«A tributação especial de grandes fortunas teria um efeito imediato de fuga (em capitais e bens móveis) e alienação de patrimónios em bens imóveis numa economia aberta e globalizada. O país perderia atractividade e competitividade, ou seja, empobreceria ainda mais». Por exemplo aqui o Eduardo Pitta vem lembrar-nos que entre o património dos ricos está o «dinheiro parado nos bancos (os depósitos)». Óptimo exemplo, pela estupidez que significaria a sua tributação. Para começar o dinheiro não está parado no banco ou de onde pensa o Pitta que vem parte do dinheiro para os empréstimos concedidos pela banca? Em segundo lugar, qual seria o efeito de taxar as poupanças dos mais ricos? O que os impediria de pegarem nas suas poupanças e irem colocá-las numa conta na Suiça? Se é que a maior parte dos ricos, verdadeiramente ricos, já não é isso que faz. Acrescente-se ainda que o estudo abordado pelo jornal i foi feito, segundo o DN, em 2009, pelo que terá sido o que justificou a medida de novo escalão máximo do IRS em 2010. Medida que é convenientemente esquecida por quem quer que apareça a defender nova taxa extraordinária ao nível do IRS. Não deve haver nova taxa porque pura e simplesmente já há uma taxa nova e extraordinária que faz precisamente isso que o PR diz defender. Por fim, não posso deixar de notar que para criar um novo imposto não falta gente cheia de ideias de como e o que taxar, enquanto que no que toca à despesa do Estado, esse sim o nosso verdadeiro problema que urge combater, lamento que as mesmas pessoas sejam tão limitadas de ideias.
PS: por outro lado, e de certa forma relacionado, quando e se chegar a altura de ajustar taxas de IVA para financiar a baixa da TSU, será bom que o Governo recupere esta ideia: PSD prefere tributar bens de luxo. Até porque a maior parte dos bens de luxo são importações.