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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Costamessias

A maior colagem de Costa a Sócrates, até resultado das tropas que se mexeram no terreno para derrubar Seguro, pode ter sido um erro cuja dimensão seria impossível de calcular no momento em que foi cometido. Já a colagem de Costa ao Syriza logo após as eleições gregas de Janeiro deste ano foi um erro digno de um político amador. E o azar do homem e dos camaradas Porfírio e Galamba é que, até às legislativas, é possível e provável que o panorama mediático seja dominado pelo caso grego e por Sócrates. Messias sofre.

«No bailout for you» (ou da hipocrisia norte-americana)


source: tradingeconomics.com

 

Economia em recessão há vários anos; fustigada por austeridade prolongada; desemprego elevado; emigração em massa; dívida galopante. Apresento-vos a Grécia Porto Rico. Ontem, aproveitando a boleia da Grécia, avançou para a tentativa de reestruturação da sua dívida (notícia em português e inglês). O governo federal norte-americano diz que não irá resgatar a ilha (novamente, em português e inglês). Deve ser mais fácil a Obama mandar recados sobre a Grécia. A crise humanitária em Porto Rico, território dos Estados Unidos que partilha a moeda com este e tem mais de 3 milhões de habitantes, pode esperar.

Sobre a Grécia (novamente)

Só duas coisas me parecem certas: 1) confirma-se, como é óbvio, que para alguns países não existia alternativa à austeridade dentro do Euro (o que é muito diferente de achar que a austeridade é uma ideologia ou que tem de ser coisa permanente) e 2) o Governo grego é irresponsável. Assisti a cenas nos últimos dias na Grécia, inclusive no Parlamento grego, que conto nunca assistir em Portugal. Aprecio muito a estabilidade e a tranquilidade. Haja responsabilidade. Obrigado.

Democracia, dizem eles

À moda venezuelana: referendo convocado para ser realizado daqui a oito dias, sem qualquer tempo para que se estabeleça uma campanha organizada que permita uma discusão séria e aprofundada sobre a importância do que está em jogo, incentivando o voto a quente, e sem qualquer garantia de que lhes darão as condições para levar adiante o que pretendem referendar (sim, porque anunciam um referendo que depende novamente da vontade de outros, nomeadamente de que os restantes membros da zona Euro lhes permitam uma mini-extensão do resgate e que mantenham as propostas negociadas atá aqui em cima da mesa). Enfim, depois de chegarem ao poder e concluirem a primeira negociação com a zona Euro, estes gajos do Syriza tiveram quatro meses para fazer um referendo em condições minimamente aceitáveis. Não o fizeram. Não me parece difícil adivinhar o que lhes vai na cabeça. É democracia, sim, da pior espécie. E volto a insistir: não é possível partilhar uma moeda única com gajos que se comportam desta maneira.

É preciso baixar a carga fiscal

Agora é conciliar as duas coisas: «O Serviço Nacional de Saúde vai ter mais custos e não vale a pena enganar as pessoas». Ainda vamos chegar à conclusão de que os nossos impostos estão baixos. Enfim, valha-nos o messias Costa: PS quer reduzir taxas moderadoras na próxima legislatura. Não metam quem pode a pagar mais pelo acesso aos cuidados de saúde que iremos pelo bom caminho.