Das alternativas (1)

Para quê cortar na despesa de forma significativa se há uma solução tão mais fácil: Para Louçã o anúncio de que a Zona Franca da Madeira iria continuar em 2011 era incompreensível “nesta situação de crise económica e com mais de 700 mil desempregados”. Segundo o líder do Bloco de Esquerda “só ali, perdem-se 7.856 milhões de euros em receitas fiscais”. O fim da Zona Franca seria o equivalente a “cinco novos aeroportos”, ou a “trazer o défice para os 2%”, além de, segundo Louçã, trazer “para a economia portuguesa um pouco de justiça”. Perante isto, acabe-se com a Zona Franca da Madeira. Ah! Espera... as receitas só podem ter disparado, não? De resto, é ler a conclusão do artigo do Negócios: O assunto volta agora à baila e os leitores do Negócios elegem-no como uma das prioridades no esforço de contenção orçamental. “Acabar com o ‘offshore’ da Madeira” é uma frase muitas vezes repetida entre os leitores. Ou como os leitores - leia-se: eleitores - só sonham com soluções de ficção. E sonham porque há sempre um qualquer político Baptista da Silva a cada esquina disposto a vender esse sonho. E no sonho não há espaço para debates sérios sobre a reforma do Estado, tudo é ficção.

Mr. Brown às 10:48 | link do post | comentar | favorito