A democracia não se esgota nas eleições

Claro que não: é por isso que, por exemplo, para com o Governo eleito deve ser exercida por parte da sociedade uma pressão permanente para que cumpra aquilo que prometeu em campanha eleitoral. E essa promessa foi, recorde-se, cortar na despesa e não aumentar os impostos, ou seja, seguir uma política de direita relativamente liberal. Contudo, se estes governantes não cumprirem com o que prometeram e desiludirem aqueles que os elegeram, a penalização não se deve restringir apenas às eleições seguintes. Deverá durar para além disso. É assim que deve ser numa democracia madura. Mas vejam como para os socráticos a democracia esgotou-se nas eleições: perderam-nas; saíram do poder; fim dessa história; estão reabilitados e prontos a arrancar para outra. São os Zorrinhos; são os Marques; são os Campos; são os Galambas; são os Silva Pereira; todos prontinhos a regressarem ao poder. Assim, as últimas eleições para os socráticos mais não representaram do que um julgamento com nota de culpa, mas sem punição à altura, rapidamente caído em saco roto. É normal que os agora no poder achem que lhes acontecerá a mesma coisa.

Mr. Brown às 11:05 | link do post | comentar | favorito