Quarta-feira, 04.09.13

Pedro e o Lobo

Isto é um pouco como a história do Pedro e do Lobo ainda que invertida. Já avisaram tanta vez que não havia lobo quando havia, que agora é difícil acreditar neles. Mas, aparentemente - e mesmo com o último chumbo do TC -, a elaboração do orçamento de Estado para 2014 está a ser a piece of cake. Por outro lado, Marco António tem razão, o próprio chumbo recente do TC a uma medida impopular do Governo atesta-o. O Governo pode ter mais medidas de cortes na manga? Pois se as medidas de cortes apresentadas são bloqueadas, é normal que as tenha.

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Domingo, 25.08.13

«Tudo o que foi roubado deve ser devolvido.»

 

Moita Flores não votou em Ferreira Leite e acha que o governo de Passos Coelho o tem roubado. Moita Flores, a acreditarmos que o que diz em ano de eleições autárquicas é para levar a sério, deve achar que o PSD é para ele algo semelhante ao que o PND era para o José Manuel Coelho.

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Quinta-feira, 08.08.13

Marco António Lains

O vice-presidente do PSD defendeu que quem passa pela banca só após um período de nojo é que deveria poder ingressar em cargos do Estado. Pergunto-me porquê ficar pela banca, mas percebo que a ideia lhe agrade: os políticos profissionais ficariam a ganhar. Paulo Macedo, já foste. Para substituir-te, aconselho um qualquer Marco António.

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Segunda-feira, 05.08.13

Círculo do poder

José Luís Arnaut é o 41.º mais poderoso da economia. Estes rankings valem o que valem, mas o simples factos da nulidade do Arnatur entrar nele, revela muito do que é preciso saber sobre o país. E ele lá está, volta e meia, a dar a cara na televisão em defesa do PSD. E eu, por achar-lhe de argumentação tão fraquinha, questiono-me: quem se lembrou dele? Como é que chegou ali? Só posso imaginar. Mas o poder tem mistérios que desconheço. Contudo, uma análise ao seu percuso profissional, dirá alguma coisa. Licenciado em direito na brilhante e reputadissima Lusíada (nota: além de Pedro Passos Coelho, a Maria Luís Albuquerque também o é, o que não abona muito a seu favor, mas isso é uma discussão longa: é que podia haver um ou outro caso de quem licenciado em universidade privada tivesse chegado longe na política, mas os casos são tantos que só não estranha quem está muito distraído - e, sim, com isto estou a assumir o que é óbvio: os melhores alunos entram normalmente em universidades públicas que são, aliás, as mais prestigiadas), iniciou actividade na Pena, Machete & Associados e destacou-se no PSD, sobretudo, como braço direito de Durão Barroso, do qual foi ministro-adjunto, ou seja, é o Pedro Silva Pereira do nosso querido e fugitivo Cherne, servindo de cão de fila deste sempre que preciso. Tendo isto em conta, se querem um retrato de um produto do regime, este Arnaut parece-me caso exemplar.

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Domingo, 28.07.13

Regime no pasa nada

1. PSD recebeu financiamento ilícito da Somague em 2002 (claro que nunca se soube o que levou a Somague a pagar facturas a outra empresa por serviços prestados ao PPD/PSD)

2. António Preto, o homem da mala (pesquisei para saber novidades e a última coisa que encontro é mesmo de 2009 sobre a suspensão do julgamento)

3. Há dias em que me lembro destas coisas, mas não façam caso que isto não tem nada de importante.

4. E, nunca se esqueçam, é preciso «pôr a construção a mexer».

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Terça-feira, 16.07.13

O acordo




Este é do tempo em que o CDS mantinha-se à margem das negociações. Depois foi para o Governo e passou a querer ser visto como aquele que queria manter o diálogo aberto com o PS. Claro que, depois deste profundo acordo entre os dois homens de cabelos brancos que permitiu aprovar o orçamento para 2011, tivemos, como esperadas, eleições no ano de execução desse mesmo orçamento que tanto custou a aprovar. O que agora está em questão é coisa semelhante. Porquê que tivemos de voltar a esta palhaçada se o actual Governo até tem apoio de uma maioria absoluta na Assembleia da República? Porque o CDS, no governo como na oposição, contínua a querer descolar-se das medidas duras que têm de ser aprovadas. E, já agora recorde-se, não foi com a ajuda do BE e do PCP que o PS conseguiu aprovar o seu orçamento de 2011, se bem que anda por ai uma malta entretida a pensar que um Governo de coligação entre o PS e o BE é possível. Quando não há responsabilidades envolvidas, à esquerda podem entreter-se com jogos teatrais, o que até fica muito bem ao partido que tem uma actriz ao comando, mas quando as responsabilidades pesam a história é outra. Cavaco Silva tem em mente o "suicídio político" de Seguro, por amor de Deus, ainda que não tenha isso em mente, que provoque isso de vez: avancemos para eleições antecipadas e deixemos o poder entregue ao PS de Seguro, pois tal mais que «implicaria que o Partido Socialista renunciasse ao que tem dito nos últimos anos». Só um tolo é que não o percebe.
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Previsão de crescimento para 2014 reduzida de 1,1% para 0,3%

PSD: Números do BdP mostram «viragem» na economia portuguesa

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Quinta-feira, 11.07.13

Do entendimento

Três partidos assinaram o memorando com a troika. E a troika, entre outras coisas, representa nada mais, nada menos, do que os nossos credores. E assinaram-no porque nenhum dos três tinha outra alternativa melhor. Mais: dada a nossa situação, nos próximos anos, qualquer que seja o partido no poder, desde que não queira atirar Portugal imediatamente para um buraco sem fundo, terá de estar em sintonia com os nossos credores. Perceba-se: não havia alternativa melhor em 2011; não há alternativa melhor em 2013; não haverá alternativa melhor em 2014 e por ai adiante. E com isto ainda estou só no básico. Se os partidos do arco governativo sabem isto? Sabem. Se querem algo diferente disto? Podem querer, mas não passam de sonhos. Assim sendo, convinha que prestassem mais atenção ao que as coisas são e, para além do jogo de poder natural entre partidos que concorrem entre si, procurassem um entendimento sobre os fundamentos mínimos que devem nortear a acção governativa de qualquer um deles caso esteja no poder. Mas, confesso, julgo que nisto sou eu que sonho. Acabo por onde comecei: três partidos assinaram o memorando com a troika, se estes acordos fossem para levar a sério - e esse, por maioria de razão, devia ter sido levado muito a sério -, a que propósito, não tendo sido alcançado o prazo estipulado para o término da intervenção da troika, já se anda a falar da necessidade de um novo acordo?

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Quarta-feira, 10.07.13

Temos Presidente?

 

Se bem entendi e apesar de algumas zonas cinzentas, que não podiam deixar de existir, posso ser tentado a gostar da posição de Cavaco Silva. Deixo de gostar a partir do momento em que seja a antecâmara para um governo de iniciativa presidencial liderado por uma personalidade escolhida pelo próprio presidente. Dito isto, a proposta apresentada desagradará aos três partidos chamados a tomar posição, mas, no fundo, também antecipa aquilo que era previsível que viesse a suceder no fim do programa com a troika. Portas fez all-in e entrou a matar no jogo; Cavaco não é menos jogador do que ele. Infelizmente, gostem ou não gostem, os portugueses é que pagam o jogo.

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Terça-feira, 02.07.13

Moção de censura

Portas desempenha bem o papel de cobra venenosa que sempre foi o seu. Passos fica bem no papel de nabo que tardou em perceber o que o esperava. Ainda que Passos possa achar que deve continuar em funções, só um tolinho é que não percebe que já não irá longe. Dito isto, não me lixem: venham eleições.

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Sexta-feira, 21.06.13

Mascarados

O que gosto mais é dos cartazes PCP vermelho berrante (força camarada Moita Flores).

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Sexta-feira, 14.06.13

Greve dos professores (4)

A hipocrisia do PSD, do PS e do CDS nesta questão dos professores e da reforma da educação. O PS finge que não esteve em guerra com os professores e o sr. Nogueira há não muito tempo, fazendo exactamente o mesmo que o actual Governo agora faz (felizmente para o PS, no seu tempo, tinha uma "justiça" mais colaborativa). Por outro lado, o PSD e o CDS fazem-se esquecidos do aproveitamento político que fizeram da luta do sr. Nogueira para o combate ao animal feroz. Estes políticos medíocres que não conseguem olhar além dos interesses imediatos são, pura e simplesmente, uma vergonha.

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Domingo, 09.06.13

Sonhos e pesadelos

«Eu sobre a recandidatura anunciada pelo próprio diria apenas que o primeiro-ministro está a sonhar acordado, mas que esse sonho do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, seria um pesadelo para os portugueses». Que Passos Coelho vá novamente a votos, parece-me absolutamente natural. Submeterá o seu trabalho à avaliação dos portugueses e estes, estou certo, de bom grado deixarão claro o que pensam do trabalho dele. Mesmo que o Governo não acabasse o primeiro mandato, continuaria a ser natural e nada impediria Passos de se recandidatar, como fez Santana Lopes. É o jogo democrático a funcionar. Dito isto e perante o que se sabe ser a avaliação que os portugueses fazem da actual governação, diria que a sua recandidatura é um sonho para a oposição externa e um pesadelo para a oposição interna do PSD. Ainda assim, estou confiante, terá mais votos do que a dupla bicéfala do BE. Logo, se um segundo mandato de Passos é pesadelo para os portugueses, nas palavras de Semedo, e, ainda assim, existirão mais portugueses a preferi-lo aos sonhadores bloquistas, o quê que isto diz da avaliação que os portugueses fazem destes últimos? Esta malta não se enxerga, é o que é.

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Quinta-feira, 06.06.13

Derrotar a máquina

Nas próximas autárquicas muito se falará de uma mais que provável penalização dos candidatos do PSD/CDS pela política que o executivo nacional da mesma cor está a praticar. Compreendo e até acho natural que em muitos casos isso aconteça. Menos natural, mas igualmente compreensível, seria que os eleitores na hora de votar recordassem o que o PS fez ao país e aplicassem aos seus candidatos igual penalização à que pretendem aplicar na "direita". Se Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado de José Sócrates, figura menor que merece ser relegada ao esquecimento, já era boa justificação para penalizar o PS no Porto, o aparecimento deste tipo caido de pára-quedas não deixa de ser igualmente um bom avivar de memória, nomeadamente da péssima gestão da autarquia portuense durante os anos em que o PS a liderou. Nem todos os eleitores portugueses nas autárquicas o poderão fazer por falta de alternativas credíveis aos mesmos de sempre, mas quem tem um Rui Moreira no boletim de voto não devia ter muito por onde hesitar. O que quero dizer é isto: não deve ser a razão principal para votar em Rui Moreira, para isso deve contar sobretudo a competência que cada um lhe reconhecerá ou não para gerir o munícipio portuense, mas reconhecida essa competência, que independentemente de algumas divergências lhe reconheço - estou absolutamente convencido que se o objectivo é não desperdiçar a boa herança de Rui Rio, Moreira está, com grande distância, no topo da lista dos candidatos conhecidos -, não é de ignorar este bónus de pôr na segunda mais importante autarquia do país o PSD e o PS a ver navios. O CDS fará a festa, mas todos bem sabemos que é o CDS que se anda a tentar colar a Moreira e não o contrário.

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Domingo, 26.05.13

O circo

Se entendermos o palhaço como o rei do circo é normal que alguns comecem a chamar isso a Aníbal Cavaco Silva. Ainda Teodora Cardoso, essa hiper-perigosa ultra-neoliberal, tinha acabado de referir que a defesa da flexibilização de défice pode ser «erro estratégico e táctico», já dou por mim a ler isto no site do Partido Socialista: «Renegociar défice de 4 para 4,5% pode não ser suficiente». Nesse mesmo site aparece como slogan bem destacado a expressão «Novo Rumo» e não deixo de sentir o cheiro bafiento de coisas passadas que bem gostava que jamais voltassem a sair do baú onde tinham sido arrumadas. Mas se hoje é assim, amanhã voltará a ser diferente: no exercício de enorme coerência a que se tem dedicado, o partido socialista criticará, como tem feito frequentemente, a subida da dívida, até porque, como sabemos, dívida e défice não têm qualquer relação entre si. Défice e eleições, provavelmente, também não, como PSD e CDS estão apostados em provar-nos. Ou então não.

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Quinta-feira, 23.05.13

Jogo democrático enviesado

Executivo que se preze que governe a pensar em eleições sabe que, se necessárias, as medidas duras devem ser aplicadas em força no inicio do mandato e mais tarde, aproximando-se as eleições, é preciso começar a tentar que a economia ganhe balanço. Cá está: «Chegou o momento do investimento». Vem ai o crescimento. Ou talvez não, porque desta vez a crise é de outra natureza. Mas adiante: esta figurinha, de muito longe o pior Presidente da República pós-25 de Abril que este país conheceu, apesar do ar muito sério que ostenta, não se cansa de mostrar a sua mediocridade, a de quem não pensa além do curto-prazo e, especialmente, no bem-estar dos seus. Entenda-se: o bem-estar de alguns camaradas de partido. Não que discorde da desdramatização das eleições antecipadas, é só os partidos de coligação desentenderem-se de vez e assim entenderem que muito me agradaria ter eleições, até porque se estivesse na posição de Passos Coelho já as teria provocado há muito tempo, recusando-me a seguir um guião forçado que nunca seria o meu. Passos e Portas, que neste jogo do gato e do rato às vezes até parece que querem essas mesmas eleições antecipadas, só não pretendendo ficar com o ónus de as terem provocado, agora até as poderiam provocar e desresponsabilizar-se dos seus efeitos dizendo qualquer coisa como: «todos os partidos de esquerda pediram eleições antecipadas? Aqui as têm, agora não se queixem e assumam as consequências das mesmas». Mas voltemos e terminemos na figurinha já referenciada, o problema desta é que quer um presidente que, à sua imagem e semelhança, deite abaixo um Governo que, até prova em contrária, conta com um apoio inegável e absolutamente maioritário na Assembleia da República. A ideia, que seria apenas a repetição de história já antiga onde a figurinha foi protagonista central, é toda ela original, inovadora e brilhante, toda uma nova forma de centrar o nosso jogo democrático: os ciclos eleitorais dos governos PSD/CDS, denominados «governo de direita», deviam ser reduzidos a metade do ciclo eleitoral, precisamente aquele onde ainda só tiveram tempo de aplicar as medidas duras. Passada a fase mais dura do ciclo, este tem de chegar abruptamente ao fim de forma a dar a oportunidade ao PS de beneficiar da potencial bonança.

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Terça-feira, 14.05.13

Tudo bons rapazes

Quem paga as campanhas do PSD em Gaia e no Porto?

A propósito da Nextpower e das campanhas autárquicas do Porto e Gaia

A propósito da Nextpower e das campanhas autárquicas do Porto e Gaia (2)

A propósito da Nextpower e das campanhas autárquicas do Porto e Gaia (3)

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Segunda-feira, 13.05.13

O líder do maior partido da oposição

 

Equivocou-se e disse o que lhe vai na cabeça.

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Domingo, 12.05.13

Cisma grisalho

Para fecharmos a sétima avaliação, a fazer fé nas notícias que se conhecem, o Governo - de coligação PSD/CDS, é sempre bom lembrar - irá comprometer-se com a troika, caso não encontre outra alternativa, a avançar com a já célebre taxa sobre os pensionistas que tanto irritou o partido dos reformados. Apesar disso, o CDS nega que tenha cedido no que quer que seja. Ora, se a tal taxa não fosse uma possibilidade real, que sentido faria ser incluída no texto do fecho da sétima avaliação? O Partido de Portas, cada vez mais, adopta a atitude do PS: sente-se forçado a subscrever documentos que não conta ou não pretende levar a sério? Enfim, o CDS pode manter o discurso de que tudo fará para que tal taxa não venha a seguir adiante, o que não pode, se é um partido de gente séria, é vir com a treta de que de modo algum permitirá que ela siga adiante. A fronteira é mais flexível do que deram a entender. Dito isto, acrescente-se: há quem ainda finja não ter percebido, mas com PSD, CDS ou PS no Governo, enquanto por cá estiver a troika, a nossa fronteira de possibilidades no que toca ao leque de medidas disponíveis para serem adoptadas é muito limitada. Se Portas veio dizer o que disse e agora sujeita-se a esta mini-humilhação (e admito que a mesma é pequenina porque não acredito que a probabilidade da medida seguir adiante seja muito alta), isto não nos diz tudo o que há a saber sobre a margem de manobra dos nossos governantes? Ah, já sei: tudo seria diferente se Gaspar não fosse um homem da troika. Nesta última, acredita quem quiser. Eu não acredito.

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Sexta-feira, 10.05.13

O tempo de Carlos Abreu Amorim

«Tempo político de Vítor Gaspar terminou». Absolutamente de acordo, agora é o tempo de Carlos Abreu Amorim e das eleições autárquicas.

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Terça-feira, 07.05.13

Com o parceiro errado

Sempre que oiço Paulo Portas a orgulhar-se da democracia-cristã centrista lamento que a parelha no Governo seja PSD-CDS e não PS-CDS. O CDS teve tudo para alcançar a felicidade no tempo de António Guterres. Infelizmente, na altura, só Daniel "Limiano" Campelo compreendeu isso.

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Teatro

Acho cada vez mais que muito do que aconteceu nos últimos dias foi ensaiado. Teatro, é só teatro. Passos fez a comunicação ao país na sexta sabendo de antemão o que Portas diria no domingo. Tudo o que se passa segue o guião combinado entre os dois. É por estas e por outras que pouco do que esta gente diz é para levar a sério. O que parece divergência mais não é do que sinal de uma coligação que está de pedra e cal.

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Domingo, 05.05.13

Dupla personalidade

Passos Coelho, o hemisfério esquerdo do cérebro governamental, anuncia uma coisa à sexta. Ao domingo já está Paulo Portas, o hemisfério direito do cérebro governamental, a lançar para a imprensa que há no Governo quem ache que uma das medidas apresentadas é para cair. Lamento, mas isto não é forma de governar. Meus senhores: demitam-se. Demitam-nos. Alguma coisa. Isto assim é insuportável e não nos leva a lado algum.

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Domingo, 28.04.13

Quem te avisa teu amigo é

1. Calma, o homem avisou. Se for como da outra vez, já se sabe no que o aviso dá: em nada. Excepto uma desculpa para Cavaco mais tarde afirmar: eu avisei. Aliás, a intenção é tão clara que o homem já anda a dizer que avisou.

2. Apesar de tudo, a verdade é que Seguro já fala em «rigor,  sacrifícios e contenção orçamental» que são para continuar. E pede a maioria absoluta, pois claro, mais sabe ele que «rigor, sacrifícios e contenção orçamental» não são coisas para se fazerem com um BE às costas. Pelo que fica o meu aviso: quando as eleições chegarem ou o PS tem maioria absoluta ou, apesar de discursos em sentido contrário no congresso, teremos coligação alargada com o PSD ou CDS. Diga-se, ainda assim, que este pedido de maioria absoluta sem que esteja prevista a realização de eleições num horizonte próximo é ridículo.

3. Ridículas são também as notícias que dão conta de um Portas que ameaça romper com a coligação: e com isso arriscaria perder os tachos que o partido centrista tem agora por sua conta? Por favor. Nuno Melo, do mesmo CDS, ainda hoje avisou o PS que eleições só para 2015.

4. Para terminar, o Coelho na fase pré-Governo fartou-se de avisar na campanha eleitoral que era preciso diminuir a despesa e não aumentar os impostos; infelizmente, o Coelho na fase Governo teima em ignorar os avisos do Coelho pré-Governo; agora aviso eu, o mais tardar em 2015 o Coelho entrará na fase pós-Governo.

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Terça-feira, 23.04.13

O material tem sempre razão

Talvez o meu pensamento não faça sentido, os meus caros que decidam: leio isto e penso no que certas e determinadas pessoas dizem do PSD continuando, apesar disso, a serem militantes do partido.

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