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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Não há coincidências

Os votos perdidos pelo PSD na sua hecatombe eleitoral correspondem, aproximadamente, ao número de votantes que deixaram de ir às urnas: um pouco acima do meio milhão de votantes.

O efeito "independentes"

Duas câmaras que a coligação PSD/CDS prepara-se para perder por cisões no PSD. Podemos tirar daqui uma leitura nacional: será Manuela Ferreira Leite capaz de arranjar forma de concorrer às próximas eleições legislativas, com uma equipa a apoiá-la onde se inclua Pacheco Pereira, Rui Rio, Paulo Rangel e Silva Penedo, alegando não se rever no actual PSD?

Discutir décimas

Acha mesmo que mais 0,5% de défice é o que vai fazer a economia crescer em 2014? Depois de ponderar e responder a esta pergunta de Pedro Santos Guerreiro - uma de várias perguntas interessantes -, pergunte-se igualmente como é que quem pede a subida da meta do défice de 4 para 4,5% está a ser responsável e quem pede a subida de 4 para 5% está a ser irresponsável. Depois, talvez só depois, se é que já não compreendeu tudo isto há muito tempo, perceberá que quem nos governa ou está próximo de nos governar adora conversa da treta. Em altura de eleições, então, parece inevitável que se dediquem a isso. Quem chegasse hoje a Portugal pensaria que nestas diferenças de meio ponto percentual joga-se um jogo de vida ou de morte. Pura treta. E a nossa política, cada vez mais, não passa disto.

Política de rancor

«Naturalmente discordo desta situação e acho que a maior parte dos portugueses discordará». Muita da palhaçada em que se tornou a lei da limitação de mandatos deveu-se a uma única pessoa: Luís Filipe Menezes. Isso foi muito claro, sobretudo, num grupinho do PSD que vai de Rio a Rangel. Sem um grupinho de lóbi do PSD a fazer pressão para a "clarificação" da lei, onde incluía-se, pasme-se, o próprio redactor da lei pelo partido - não por acaso, citado no voto de vencida da juíza Maria João Antunes, a única a votar contra a decisão adoptada pelo TC -, o assunto não teria tido o peso que teve. Estas lutas na lama de facções no PSD que levam Ferreira Leite, nos dias que correm, a adoptar o discurso de João Galamba, não são novidade, mas nem por isso deixam de causar impressão quando, por exemplo, fica por demais evidente que a senhora já referenciada consegue ser mais convicta a bater no actual Governo do que o foi a bater no do engenheiro Sócrates com o qual até disputou umas eleições. Estas lutas na lama dão belos momentos de entretenimento, credibilização da política é que nada. É a substituição da política da verdade pela política do rancor e da vingança. A Menezes, que se candidata pela primeira vez ao Porto, quiseram-no travar na secretaria. Já por mim, que também não gosto dele e acho que o Porto ficaria muito melhor servido com Rui Moreira, um independente que não é falso, se bem que também goste dos «falsos independentes», no que representam de maior e bem-vinda fragilidade das direcções partidárias, faço notar que agora cabe aos portugueses do Porto, os únicos aos quais a questão específica interessa directamente, provarem que Rio tem razão. É que a decisão do TC não elegeu Menezes e o voto do povo, o mesmo que até agora tem votado e sido governado por Rio, ainda é a melhor forma para de tempos a tempos sabermos o que o povo realmente pensa e não o que Rio gostaria que pensasse.

Pedro e o Lobo

Isto é um pouco como a história do Pedro e do Lobo ainda que invertida. Já avisaram tanta vez que não havia lobo quando havia, que agora é difícil acreditar neles. Mas, aparentemente - e mesmo com o último chumbo do TC -, a elaboração do orçamento de Estado para 2014 está a ser a piece of cake. Por outro lado, Marco António tem razão, o próprio chumbo recente do TC a uma medida impopular do Governo atesta-o. O Governo pode ter mais medidas de cortes na manga? Pois se as medidas de cortes apresentadas são bloqueadas, é normal que as tenha.

«Tudo o que foi roubado deve ser devolvido.»

 

Moita Flores não votou em Ferreira Leite e acha que o governo de Passos Coelho o tem roubado. Moita Flores, a acreditarmos que o que diz em ano de eleições autárquicas é para levar a sério, deve achar que o PSD é para ele algo semelhante ao que o PND era para o José Manuel Coelho.

Marco António Lains

O vice-presidente do PSD defendeu que quem passa pela banca só após um período de nojo é que deveria poder ingressar em cargos do Estado. Pergunto-me porquê ficar pela banca, mas percebo que a ideia lhe agrade: os políticos profissionais ficariam a ganhar. Paulo Macedo, já foste. Para substituir-te, aconselho um qualquer Marco António.

Círculo do poder

José Luís Arnaut é o 41.º mais poderoso da economia. Estes rankings valem o que valem, mas o simples factos da nulidade do Arnatur entrar nele, revela muito do que é preciso saber sobre o país. E ele lá está, volta e meia, a dar a cara na televisão em defesa do PSD. E eu, por achar-lhe de argumentação tão fraquinha, questiono-me: quem se lembrou dele? Como é que chegou ali? Só posso imaginar. Mas o poder tem mistérios que desconheço. Contudo, uma análise ao seu percuso profissional, dirá alguma coisa. Licenciado em direito na brilhante e reputadissima Lusíada (nota: além de Pedro Passos Coelho, a Maria Luís Albuquerque também o é, o que não abona muito a seu favor, mas isso é uma discussão longa: é que podia haver um ou outro caso de quem licenciado em universidade privada tivesse chegado longe na política, mas os casos são tantos que só não estranha quem está muito distraído - e, sim, com isto estou a assumir o que é óbvio: os melhores alunos entram normalmente em universidades públicas que são, aliás, as mais prestigiadas), iniciou actividade na Pena, Machete & Associados e destacou-se no PSD, sobretudo, como braço direito de Durão Barroso, do qual foi ministro-adjunto, ou seja, é o Pedro Silva Pereira do nosso querido e fugitivo Cherne, servindo de cão de fila deste sempre que preciso. Tendo isto em conta, se querem um retrato de um produto do regime, este Arnaut parece-me caso exemplar.

Regime no pasa nada

1. PSD recebeu financiamento ilícito da Somague em 2002 (claro que nunca se soube o que levou a Somague a pagar facturas a outra empresa por serviços prestados ao PPD/PSD)

2. António Preto, o homem da mala (pesquisei para saber novidades e a última coisa que encontro é mesmo de 2009 sobre a suspensão do julgamento)

3. Há dias em que me lembro destas coisas, mas não façam caso que isto não tem nada de importante.

4. E, nunca se esqueçam, é preciso «pôr a construção a mexer».

O acordo




Este é do tempo em que o CDS mantinha-se à margem das negociações. Depois foi para o Governo e passou a querer ser visto como aquele que queria manter o diálogo aberto com o PS. Claro que, depois deste profundo acordo entre os dois homens de cabelos brancos que permitiu aprovar o orçamento para 2011, tivemos, como esperadas, eleições no ano de execução desse mesmo orçamento que tanto custou a aprovar. O que agora está em questão é coisa semelhante. Porquê que tivemos de voltar a esta palhaçada se o actual Governo até tem apoio de uma maioria absoluta na Assembleia da República? Porque o CDS, no governo como na oposição, contínua a querer descolar-se das medidas duras que têm de ser aprovadas. E, já agora recorde-se, não foi com a ajuda do BE e do PCP que o PS conseguiu aprovar o seu orçamento de 2011, se bem que anda por ai uma malta entretida a pensar que um Governo de coligação entre o PS e o BE é possível. Quando não há responsabilidades envolvidas, à esquerda podem entreter-se com jogos teatrais, o que até fica muito bem ao partido que tem uma actriz ao comando, mas quando as responsabilidades pesam a história é outra. Cavaco Silva tem em mente o "suicídio político" de Seguro, por amor de Deus, ainda que não tenha isso em mente, que provoque isso de vez: avancemos para eleições antecipadas e deixemos o poder entregue ao PS de Seguro, pois tal mais que «implicaria que o Partido Socialista renunciasse ao que tem dito nos últimos anos». Só um tolo é que não o percebe.