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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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Quem excluiu PCP e BE da governação?

Há quem diga que 60% do eleitorado votou contra Passos e Portas. Mas um caso ainda mais forte pode ser feito em torno do argumento de que 70% do eleitorado votou em forças europeístas, partidos que têm a tradição de honrar os nossos compromissos internacionais. Quem faz a interpretação dos resultados eleitorais com base no último caso dirá que o eleitorado excluiu PCP e BE da governação. Essa é, aliás, a posição mais coerente não só com o que tem sido a nossa prática política, mas também com os programas eleitorais dos partidos em causa. Recorde-se, inclusive, que ainda em 2011 quem foi votar fê-lo com a noção de que votar PS, PSD e CDS era aceitar o programa da troika e votar BE e PCP era rejeitá-lo. Portanto, como se depreende da argumentação do Presidente da República, não foi ele que exluiu PCP e BE da governação, foi o eleitorado português. Não julgo que seja difícil compreender esta posição, ainda que alguns, inebriados pela luta político-partidária, façam de conta que a argumentação de Cavaco não é sólida.

Recordar é viver

«Numa decisão inédita na sua história de 42 anos, 14 Estados-membros da União Europeia decidiram ontem suspender todos os seus contactos políticos oficiais com a Áustria, o 15º membro, se o próximo governo de Viena integrar elementos do partido de extrema-direita de Joerg Haider. Esta medida preventiva, que pode conduzir ao isolamento político da Áustria, foi anunciada ontem pela presidência portuguesa da União em nome dos 14 membros, num comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro, António Guterres.» (obrigado ao João Pedro pela recordação).

A melhor resposta possível que a extrema-esquerda podia dar ao Presidente da República

Invés do discurso de vitimização, a extrema-esquerda, à boleia do PS, só tinha uma resposta a dar a Cavaco para mostrar, perante o eleitorado, o quanto este está errado: governo de coligação a três. Não venham é com o discurso dos coitadinhos que estão a ser excluídos da governação quando são eles próprios que, aparentemente, se excluem disso mesmo. Ou como Cavaco Silva também referiu: «é significativo que não tenham sido apresentadas, por essas forças políticas, garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível». E é significativo também porque, como os comunistas nem se coíbem de continuar a referir, demonstra que os programas de uns e outros são incompatíveis (voltando a evidenciar a razão do nosso Presidente da República).

Responsabilizar fortemente o PS pelo que se prepara para fazer

Parece-me poucochinho (aliás, como se tem comprovado e o próprio Cavaco Silva fê-lo novamente no seu discurso, Costa reuniu-se com o Presidente ainda sem qualquer acordo para lhe mostrar): o líder socialista tentará formar um Governo com base exclusiva no PS e suportado no parlamento por comunistas, bloquistas e ecologistas. E quando e se as coisas correram mal, este discurso que Cavaco Silva acaba de fazer será relembrado vivamente. O PS prepara-se para dar o seu grande salto em frente, veremos se, como espero, não descobrirá que no fim do salto encontra-se o precipício. De resto, hoje e nos próximos dias muita gente irá criticar Cavaco Silva, a esses é perguntar-lhes onde andavam quando um outro presidente deixou abaixo um outro governo suportado por uma maioria absoluta na Assembleia da República.

A aliança que nunca imaginei possível (e Cavaco também não)

Com acordo escrito entre PS, BE e PCP que desse garantias de estabilidade governativa para toda a legislatura, na minha modesta opinião, Costa devia ser imediatamente indigitado. Sem acordo escrito, tem de ser sujeito à necessidade de derrubar o governo formado por quem teve mais votos e conquistou mais deputados nas eleições. O importante é responsabilizar formalmente e inequivocamente Costa e o PS por qualquer solução que, dos resultados eleitorais, ponha o partido menos votado a governar. A partir dai, PSD e CDS só têm de aceitar tal resultado e assumirem o seu papel de partidos na oposição. Até porque seria inadmissível um governo de gestão. O Cavaco que para tudo avisou, só não imaginou que do resultado das legislativas poderia formar-se uma aliança contra a qual daria imenso jeito ter um Presidente com capacidade para ameaçar com a convocação de eleições antecipadas. Para o PS, com essa ameaça em cima da mesa, teria sido ainda mais difícil avançar para esta aliança improvável e de enorme risco com a extrema-esquerda.

O fim da picada

Se a TAP não for privatizada, quem se opôs à privatização da TAP vai finalmente ficar a saber qual a solução alternativa. Um governo PS, apoiado por BE e PCP, a ter de meter dinheiro público na companhia, com obrigatoriedade de a reestruturar, entenda-se, despedir pessoal, seria o fim da picada. Ou, como gosto de dizer, não fosse o mal que pode fazer o país, essa solução governativa tem tudo para ser um enorme divertimento. O choque com a realidade é sempre tramado.

O eleitorado que decida o que o partido mostra-se incapaz de decidir

António Barreto anda equivocado. O PSD não foi o partido mais votado e é impossível dizer se sozinho teria mais votos do que o PS. A PàF foi a força mais votada. É verdade que o PSD tem o maior grupo parlamentar, mas também só o tem porque concorreu coligado com o CDS às eleições. No dia em que Passos Coelho e Paulo Portas decidiram coligar os seus partidos e concorrer como PàF, mataram qualquer hipótese de coligação que só incluísse um dos partidos da PàF em caso de vitória eleitoral, como veio a acontecer (os dois partidos seguirem caminhos diferentes depois de terem ganho as eleições seria um desrespeito enorme por quem votou neles). Mas como tenho visto o argumento repetido, ainda não percebi: um governo de bloco central não pode ser constituído por PàF mais PS por que motivo? Porquê que com o PSD era viável e com o PSD/CDS não o é? Na única sondagem que conheço sobre o tema, dados os resultados eleitorais, até seria a solução preferida dos portugueses. Mais: não julgo que essa solução tenha sido vedada pela PàF: «a disponibilidade vai ao ponto de admitir a entrada de António Costa ou outros nomes do PS num futuro Governo». Passos, aliás, volta a mostrar que a porta está aberta quando escreve agora em resposta a Costa que «se o PS prefere discutir estas matérias enquanto futuro membro de uma coligação de Governo mais alargada, então que o diga também com clareza». Qualquer pessoa que preste atenção à forma como decorreram as negociações entre PàF e PS fica com uma ideia clara sobre quem é que não quer discutir o que quer que seja nesses termos (nem, aparentemente, em quaisquer outros): o partido liderado pelo homem que disse em campanha, de forma bastante irresponsável, que chumbaria o orçamento da PàF. Que o PS não queira participar num governo de coligação com o PSD/CDS, ainda compreendo - a própria PàF, ainda que não feche essa porta, talvez também não tenha muito interesse nisso -, mas que o PS não aceite discutir de forma séria a viabilização do governo formado pelo vencedor das eleições parece-me muito mais difícil de compreender. Ainda que compreenda que ter o centro-direita a comportar-se como um bloco único levante enormes problemas ao PS, porque a esquerda está e vai continuar dividida (é ver as presidenciais: ai vem outra candidatura da área da esquerda), divisão que se repercute no próprio PS. Não se pode pedir é ao centro-direita que se divida só para resolver o imbróglio à esquerda onde, verdadeiramente, não existe um bloco, mas dois: o de centro-esquerda e o da extrema-esquerda. Sendo a realidade a que é, agora convinha que o PS, perante a preferência manifestada pelos eleitores, anunciasse de vez e sem rodeios quem julga estar em melhores condições de participar e garantir uma solução governativa estável e responsável para o país (Costa não contava ter uma posição consolidada sobre a matéria até ao final desta semana?). Se optar por um caminho que implique a ideia de que a preferência revelada pelos eleitores coloca o país numa situação ingovernável e traduz-se em instabilidade, nas próximas legislativas é pedir ao eleitorado do PS que decida e resolva pelo partido aquilo que ele mostra-se incapaz de decidir e de resolver por si: quem prefere o país governado pelo bloco de centro-direita, vota no centro-direita; quem prefere o país governado pela extrema-esquerda, vota na extrema-esquerda. Até ver, não há motivo para ser o eleitorado dos outros blocos a deslocar-se para o PS. Sendo certo que o PS teme que a partir do momento em que tome uma posição parte do seu eleitorado faça mesmo um desses percursos (fuga de votos para o bloco preterido). Não está fácil a vida para os socialistas.

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