George Papandreou

Notável: «Nunca me ouvirá dizer que, se assumisse as funções de primeiro-ministro, a austeridade não teria de ser aplicada. Não seria era uma prioridade, mas sim uma necessidade». Relacionado com isto e a propósito deste post de Helena Matos, diga-se que a estratégia do BE não podia ser mais clara: fazer tudo o que está ao seu alcance para derrubar o actual Governo, porque basta colocar o PS no poder no contexto actual para este rapidamente transformar-se no PASOK português e o BE no Syriza. Mas perceba-se: o PS transforma-se no PASOK português com a nulidade do Seguro ou com o bem-amado Costa. A necessidade do PS espernear contra a troika e com a senhora Merkel é fruto disso mesmo. O PS sabe que, tal como as coisas estão, não tem condições para governar. Quando Louçã afirmou que o «PS é um partido só de protesto», estava a acertar na mouche: se o PS tornar-se um partido no poder, sem uma mudança radical na política europeia, deixa de ser partido. Pelo menos, deixa de ser o partido que conhecemos hoje em dia.

publicado por Mr. Brown às 19:25 | link do post | comentar