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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Da governação desonesta

«Queremos tudo. Somos o povo do sol na eira e da chuva no nabal. É evidente que, assumindo como pressuposto a manutenção da carga tributária – num cenário à economista, em que tudo o resto se mantém constante –, obviamente que se há desagravamento do ambiente fiscal para as famílias com dependentes, há um agravamento necessariamente relativo [para] as que não têm dependentes. É tão óbvio… Não percebo como é que se possa mascarar uma coisa destas.» Como já tinha escrito, só quero que deixem de me tomar por parvo. Isto, além de ser uma «salganhada», é uma cortina de fumo para esconder uma opção política óbvia do Governo. Da forma como a coisa é feita e anunciada, estamos a brincar com coisas sérias. É propaganda. Não há decência. Não há honestidade. Há trafulhice. Pura e dura. De um Governo em avançado estado de decomposição que se sentiu na necessidade de atirar medidas para cima da mesa neste orçamento, em ano eleitoral, só para mostrar que mexe, ainda que mexa mal e tenha vergonha de assumir de forma transparente o que faz, o que apenas mete maior dó. Há em mim sobretudo desilusão. Este orçamento, este final de legislatura, as opções reveladas, revelam uma fraude política. Os despiques propagandísticos nos jornais entre os partidos da coligação, insuportáveis. Esta dupla, Passos-Portas, assim que possível, tem de ser afastada do poder. Mas afastada com humilhação nas urnas. E afastada, de preferência, para todo o sempre. Quase ao ponto de merecer ser tratada abaixo de Sócrates.

Medida que só se explica pelo ano eleitoral

Sobretaxa só desce se a receita fiscal ficar acima do previsto. Não tivesse o Governo tanta ânsia de propagandear descida de impostos neste preciso momento para usar essa treta em campanha eleitoral e esta medida não faria qualquer sentido. Se há condicionalismos e limitações este ano, adiava-se a decisão da descida de impostos para o Orçamento do Estado de 2016. O mal é que esta malta que nos governa sabe, ou teme, que não será ela quem irá elaborar tal orçamento - e tanto mais teme quanto pior o histórico que tem para apresentar na frente fiscal -, dai a necessidade desta originalidade orçamental.

O pior de Portugal

O Relvas do PS, braço direito de Costa, diz que este Governo remete para «o pior» de Santana, já deste PS só falta apurar se remete para o pior do guterrismo ou do socratismo. Que remete para o pior de qualquer coisa não tenho dúvidas, porque no PS a renovação foi zero (como Perestrello é exemplo evidente). E isto está mesmo a pedir uma implosão do sistema partidário.

Coelho entalado

Como deve o PSD responder à vitória de Costa? Pedindo uma remodelação do Governo? Não. O que faz falta é um processo de primárias no PSD em tudo semelhante ao do PS, nomeadamente com abertura a simpatizantes, que permita a Passos Coelho testar a sua liderança. Isso é que era. Até porque estou convencido que à direita, houvesse uma candidatura forte contra Passos nessas condições - por exemplo, encabeçada por Rui Rio -, e mesmo sendo Passos o actual PM - ou até por isso -, militantes e simpatizantes do PSD não deixariam o Coelho passar de candidato a candidato à renovação do seu cargo de PM.

Circuito fechado

Sempre os mesmos, sempre o mesmo: para a Presidência, Costa vê com bons olhos o ex-PM Guterres, Passos o ex-PM Santana. Ambos, ainda que por motivos diferentes, com péssimo histórico no ex-cargo. Venha o diabo e escolha. Renovação, mudança? Tudo ilusão. Não há ninguém que apareça que consiga pôr esta gente de lado? Ninguém, mesmo? Que triste país este. Falhamos; não aprendemos com o erro; falhamos novamente?

Antes que se faça tarde

O Governo, à medida que se aproxima o final da legislatura, prepara-se para aprovar uma série de medidas que visam agradar os grupos de interesses que rodeiam os dois partidos da coligação. Depois do lóbi verde próximo do PSD; agora é o lóbi das famílias numerosas próximo do CDS. Sobre o último caso, já expressei a minha opinião aqui. Coragem para de forma directa e transparente passarem a dar abonos de família a gente que ganha muito bem - de forma a que todo o eleitorado compreendesse perfeitamente o que está em cima da mesa -, não há. Não suporto esta gente, nem esta forma de actuação pela calada.