Terça-feira, 31.07.12

Olímpiadas

Michael Phelps: 19 medalhas olímpicas (15 de ouro; 2 de prata; 2 de bronze)

Portugal: 22 medalhas olímpicas (4 de ouro; 7 de prata; 11 de bronze)

Segunda-feira, 30.07.12

Pavões em Versailles

Exposição de Joana Vasconcelos saiu cara. Só do Turismo de Portugal, instituição tutelada pela secretária de Estado centrista Cecília Meireles, foram 150 mil euros, certamente para o dr. Paulo Portas ir lá pavonear-se ao lado da artista.

Mr. Brown às 09:45 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 29.07.12

Incompreensível

O primeiro pilar desta estratégia do Governo helénico passa por avançar já com mais medidas de austeridade, inicialmente previstas para 2013, e que passam pela redução das pensões e dos salários dos funcionários públicos. O que se passará com os líderes de todos estes países - Grécia, Espanha, Letónia - para que não compreendam o conceito de igualdade dos nossos caríssimos juízes do Tribunal Constitucional? Talvez compreendam que perante a necessidade de combater o défice, mas também de aumentar a competitividade, não é por via de impostos sobre todos que o problema pode ser resolvido. É no sector privado que está o único motor disponível para promover o crescimento económico, esmagá-lo para fazer face aos problemas do Estado acabará por levar todos ao fundo.

Mr. Brown às 19:49 | link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 27.07.12

Letónia vs Grécia

Lessons from Latvia. O ajustamento da Letónia para superar a crise foi muito doloroso, mas bem sucedido - e fizeram-no sem recorrer à desvalorização da moeda, ainda que o recurso a tal medida estivesse disponível -, por isso, tal como aos finlandeses, não lhes falta moral para fazer afirmações deste género.

Mr. Brown às 14:11 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 26.07.12

Notícias do sector automóvel

1. Peugeot Citroën com prejuízos de 819 M€ no primeiro semestre

2. Volkswagen anuncia lucros de 8800 milhões no primeiro semestre

3. A fórmula de sucesso da Volkswagen também passa por Portugal: China salva ano da Autoeuropa.

4. Por outro lado, o Governo francês (?!?) vai ajudar a PSA. Como? Pondo-a a exportar para a China? Tentando torná-la mais competitiva? Não, através de incentivos à compra pelos franceses de automóveis produzidos em França. Dir-me-ão que é política, mas mete dó a falta de visão desta gente.

Quarta-feira, 25.07.12

Os ricos que paguem a crise

«O total das 25 maiores fortunas equivale a 8,4% do Produto interno Bruto (PIB) português de 2011, a preços de mercado, uma queda face ao peso de 10,1% do ano anterior». O Estado podia apropriar-se da fortuna total destes 25 que mal dava para compensar o défice das contas públicas só do ano a que os cálculos dizem respeito.

Mr. Brown às 23:14 | link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 24.07.12

Alucinados

«Esta informação é alucinante. Não se baseia em factos reais». Ou como o governo espanhol anda de cabeça perdida a tentar evitar o pedido de ajuda aos «homens de negro».

Mr. Brown às 19:22 | link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 23.07.12

O país passava bem sem ele

«Foi para isto que me pediram tantos sacrifícios? Foi para isto que deixei de ter menos dois salários como trabalhador na Função Pública? Foi para isto que me retiraram metade do subsídio de Natal o ano passado? Eu perguntei isto ao primeiro-ministro e o primeiro-ministro não respondeu e nós sabemos porquê: porque o primeiro-ministro não tem resposta para o falhanço da execução orçamental que está em curso no nosso país».

Défice a baixar

Ia jurar que certos políticos e opinadores andavam a papaguear para a opinião pública que o défice não ia baixar, isto tudo à boleia de um jornalismo que deixa muito a desejar. Como é óbvio, foi só fazer-se sentir o efeito do corte de subsídios de férias e de natal e a realidade começa a mudar. No final do ano podemos não cumprir a meta acordada com a troika, mas o nosso défice vai baixar. Quanto aos políticos e opinadores vários que contribuiram para passar a ideia errada, pois bem, na melhor das hipóteses são ignorantes e na pior não têm vergonha na cara. Qualquer que seja o motivo, o país passava bem sem eles.

Rumo à bancarrota oficial

O endividamento de Portugal atingiu os 111,7% do produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano. Precisamos de mais tempo para nos endividarmos ainda mais.

Mr. Brown às 11:13 | link do post | comentar | favorito

Taxa de juro em Espanha supera os 7,5%

Lembrei-me disto: «Aquilo que mais me revolta é ver outros primeiros-ministros, que tomaram posse depois do atual primeiro-ministro, como aconteceu com o primeiro-ministro em Espanha, e que já conseguiu mais um ano para proceder à consolidação das contas públicas». E também disto. O engraçado é que esta gente está a ver o governo espanhol repetir muitos dos erros que Sócrates cometeu por cá e alegram-se com o caminho seguido por nuestros hermanos. Aprender com os erros do passado não é lá com eles. Mudar passa sempre pela "destruição" de algo, o problema é que os socialistas não querem mudar nada e é essa ilusão que vendem ao eleitorado. Os outros que mudem para nos mantermos imutáveis. Chamam-lhe solidariedade.

Mr. Brown às 09:53 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 22.07.12

Expira, inspira

O tipo que pede «estabilidade no discurso» aos outros é o mesmo que sempre que pode tenta colocar em causa o programa de ajustamento que o seu próprio partido assinou. Estabilidade no discurso dos outros, instabilidade na nossa acção?

Mr. Brown às 18:49 | link do post | comentar | favorito

Sinais

1. FMI quer cessar ajudas à Grécia, que poderá abrir falência em Setembro

2. Saída da Grécia da zona euro «é possível e já não assusta»

Mr. Brown às 18:24 | link do post | comentar | favorito

Um país viciado em crédito

Crise faz disparar procura de cartões de crédito em Portugal

Mr. Brown às 10:36 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 19.07.12

Decisão que provoca dor

Concordo com muito do que Pedro Braz Teixeira escreve aqui. Mas para já no exterior não há plena consciência da decisão que saiu das cabecinhas pensadoras do juízes do Tribunal Constitucional. E não há porque ainda predomina o efeito da excelente estratégia de comunicação, acompanhada necessariamente pela apresentação de alguns resultados positivos, que foi adoptada pelo nosso Governo. Mas, na melhor das hipóteses, quando as consequências da decisão do TC começaram a fazer efeito, e excepto se existir uma alteração substancial na governação da zona Euro, podem ter a certeza de que não escaparemos incólumes.

Mr. Brown às 23:11 | link do post | comentar | favorito

O caminho que se vai acentuar

Sem corte de subsídios, o caminho passará cada vez mais por aqui: Desemprego entre os professores subiu 151% só num ano. Para já, o governo está a reduzir as contratações de pessoal, mas dificilmente bastará fazer só isto sem tocar no pessoal do quadro - e digo isto com tristeza, genuína tristeza, porque até por aqui se percebe como há motivos mais do que suficientes para aceitar a bondade do corte de subsídios aos funcionários públicos. Assim, a sociedade arrisca-se a ficar com menor quantidade e pior qualidade na prestação de serviços públicos do que se justificaria. E para estes desempregados, reconhendo a dificuldade que é mudar de vida, é certo que não será como «docentes do ensino secundário, superior e profissões similares» que a maior parte deles voltará a ter sucesso no mercado de trabalho. Mas quanto a isso acho que os próprios estão mais do que avisados.

Mr. Brown às 22:27 | link do post | comentar | favorito

Há quem diga que ele tem muito a nos ensinar

Mariano Rajoy pode aprender com Portugal. Segundo alguns por cá, são os espanhóis que nos dão lições. Entretanto: Juros da dívida de Espanha já superam os da Irlanda em todos os prazos.

Mr. Brown às 19:42 | link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 18.07.12

Vitalidade pós-socrática

Pelo andar que isto leva, parte de mim até gostava de ver satisfeito o dr. Soares. O PS que voltasse imediatamente ao poder: o rumo seria mais ou menos o mesmo e um provável pior desempenho, ainda que ligeiro, da nossa economia devido à governação socialista seria compensado tremendamente pelo facto de deixar de gramar diariamente com as asneiras do dr. Soares e outros que tais. Salvo seja, que bem sei que a bateria das asneiras voltaria a ficar apontada para a dama de ferro alemã e o nosso Governo deixaria imediatamente de ser o máximo responsável pelo estado do país.

Mr. Brown às 21:01 | link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 17.07.12

Ler os outros (CXXXI)

Ou será que a Constituição da República Portuguesa discrimina os cidadãos consoante o seu contributo para a riqueza nacional seja feito por via do trabalho ou do capital?

Da filha da putice

Os salários dos portugueses já estão a cair, mas para a troika esse ajustamento ainda não é suficiente. Segundo o relatório da quarta avaliação da execução do Memorando de Entendimento, publicado hoje pela Comissão Europeia, será necessário um maior alinhamento entre os salários e a produtividade. Goste-se ou não, este é o plano. E no fundo não há alternativa a esta política que dependa de nós. Agora conciliem isto com a ideia de que em 2013 os funcionários públicos vão ver os seus salários regressarem ao nível de 2011, enquanto no sector privado a tendência geral será de queda salarial. É o que se chama equidade com o alto patrocínio dos juízes do tribunal constitucional.

 

Nota: some-se a isto a ideia, aparentemente muito normal e natural para alguns opinadores, de que a substituição dos cortes de subsídios a funcionários públicos devia passar por um imposto que apanhe todos por igual.

Troika

1. Claro que prefere, como é evidente o problema do défice português não está do lado da receita - maximizada até ao limite nos últimos anos, incluindo no que toca ao combate à evasão fiscal -, mas sim do lado da despesa, a qual os governantes têm tido muita dificuldade em cortar.

2. Agora ainda é mais urgente pegar nisto. O corte de subsídios de férias e de natal aos funcionários públicos não era só uma medida de combate ao défice, tinha outros objectivos associados, nomeadamente no que se refere ao ajustamento salarial pelo qual a nossa sociedade terá necessariamente de passar.

3. Até pode estar a ser sincero - ao contrário de um certo discurso mediático que vigora, a nossa economia está neste momento melhor encaminhada para sair da crise do que estava antes da troika ter cá aterrado -, mas por este caminho e a este ritmo, temos anos e anos de penúria pela frente. Parece-me longe de ser coisa notável.

Mr. Brown às 19:17 | link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 16.07.12

Por igual

Não faz sentido numa crise deste género tentar que toda a sociedade pague a crise por igual. E não faz sentido desde logo porque a crise resulta, também, de relações de força que existiam na sociedade portuguesa que beneficiaram certos sectores em relação a outros. Como a saída da crise terá de passar por uma alteração dessas relações de força, não é possível pensar que todos os membros da sociedade devem ser afectados por igual. O querer pôr todos a pagar por igual é, de certa forma, uma tentativa de não alterar essa relação de forças. Ou seja, de manter tudo na mesma. Não tarda, alguém explicará que o Governo deve garantir que os sacrifícios dos trabalhadores e empresários da construção civil sejam proporcionais aos dos seus pares das empresas exportadoras. E quem fala da construção civil, fala da função pública.

Domingo, 15.07.12

Fogo de vista

A minha ideia sobre as medidinhas inconsequentes de alteração do RSI que o ministro Mota Soares recorrentemente lembra-se de lançar para o ar, dando alguns sinais de vida, é a de que estas têm apenas dois objectivos: 1) assustar quem, por manifesto desespero, pondera recorrer ao RSI, procurando garantir que tal mecanismo só é solicitado em último recurso; e 2) manter as aparências junto do eleitorado centrista que abomina o RSI. Há secretários de Estado neste Governo com mais e melhor trabalho para mostrar do que este ministrinho.

Mr. Brown às 19:21 | link do post | comentar | favorito

É preciso demitir o Gago

Líder da JSD pede explicações da licenciatura de Relvas a Mariano Gago. Este tipo de discurso nem merece que se perca muito tempo a explicar que se há alguma lei com a qual o líder da JSD não concorda, o actual ministro Crato já leva um ano com poder para alterá-la. Mas convinha perceber que o legislador, por muito bom que seja, não antecipa tudo. E o que não falta neste país são chicos espertos, alguns dos quais especialistas na aproveitação de lacunas na legislação a seu favor. O parlamento está cheio deles.

 

Nota: citando Manuel Maria Carrilho, em Janeiro deste ano no DN, «O "país do faz de conta" é a terra dos chico-espertos e do facilitismo alpinista, da cultura powerpoint e do deslumbramento tecnológico, onde se tornou bem mais simples ter diplomas do que estudar, e onde "fazer" a Universidade é tantas vezes mais obra de expedientes do que de aprendizagem e de esforço». Basicamente é isto. E isto é triste. Muito triste.

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