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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Coisa cada vez mais óbvia

O legado que o próximo Governo herdará será extraordinariamente melhor do que aquele que este Governo herdou. Basta olhar para o défice, com indicadores frescos divulgados hoje, e a perspectiva de evolução futura do crescimento da economia e do desemprego feitas por todas as instituições internacionais para o país. Alguns dirão: sim, mas as pessoas hoje estão pior do que aquilo que estavam em 2011. Sem discutir a quê que isso se deve, não é esse o meu ponto: o legado recebido por um Governo é tanto melhor quanto mais propiciar condições para que esse novo executivo tenha capacidade de melhorar a vida das pessoas. E o próximo Governo terá condições para isso como o actual não as teve. E sendo irónico e triste que os autores do legado desgraçado de 2011 venham a ser os beneficiários do legado de 2015, não é menos triste e verdadeiro que os rostos da actual política governativa já cansam e está na hora de os trocar. Mas não deixarei de registar o reconhecimento ao actual Governo pelo trabalho feito ao longo dos últimos anos, com percalços e muitos erros à mistura, mas mil vezes melhor do que o trabalho desenvolvido pelo Governo que o antecedeu.

Salta-pocinhas

Na capa do Público, Carlos Abreu Amorim, que há não muitos anos fazia comentário televisivo com citações da objectivista Ayn Rand, aparece agora como autor das declarações: «Já não sou um liberal. O Estado tem de ter força». Comprova-se que passar uma campanha autárquica a defender o legado «magnífico» de Luís Filipe Menezes, em Gaia, pode ser uma «life-changing experience».

Da governação desonesta

«Queremos tudo. Somos o povo do sol na eira e da chuva no nabal. É evidente que, assumindo como pressuposto a manutenção da carga tributária – num cenário à economista, em que tudo o resto se mantém constante –, obviamente que se há desagravamento do ambiente fiscal para as famílias com dependentes, há um agravamento necessariamente relativo [para] as que não têm dependentes. É tão óbvio… Não percebo como é que se possa mascarar uma coisa destas.» Como já tinha escrito, só quero que deixem de me tomar por parvo. Isto, além de ser uma «salganhada», é uma cortina de fumo para esconder uma opção política óbvia do Governo. Da forma como a coisa é feita e anunciada, estamos a brincar com coisas sérias. É propaganda. Não há decência. Não há honestidade. Há trafulhice. Pura e dura. De um Governo em avançado estado de decomposição que se sentiu na necessidade de atirar medidas para cima da mesa neste orçamento, em ano eleitoral, só para mostrar que mexe, ainda que mexa mal e tenha vergonha de assumir de forma transparente o que faz, o que apenas mete maior dó. Há em mim sobretudo desilusão. Este orçamento, este final de legislatura, as opções reveladas, revelam uma fraude política. Os despiques propagandísticos nos jornais entre os partidos da coligação, insuportáveis. Esta dupla, Passos-Portas, assim que possível, tem de ser afastada do poder. Mas afastada com humilhação nas urnas. E afastada, de preferência, para todo o sempre. Quase ao ponto de merecer ser tratada abaixo de Sócrates.

Medida que só se explica pelo ano eleitoral

Sobretaxa só desce se a receita fiscal ficar acima do previsto. Não tivesse o Governo tanta ânsia de propagandear descida de impostos neste preciso momento para usar essa treta em campanha eleitoral e esta medida não faria qualquer sentido. Se há condicionalismos e limitações este ano, adiava-se a decisão da descida de impostos para o Orçamento do Estado de 2016. O mal é que esta malta que nos governa sabe, ou teme, que não será ela quem irá elaborar tal orçamento - e tanto mais teme quanto pior o histórico que tem para apresentar na frente fiscal -, dai a necessidade desta originalidade orçamental.

O pior de Portugal

O Relvas do PS, braço direito de Costa, diz que este Governo remete para «o pior» de Santana, já deste PS só falta apurar se remete para o pior do guterrismo ou do socratismo. Que remete para o pior de qualquer coisa não tenho dúvidas, porque no PS a renovação foi zero (como Perestrello é exemplo evidente). E isto está mesmo a pedir uma implosão do sistema partidário.