Marão a 10 de Abril de 2012 às 14:11
Nós gostamos mais do suicídio colectivo em manada em que ninguém tem culpa de nada.
:)
Deve ser do sol. É que isto dos suicídios também serve perfeitamente para ilustrar as diferenças culturais entre os países periféricos e os do norte da Europa.
Por acaso, há estudos que indicam que a falta de luz solar provoca depressões que podem conduzir ao suicídio.
Bem sei, é a tese habitualmente usada/aceite para explicar as taxas de suicídio mais elevadas do que seria expectável nos países escandinavos. Ainda assim, como o artigo que cito indica, pode não explicar tudo.
E já sobre a felicidade, podemos sempre questionar se esta alguma vez poderá ser medida de forma a ser comparável entre diferentes países. Por exemplo, em perguntas mais objectivas, como «no dia de ontem, lembra-se de ter sorrido ou dado gargalhadas», o número de respostas afirmativas em Portugal superou as que se verificaram em qualquer um dos três países do norte da Europa referidos. E mais, há pelo menos uma onde ninguém nos bate: «ontem, teve alguma refeição particularmente saborosa?» 94% de respostas afirmativas dos amigos tugas, não houve país no mundo com melhor «score».
«E já sobre a felicidade, podemos sempre questionar se esta alguma vez poderá ser medida de forma a ser comparável entre diferentes países.»
De acordo.
Recordo-me de um colega de universidade, estudante de filosofia, algo louco (mas que os professores diziam ser "frequentemente brilhante") e que afirmava que o suicídio seria muitas vezes uma forma de preservar um estado emocional extremo: fosse de tristeza/melancolia, fosse de felicidade. Talvez tenha estudado os países escandinavos?
Mais a sério, os estudos sobre a falta de luz solar são bem conhecidos (e os efeitos da mesma são visíveis nos sul-europeus que se movem para latitudes mais elevadas). O facto de os invernos durarem muitos meses e serem extraordinariamente frios (em comparação com os nossos) é visto (li algures) como promotor de melancolias. Os russos combatem isto com vodka, xadrez e poesia. Aparentemente os escandinavos são mais radicais...