Quarta-feira, 23.07.14

A Comunidade

 

A par com o angolano José Eduardo dos Santos, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Presidente do novo membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, é o líder africano há mais tempo no poder. Por este andar e dada a saída recente do Zimbabwe da Commonwealth, ainda vamos a tempo de angariar Robert Mugabe para o "nosso" lado. Depois, às tantas, tanto fará chamar-lhe Comunidade de «Países de Língua Portuguesa» ou de «Ditadores Africanos Há Mais Tempo no Activo».

Mr. Brown às 21:45 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 20.07.14

Consistência

29.06.14: António Costa afirma que país seria ingovernável com Executivo de PS e PSD

19.07.14: Costa abre porta a alianças com o PSD se Passos Coelho sair

Circuito fechado

Sempre os mesmos, sempre o mesmo: para a Presidência, Costa vê com bons olhos o ex-PM Guterres, Passos o ex-PM Santana. Ambos, ainda que por motivos diferentes, com péssimo histórico no ex-cargo. Venha o diabo e escolha. Renovação, mudança? Tudo ilusão. Não há ninguém que apareça que consiga pôr esta gente de lado? Ninguém, mesmo? Que triste país este. Falhamos; não aprendemos com o erro; falhamos novamente?

Sábado, 19.07.14

Presidente em Seul

Conflitos bélicos na Ucrânia e em Gaza. Abate do avião abafa impacto mediático da intervenção israelita em Gaza. Sorte para Israel. Malaysian Airlines com publicidade negativa muito pior do que a que vinha afectando a TAP. Azar da companhia malaia. GES falido. BES em queda. Ricardo Salgado instala escritório num Hotel no Estoril. Granadeiro out. Bava in. PGR em investigações: desta é que vai dar em alguma coisa. Submarinos que emergem, mas caso já está mais do que investigado. PSD e CDS, em pleno processo criativo de compra de votos, a disputarem qual dos dois consegue ficar com os louros das medidas eleitoralistas. Europa a discutir lugares. Durão em telefonemas. Santana a querer dar nas vistas: quem é que ainda tem paciência para o homem? PS em disputa interna, com acusações várias ao outro lado de ambas as partes. BE a implodir. Verão. Calor. Presidente fora do país. Pouco tenho a acrescentar. Em honra à diplomacia económica do Presidente, fiquemos com pimba coreano, para distrair:

 

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Sexta-feira, 18.07.14

Simplificação da fiscalidade e política redistributiva

Os fiscalistas são peritos a defender uma fiscalidade cheia de excepções e casos especiais que tornam a fiscalidade um emaranhado burocrático e complexo para ninguém entender, excepto os fiscalistas. Como é que é possível aparecer um regime fiscal simplificado, coisa que volta e meia lá aparece alguém a defender, quando aqueles a quem é dado o poder de definir as políticas fiscais querem sempre, de uma forma ou de outra, dar uma benesse fiscal aqui, outra acolá? Não pode. Um alívio fiscal dado a um grupo específico da sociedade não é uma baixa de impostos tout court, é mais um subsídio encapotado, política redistributiva pura, que para o grupo excluído do benefício tem de ser visto como uma despesa extra promovida pelo Estado de que este não beneficia (e cujos seus impostos, que não baixam, terão de ajudar a pagar). Mas claro que os subsídios indirectos, atribuídos por via fiscal, do ponto de vista da percepção jogam a favor de governos de direita que dizem querer baixar os impostos. A comissão para a reforma do IRS está cheia de medidas para exemplificar isto mesmo. Note-se, aliás, que nestas quinze medidas, tidas como as mais relevantes pelo jornalista, a redução (progressiva) da sobretaxa de IRS aparece no fundo quase como que uma nota de rodapé. Devia ser a prioritária. Mas não se metesse um Governo a inventar, escolhendo grupos da sociedade que merecem ser acarinhados e outros que podem ser tratados abaixo de cão, e não era Governo.

Terça-feira, 15.07.14

Engenharia Social

Socialismo de direita de inspiração católica no seu pior. Próximo passo seria aplicar uma política tipo filho único em sentido inverso. O que vale é que ao governo mais liberal de sempre não resta outra solução que não deitar tais recomendações para o caixote do lixo. E este pormenor é, pura e simplesmente, lindo: Estas medidas terão impacto necessariamente orçamental, mas a comissão não o quantifica. Fazer essas contas, diz o documento, está “nas mãos dos serviços do Estado”. É o que se chama brincar à política com o dinheiro dos outros.

Antes que se faça tarde

O Governo, à medida que se aproxima o final da legislatura, prepara-se para aprovar uma série de medidas que visam agradar os grupos de interesses que rodeiam os dois partidos da coligação. Depois do lóbi verde próximo do PSD; agora é o lóbi das famílias numerosas próximo do CDS. Sobre o último caso, já expressei a minha opinião aqui. Coragem para de forma directa e transparente passarem a dar abonos de família a gente que ganha muito bem - de forma a que todo o eleitorado compreendesse perfeitamente o que está em cima da mesa -, não há. Não suporto esta gente, nem esta forma de actuação pela calada.

Segunda-feira, 14.07.14

Linha de capitalização da banca

1. Um dos receios que tem agitado os mercados nos últimos dias é a possibilidade de o BES ter de aumentar o capital devido a perdas com as holdings, tendo de recorrer à linha de recapitalização da troika que não foi utilizada na totalidade durante o programa de assistência.
2. Uma das muitas propostas do camarada TóZero: Fundo de Capitalização de PMEs (com o remanescente o resgate para a capitalização da banca). O que querem que vos diga?

3. A partir do momento em que o BES recorra à linha de capitalização da banca - outros bancos o fizeram, pelo que o mesmo não pode estar vedado ao BES -, o contribuinte português arrisca-se a não ver o seu dinheiro de volta tão cedo. Se o contribuinte português perder dinheiro dessa forma - e por aqui se percebe a importância do trabalho que Vítor Bento terá pela frente -, a Carlos Costa não deixará de ter de ser passado um atestado de incompetência.

Domingo, 13.07.14

Fifa Mundial (10)

 

A prova começou com uma Gisele Bündchen deslumbrante a levar o troféu até ao Maracanã, dando o primeiro indicio, dada a sua ascendência alemã, sobre quem sairia vencedor do desafio (e constituindo prova de que os alemães planeiam estas coisas com muita antecedência). No jogo propriamente dito, a Argentina veio apostada no contra-ataque, entregando a posse de bola aos alemães o que tornou mais difícil o jogo destes últimos (quem percebe isto, insisto, entende que esta treta de falarem da responsabilidade do Guardiola pelo jogo alemão é isso mesmo, treta).

 

 

Nas bancadas, notava-se a ausência da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, enquanto Vladimir Putin - não, ainda não anexou a Argentina - estava presente na qualidade de presidente do país que irá organizar o próximo Mundial. Merkel denotava confiança e Blatter tinha aspecto de quem ia fazer uma das suas. Como fez. Lá chegaremos.

 

 

Na foto acima, já com Dilma nas bancadas, a presidenta respirava de alívio - pior do que o Brasil perder, era ao mesmo tempo a Argentina ganhar -, tal como Merkel, após falhanço de Messi, muito apagado, numa das poucas oportunidades de golo para qualquer uma das equipas. Na verdade, o jogo foi fraquinho, tal como a maior parte dos jogos dos quartos-de-final para a frente, excessivamente tácticos e cautelosos, o que trouxe a qualidade deste mundial para um patamar inferior ao que tinha tido até os oitavos.

 

 

No final, lá apareceu o golo de Gotze - como substituto, bem melhor do que o adversário Palacio, que falhou a grande oportunidade da Argentina na primeira parte do prolongamento -, num tempo extra onde a Alemanha - não tendo sido necessariamente a melhor equipa hoje em campo, as equipas estiveram equilibradas neste confronto directo - beneficiou justamente de ter sido a melhor selecção em prova: o facto de não ter ido a prolongamento na sua meia-final pareceu garantir maior frescura física, sobretudo para os últimos quinze minutos. E quando pensamos que deu quatro a Portugal - e nós só perdemos mesmo para o campeão do mundo - e sete ao Brasil, haveria vencedor mais justo? Não me parece.

 

 

Para terminar, além de Neuer ter sido com justiça considerado o melhor guarda-redes e James Rodriguez, aqui é objectivo, o melhor marcador do Mundial, a política da FIFA entrou em acção: Messi melhor jogador do Mundial quando só na sua equipa, para não ir mais longe, Mascherano esteve muitos furos acima, é delirante. Mas aconteceu e compreende-se: esta FIFA de Blatter idolatra Messi da mesma forma que desprezava Maradona. Ele não tem culpa, mas isso é uma das coisas que por vezes leva-me a irritar com o anão argentino: nem precisa tocar na bola e já é o melhor do mundo. Tem o trabalho facilitado por preferência dos senhores de fato do futebol. Também por isso valorizo tanto o trabalho de Cristiano Ronaldo, que para ter sido eleito o melhor do mundo por duas vezes teve de lutar contra este jogo político sujo. E ainda mais Maradona, que sabe-se que foi o que foi contra tudo e contra todos. E continua sem rival à altura.

 

Enfim, chegado ao fim este Mundial, faça-se justiça e reconheça-se a superioridade alemã a tratar a bola... nem os argentinos conseguiram resistir-lhe.

 

Em sociologuês: uma boba da corte

Felizmente, temo-la a ela: «Falta solidez em diversas áreas da cultura e do pensamento intelectual e há uma regressão muito grande».

Mr. Brown às 11:46 | link do post | comentar | favorito

O que foi não volta a ser

 

(Excepto a primeira, a origem das fotos é esta)

Mr. Brown às 11:26 | link do post | comentar | favorito
Sábado, 12.07.14

É preciso alterar o tecido universitário português

Ignorando o brilhantismo da observação que dá título à notícia e notando que até Costa já fala da necessidade de «empreendedorismo das novas gerações», diga-se que a mim parece-me evidente que Portugal tem um problema de falta de licenciados e não de licenciados a mais, mas isso não invalida que, tragicamente, tenhamos excesso de licenciados em áreas que não interessam para nada ou vindos de cursos onde o que se aprende não tem aplicabilidade no mundo do trabalho, e, também por ai, se explique o desemprego registado em certos e determinados cursos. Taxa de desemprego dos licenciados no curso de Sociologia da Faculdade de Economia de Coimba do drº Boaventura Sousa Santos: 14,7% (média nacional para sociólogos é de 10,6%). Taxa de desemprego dos licenciados no curso de Ciência Política do ISCTE do drº André Freire: 16,3% (média nacional para politólogos é de 10,2%). Taxa de desemprego dos licenciados no curso de Economia da Universidade Nova de Lisboa, a meca do neoliberalismo: 1,8% (média nacional para economistas é de 6,7%). Dados retirados daqui: Infocursos.

Mr. Brown às 14:27 | link do post | comentar | favorito

Estatuto de privilégio

Ricardo Salgado e outros que o acompanham, num país como deve ser e só com o que se conhece, já devia ter caído em absoluta desgraça e estar a ser vilipendiado por toda a parte. E, provavelmente, isso já devia ter acontecido há muito tempo, não só agora. Por cá, o homem ainda sonha manter alguma influência no BES. Quantos dos opinadores profissionais da praça que comentam o caso GES/BES por estes dias são independentes e livres de qualquer ligação à família Espírito Santo? Mais grave: consegue a nossa justiça ir até ao fim e apresentar, finalmente, resultados em processos que envolvem esta gente? Enquanto estes tubarões gozarem de um estatuto privilegiado na sociedade, não sairemos da cepa torta.

Sexta-feira, 11.07.14

E têm a consciência tranquila?

O termo comparativo usado é profundamente infeliz, mas isto, convém repetir, é absolutamente certeiro: «Constâncio considerou que uma pequena economia aberta, integrada no espaço do euro, "não teria restrições financeiras" e se poderia endividar sempre sem prémio de risco». E, independentemente dos termos mais ou menos felizes, termos tido gente a nos governar que acreditava nisso mesmo foi-nos absolutamente fatal. E ainda continuamos a levar com as ondas de choque desse erro de raciocínio. E os (mais ou menos) tolos que acreditaram nisso e tinham a responsabilidade do poder, tendo a realidade vindo a provar, indubitavelmente, que estavam errados, nunca assumiram o erro. Muitas vezes me questiono como é que essa gente, se verdadeiramente e alguma vez se preocupou com o bem estar dos cidadãos e não só com a sua vidinha, tem a consciência tranquila. Todos os que nunca revelaram problemas de consciência, e são quase todos - repito: não me lembro de nem um dos que acreditou que isto do endividamento externo não nos ia trazer problemas de financiamento assumir esse erro -, tomo-os como gente de mau carácter. Só posso ter desprezo por essa gente.

Mr. Brown às 20:12 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 10.07.14

O lóbi verde

É pegar no relatório e deitá-lo para o lixo. Não há pachorra para o lóbi verde do dr. Moreira da Silva, mais o dr. Vasconcelos, líder do grupo que estudou esta treta da «fiscalidade verde» e que, não por acaso, é presidente de uma empresa que opera no sector das energias renováveis, o que diz tudo o que é preciso saber sobre a sua parcialidade e ponderação na análise dos efeitos das medidas apresentadas. Muito mais do que no caso dos swaps, suspeito que é aqui que reside o calcanhar de aquiles da actual ministra das finanças: sendo esta uma questão essencilamente de fiscalidade, a ministra devia ter a palavra decisiva e deixar o ministro do ambiente a falar sozinho. Mas terá  esta ministra poder para se opor à influência de Moreira da Silva? Quererá a ministra sequer opor-se? O ministro tiranete verde parece estar convencido de que, se depender da ministra, tem caminho aberto para fazer o que bem lhe apetece. Que o CDS sirva para alguma coisa.

Mr. Brown às 20:04 | link do post | comentar | favorito

I love the smell of napalm in the morning

Ler a imprensa internacional e ver os problemas do BES por tudo quanto é lado, com impacto muito para além de Portugal. Mas reestruturações de dívida são quase sempre coisa suja, para quem ainda não tinha percebido. E, a continuar assim, ainda Vítor Bento nem vai a tempo de fazer o papel de Miguel Cadilhe. Enfim, que o pior cenário nunca se venha a confirmar.

Mr. Brown às 14:10 | link do post | comentar | favorito

Os grandes estrategas

A qualidade das decisões estratégicas da família Espírito Santo tem sido muito elevada, como todos os dias as notícias que vão surgindo nos vão dando conta. Óptima gente para ter papel importante no Conselho Estratégico de um BES que se queria renovado. Enfim, a insistência da família em manter influência no banco só pode traduzir-se num problema de credibilidade.

Mr. Brown às 13:16 | link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 09.07.14

Os abutres da política

Os outros, ao menos, ainda que com uma proposta completamente tonta e irrealizável, concretizaram alguma coisa, já ele só pretendeu fazer politiquice, gerando a ideia de que existia um consenso alargado na sociedade portuguesa em torno de um tema extraordinariamente complexo para o qual não há soluções fáceis. Os argentinos que o digam.

Começam as vitórias à Hollande

Muita parra mediática e pouca uva. Mais: a ideia de que a Itália conseguirá liderar qualquer processo de mudança na UE é, em si mesmo, absurda. Eram muito mais realistas as expectativas em relação ao presidente francês (nota: ainda assim, diga-se que estou convencido de que a ideia italiana serve apenas de aperitivo para o inicio de um processo negocial: começa-se sempre por pedir o impossível de forma a obter o possível).

Mr. Brown às 00:20 | link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 08.07.14

Mundial Fifa (9)

 

Foi com alegria que assisti ao esmagamento deste Brasil por esta Alemanha imperial, a mesma que já havia espetado quatro a Portugal no seu e nosso primeiro jogo no Mundial. Ainda assim, antes quatro que sete. E talvez que com este resultado se melhor possa compreender que a nossa selecção não estava tão mal quanto aparentou e, afinal, arrisca-se, pela terceira vez consecutiva, a ser eliminada de uma grande competição internacional perdendo apenas para o vencedor da mesma. De registar, também, com o jogo de hoje, que Klose entra na história do futebol, tornando-se o melhor marcador de sempre em mundiais, quando a nível de proezas em clubes não passará de uma pequena nota de rodapé.

 

 

E não queria deixar passar a oportunidade para falar de treinadores. Em primeiro lugar, Scolari. Sempre foi mais um bom motivador de jogadores do que um verdadeiro técnico. Muitos dizem dele ter sido o melhor seleccionador que Portugal conheceu. Tenho muitas dúvidas nessa matéria: o homem que pôs bandeirinhas portuguesas por tudo quanto era Portugal em 2004 (na verdade, tenho a ideia de que foi Marcelo Rebelo de Sousa, mas deixem agarrar-me ao mito), teve ao seu tempo uma geração de jogadores que nenhum outro seleccionador, antes ou depois, teve a sorte de ter ao seu dispor. Recorde-se que, pelo menos em duas das três competições em que Scolari liderou Portugal, conseguiu juntar Figo e Cristiano Ronaldo. Numa, em 2004, tínhamos acabado de ver o F.C.Porto campeão europeu e era o seu meio campo, com um Deco naturalizado, quem construía o jogo de Portugal. Em 2008, já Scolari e a equipa portuguesa davam mostras de cansaço, e o homem, legitimamente aliciado pelas verdinhas do Abramovich, saiu para o Chelsea onde as suas fracas capacidades enquanto técnico, sempre mais necessárias num clube do que numa selecção, vieram ao de cima. O resto foi o que se sabe.

 

 

Em segundo lugar, Guardiola. Leio e oiço quem diga que a supremacia alemã deve muito a Guardiola. Ou estão cegos, ou recusam-se a ver o óbvio. Esta Alemanha, embora tenha alguns jogadores do Bayern, é a antítese do futebol que o técnico espanhol defende. E adopta muito mais o processo do Bayern de Heynckes, o tal que ganhou a Champions antes do Guardiola ir para lá, aplicando goleadas ao Barcelona do tiki-taka. Isso nota-se, por exemplo, na posse de bola: foi o Brasil quem teve mais bola. Não lhe serviu de muito. Enfim, parece-me indiscutível que o estilo de jogo dos futebolistas alemães adapta-se melhor a um jogo de transições rápidas e directas. Que o espanhol, dado os jogadores de que dispunha - entretanto já se vai ver livre do Tony Kroos -, tenha tentado adaptar uma cultura contranatura no Bayern, explica em parte as goleadas que levou do Real este ano. Nessa teimosia, no ano futebolistico que findou, esteve ao nível de um Scolari.

Segunda-feira, 07.07.14

O Ministério dos Subsídios

Nos Estados Unidos, a malta da cultura normalmente reúne-se com candidatos políticos em campanha para lhes dar dinheiro. Em Portugal, a malta da cultura normalmente reúne-se com candidatos políticos em campanha a contar receber dinheiro. Cada país tem a "elite" cultural que merece. A nossa é a da mão estendida voltada para o Estado. E fica a perguntinha: a presença de Paulo Campos no evento será em representação da cultura portuguesa da obra pública?

Felicitações presidenciais

É verdade que Carlos do Carmo não ganhou um Grammy propriamente dito, ganhou um Grammy Latino que é coisa diferente (menor prestígio; muito menor cobertura mediática). Não é menos verdade que as novelas da SIC e da TVI também não ganharam um Emmy dos prestigiados, ganharam um Emmy International que é coisa diferente (menor prestígio; menor cobertura mediática; critério de escolha muito mais sujeito à força do lobbying). Nem por isso Cavaco deixou de felicitar quer a TVI, quer a SIC. Por mim, o Presidente devia estar nas tintas para este tipo de prémios e não dar felicitações a quem quer que os receba, mas aberto o precedente, há que questionar a incoerência.

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