Tanta asneira junta num só artigo. A parte que mais gosto é esta: «É uma falácia argumentar com o aumento da esperança de vida, como se o sistema de Segurança Social tivesse de estar baseado numa solidariedade intergeracional . Isso seria admitir que o nosso sistema de pensões deve funcionar como a Dona Branca, em que só é possível pagar a quem depositou se houver sempre quem deposite mais». Ignorância total sobre o que é o sistema pay-as-you-go, o nosso, mas que segundo Baldaia não podemos admitir como sendo o nosso. Parece que Baldaia está convencido que com este sistema poderá estar a contribuir para si próprio (por outro lado, também parece acreditar no seu contrário, tão confuso é o artigo). Por resolver fica a problemática dos actuais pensionistas que só recebem o que recebem porque há outros a descontar para eles. Mas, sobretudo, o que dizer quando se refere ao aumento da esperança de vida como uma qualquer falácia, não percebendo que mesmo num sistema de capitalização, onde cada um descontaria efectivamente para si, a esperança de vida teria sempre de ser levada em conta: afinal, será assim tão dificil de perceber que ainda que tivesse uma continha em meu nome, chegando à idade da reforma o valor que atribuiria a mim mesmo a cada mês não poderia ser o mesmo independentemente de esperar viver mais 5 ou mais 10 anos?