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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Irritação

O que me irrita não são as previsões de curto prazo estarem a correr tão mal. O curto prazo teria sempre de correr mal, sobretudo quando medidas como a baixa da TSU encontraram a resistência que encontraram, o foco da esmagadora maioria do país continua centrado na ideia de estímulo à procura interna - patrões e trabalhadores, uma mesma luta - e a tentativa de fazer a consolidação orçamental pelo lado da despesa sofreu o revés que se conhece, quer por inépcia e falta de coragem do Governo, quer por decisão do Tribunal Constitucional. Mas o que me irrita, o que me irrita a sério, é que só passado um ano e meio o Governo, muito enfraquecido em relação ao que era a sua posição quando iniciou funções, tenha-se lembrado de lançar para a opinião pública a ideia de um corte significativo e permanente da despesa e que ainda nem sequer o tendo lançado, estando meramente na fase da retórica, já esteja a adiá-lo no tempo em relação àquilo que tinha sugerido inicialmente. Esse adiamento deve ser entendido da seguinte forma: teremos de deixar passar mais tempo até que os impostos que subimos possam baixar de forma significativa. De resto, basta pensar o seguinte: tudo isto poderia estar a correr mal no curto prazo, mas este Governo teve tudo para privatizar a TAP e a RTP. Que não o tenha feito, muito por culpa do conservadorismo centrista, que na sua ânsia de agradar ao eleitorado comporta-se como um PS pequenino coligado com o PSD no poder, diz tudo o que é preciso saber sobre o Governo: em tudo o que encontra maior resistência, recua. E como o país contínua a resistir à mudança e resiste tanto mais quanto maior a mudança, o país pouco muda. Dado isto, voltamos à conclusão de sempre: ou a Europa muda e aceita-nos tal como somos (entenda-se: a Europa faz de parente rico que aceita pagar as nossas contas), ou acabaremos nós por nos mudarmos de armas e bagagens para fora da Europa (entenda-se: vamos ter de fazer pela vida por nossa conta e risco). A minha previsão é a de que a Europa vai mudar tanto quanto nós mudamos. Tão válida quanto qualquer outra de Vítor Gaspar.

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