Pelos caminhos de Portugal
Na capa do Expresso. Algumas notas: 1) a sobretaxa, por si só, se substituta perfeita do corte de subsídios em vigor este ano não é «mais austeridade», é uma austeridade diferente da actual, mas em grau, nem é mais, nem é menos, é a mesma. Mas há mensagens que interessam passar. 2) Existem outros caminhos, mas não conheço um único outro caminho viável que o PS prefira face ao que antevê-se que venha a ser seguido. Tudo o resto é treta. 3) Não faz sentido a nova sobretaxa tornar «quase inevitável» o voto contra do PS ao OE quando esta vem substituir uma medida que não tornou inevitável o voto contra do PS no último OE e que era para vigorar também em 2013 - de resto, diga-se, já na altura o PS, ou algumas das suas figuras mais destacadas, tinham deixado passar a ideia de que, em nome da tão falada "equidade", preferiam um imposto sobre todos a um corte sobre alguns. Mas em política não falemos de coerência. 4) Para terminar, o PS, mais uma vez, pretende montar o circo, mas fazer da plateia, ou seja, de todos aqueles que assistem a este espectáculo deprimente, os palhaços. Porquê que este Governo não se demite e permite que se entregue a gestão do país ao grupo de palhaços que «insistem em que há outro caminho»? É que até há, mas eles, os palhaços, não o preferem ao que está a ser seguido. Nada melhor do que colocá-los no centro do palco e deixá-los exibir toda a sua ridicularidade.

