Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Em defesa do CDS

A maioria dos portugueses achará que o Governo deve fazer frente à troika. Assim sendo, e assumindo que não é nossa intenção perdermos acesso ao financiamento que tanto necessitamos, como é que acham que os governantes podem fazer frente à troika por outra via que não a usada por Portas de bater o pé e assumir em público que uma das medidas que andava a ser discutida não teria, de forma alguma, a sua aceitação? Basicamente, estamos perante a estratégia, versão soft, de Pedro Nuno Santos: o agora famoso deputado do PS disse que nós tinhamos de ameaçar com o não pagamento da dívida, mas assumiu desde logo que tal não passaria de um bluff. Assim agiu Portas: nós não aceitamos de modo algum a medida x, mas tal afirmação tinha, como agora se sabe, o seu quê de bluff. Portas acabou por ceder alguma coisa (embora, no seu partido, venham jurar que tal não aconteceu, pretendendo passar a mensagem de que o que está acordado é para inglês ver, o que também diz muito sobre esta gente), mas também é inegável que terá ganho enorme margem de manobra para bloquear a medida. De certa forma, é como aqueles presidentes de clube de futebol que, antes de concretizarem um negócio, garantem que jogador x só sairá por uma determinada quantia, acabando, inevitavelmente, por vendê-lo a um preço mais baixo do que a fronteira anteriormente traçada, embora com um ganho maior do que teriam caso não tivessem vindo a público traçar tal fronteira previamente. Negociar na praça pública tem destas coisas. E, por isso mesmo, é uma estratégia que pode ser mortífera para um político. Dito isto, o que mais me irrita na posição do CDS é mesmo a medida a que se opõem e a motivação que calculo esteja por trás de tal posição. O CDS, ex-partido dos contribuintes, não quer cortar a sério na despesa e o cálculo que mais lhes interessa não é o do défice, é o eleitoral. Tudo o resto é treta.

2 comentários

Comentar post