Isto já não é um caso de desinformação, mas sim de negar a evidência e evitar a realidade a todo o custo. Isto é que realmente me assusta! As pessoas continuam a não perceber que Portugal faliu, pura e simplesmente não há dinheiro. Se acham que até agora doeu preparem-se para o futuro, isto ainda agora começou...
Não há dinheiro e nunca houve dinheiro suficiente, gerado por nós pelo menos, para os gastos que o Estado tem no desempenho das funções que tem como suas actualmente.
Demagogo a 9 de Julho de 2012 às 14:47
Verdade! Vai ser ainda pior: os Bancos vão passar a pagar taxas na mesma percentagem das outras empresas e os gestores de topo terão os seus rendimentos acima da média nacional taxados a 60% e o mesmo será para todos os detentores de cargos públicos. Sendo que os consumos destas classes reduzirão bastante as lojas GUCCI, PRADA, Louis Vuitton e similares, deixarão o país sendo que a nossa indústria ficará ainda mais reduzida a recorrer-se das pescas, agricultura e turismo e haverá imensa fome.
fernando antolin a 8 de Julho de 2012 às 16:10
Trabalho numa empresa de capitais totalmente do estado, a ANA,SA., gestora dos principais aeroportos nacionais. Lucrativa ?? Muito, 2011 foi o melhor ano de sempre, desde que a empresa existe, 1978. Em 2012, o 1º trimestre já já superou o homólogo do ano passado. Dinheiro do estado lá metido ? Não, estamos a " haver " umas ditas indemnizações compensatórias pela exploração dos aeroportos dos açores, nunca pagas até hoje e desde 1978/79. Investimentos nos aeroportos nacionais, todos suportados pela empresa. Cortes ? Todos, menos quase 10% do vencimento desde Jan2011 e este ano sem quaisquer subsídios de férias e natal, fora o já cortado no subsídio de natal de 2011 e sem aumentos de vencimento desde 2008, que a empresa invoca contenção de custos e a negociação do AE arrasta-se desde aí...
Dôr só por mais impostos e diminuição na prestação de serviços ? E as tais gorduras de estado ? Quantas fundações públicas,privadas e sei lá mais o quê, mamando na generosa têta do estado, foram extintas ? Empresas municipais ? Renegociação do negócio das PPP's ? Jobs for the boys ? Pareceres encomendados a sociedades de advogados, com gabinetes jurídicos dos ministérios a contar as moscas ? A lista seria exaustiva ... sacrifícios para todos ? Com certeza, responsabilização de quem nos trouxe até aqui e agora filosofa em Paris, claro, porque não ?? Força !! Mas que toque a todos e não se ande a brincar com a malta...
«Trabalho numa empresa de capitais totalmente do estado» Felizmente, ao que se sabe, não será assim por muito mais tempo.
«E as tais gorduras de estado ?» As tais gorduras do Estado não existem. Pelo menos, não em valor suficiente para a tarefa de redução do défice com a qual o governo tem de estar comprometido.
http://thecomedians.blogs.sapo.pt/344672.html
Tó Zé a 10 de Julho de 2012 às 14:03
Por que motivo é que uma empresa ser pública é infeliz?
Na minha opinião, uma empresa necessária e de interesse comum deve ser pública, se dá lucro, ainda é melhor (pode equilibrar contas do Estado).
Demagogo a 9 de Julho de 2012 às 14:07
Já se sabe que a tolerância à dor das classes mais frágeis é muito maior do que a das classes sociais onde se faz psicoterapia por mor da morte do gato. Assim sendo a dor provocada por cortes de 9% aos mais pobres é o equivalente a cortar 3% aos mais ricos. Uns choram a partir de 9 e os outros começam a chorar a partir de 3.
A propósito, no 2º país mais desigual da UE ou seja, onde é maior a diferença de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, é natural que os primeiros 20 não estejam habituados a sofrer pelos últimos 20. Estes últimos têm tanto treino em sofrer pelos primeiros que quase nem sentem e começar a habituar os primeiros ao sacrifício é coisa da esquerdaria fora de moda, agarrada a teorias do séc XIX. Completamente ultrapassados, provada que está a superioridade da qualidade de vida sob regimes liberais de inspiração tatcheriana. Como aliás todos podemos comprovar.
"provada que está a superioridade da qualidade de vida sob regimes liberais de inspiração tatcheriana"
Acho que também há muita qualidade de vida nos países nórdicos, mas deixe-me contar-lhe um segredo: têm as contas equilibradas. Devíamos ter sido intolerantes em relação ao descontrolo das contas públicas, não o fomos, agora não há forma de evitar um processo doloroso.
P a 9 de Julho de 2012 às 20:22
Ninguém nega a necessidade de austeridade mas que seja com igual ferocidade repartida. Mas o à vontade com que se afronta os mais débeis é a timidez com que se belisca " a gente gira" revela que Portugal continua o que sempre foi : uma sociedade classista que despreza quem é simples e é untuosa com quem é de origem "superior". A Suécia tinha em 1900 UM por cento de analfabetos e Portugal, CENTO E DOZE anos depois ainda tem quase DEZ por cento. As elites portuguesas não podem dar NEM UM PIO quando se falar de CULPA na actual situação. Ou o PSD e CDS são mesmo as virgens impolutas que parece quererem fazer crer?
"uma sociedade classista que despreza quem é simples"
Não sei se é bem assim, mas em parte terá razão. Deve ser por isso que o Álvaro que quer ser Álvaro é parolo e o Sócrates e o Relvas que querem ser engenheiro e doutor respectivamente dão-se bem na vida. Mas essa história das "elites portuguesas" levava-nos longe...
P a 11 de Julho de 2012 às 08:02
Não era gente das elites portuguesas que, na crise do final do séc XIX, propunha a fundição da Custódia de Belém para ajudar a pagar a dívida ?
P( o demagogo) a 9 de Julho de 2012 às 20:35
Ah, também parece que a Noruega, ainda hoje uma monarquia, aboliu a aristocracia (como sistema) em mil OITOCENTOS e VINTE seis, Pronto, o frio convida à leitura e à reflexão. Só pode. Pelos vistos sofremos de muito sol na moleirinha. Muita caçada, muita tourada à torreira, é o que é!
Tó Zé a 10 de Julho de 2012 às 14:14
Sabe, eu acredito que a solução para este país passa pela contenção de algumas despesas supérfluas (veículos de estado desnecessários, reformas com valores excessivos para políticos, etc), no entanto, não acredito que se deva diminuir a despesa em setores como a saúde, a educação (e tantos outros considerados desnecessários pela direita). Esses setores são fundamentais para o desenvolvimento nacional.
Por outro lado, acho que para aumentar a receita nós não devemos aumentar os impostos, devemos multar (abominavelmente) todos aqueles que fogem aos impostos. Ou então, excluir de todos os serviços públicos aqueles que tentam enganar o fisco.
P.S. Quando digo "excluir de todos os serviços públicos" refiro-me realmente a todos serviços, desde a saúde, passando pela educação, terminando na segurança e na justiça. Quem não cumpre os seus deveres de cidadão, não precisa de ser cidadão.
jose fatalista a 10 de Julho de 2012 às 22:45
Portugal está mais que falido, está f..do. Portugal não produz um décimo das despesas que têm. Os funcionários publicos ainda não entenderam que ganham o dobro e o triplo que o pais pode pagar.Não é que ganhem muito, o problema é que os privados não conseguem pagar em impostos o suficiente para suportar o monstro. A economia existente até á data está relacionada com o estado na sua esmagadora maioria, obras, compras, empregos bem remunerados, estudos, parceres, viagens, tachos, etc todo este dinheiro vinha directa ou inderectamente do estado, agora ACABOU. Criar uma nova economia requer capacidades que não vejo nesta gentalha, é pena.
P( o demagogo) a 11 de Julho de 2012 às 07:58
Alegrai-vos gentes: o desconto de 25% nos passes sociais dos estudantes vai acabar. Está resolvida a crise nacional.