o Cavalo de Troia passou o portão: o PS concorda, seja por que motivo for, que se aumente o grau de liberdade do contribuinte no curto-prazo em relação ao que fazer ao fruto do seu trabalho em troca de uma menor pensão paga pelo Estado no futuro. [Nota: um dos motivos por que gostei de ler o cenário macro do PS foi precisamente este: permite gozar com boa parte das tontices que os próprios socialistas, em jeito de «vem ai o papão mau», vão atirando para o ar].

Refazer o cenário macro com os dados do «desemprego real»?

Cento e cinquenta páginas de muito lero-lero. Obviamente, não me vou dar ao trabalho de ler tal documento (e devo ser dos poucos que até costuma ler os programas eleitorais). Por mim, programas eleitorais deviam ter o aspecto do memorando de entendimento de 2011 (todas as medidas previstas explicitadas e quantificadas). Este ano, também não me dei ao trabalho de ler o programa do PS, mas gostei de ler o seu cenário macro. Irrealista ou não (e eu entendo que é irrealista), esse documento tinha o mérito de, pelo menos, indicar um caminho, sugerir propostas concretas e fomentar o debate. Mas até pela forma como o PS agora deu para falar muito criticamente dos números do desemprego divulgados pelo INE, sugerindo que há um outro, mais importante e relevente, «desemprego real» (só o nome que lhe dão é todo um programa e note-se que não consta que no cenário macro tenha sido usada tal variável), optando por uma forma de análise da realidade que costuma ser apanágio de outras forças políticas mais à esquerda (note-se que se pode e deve analisar o impacto dos fluxos migratórios e das políticas activas de emprego na taxa de desemprego calculada pelo INE, mas é igualmente fácil perceber que há uma linha a partir do qual essa análise perde seriedade e passa a ser demagógica: extrapolar, por exemplo, uma taxa de desemprego de 100% para todos os emigrantes caso tivessem ficado em Portugal é uma delas), é indicativo de um PS que perdeu o norte e está um tanto ou quanto desesperado. Qual o próximo passo do Partido Socialista? Começar a citar, em tom de concordância, o economista da CGTP Eugénio Rosa? Quando e se o PS for Governo depois das legislativas, ainda me vou divertir bastante com esta história do «desemprego real».