Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Escrutínio (2)

Perante isto e tendo em conta que figuras próximas de Passos Coelho decidiram publicitar o recorte, apresentando-o como a demonstração dos telhados de vidro de António Costa, sem cuidarem de saber da credibilidade da coisa, só se pode concluir que há, no mínimo, alguma desorientação em pessoas próximas de Passos Coelho. Recorrer ao extinto Tal & Qual para jogo sujo contra o secretário-geral do PS, numa tentativa menor de defender Passos Coelho alegando que o adversário não é melhor, para depois o telhado de vidro ser dado como falso, além de transmitir uma ideia de desespero, só pode contar como tiro no pé.

Swissleaks

Amnistias limpam rasto a 4,6 mil milhões da Suíça. Se algum político do PS, PSD ou CDS mostrar indignação com esta cena da malta ter usado contas na suiça para fugir ao pagamento do fisco, são hipócritas. Em nome da receita do Estado - e não só, para muitos o objectivo, estou convencidíssimo, foi mesmo proteger amigos -, os partidos do arco da governação decidiram passar uma esponja sobre o assunto. Chamaram-lhe RERTs e dele beneficiaram gente como Ricardo Salgado ou Carlos Santos Silva.

Coisa cada vez mais óbvia

O legado que o próximo Governo herdará será extraordinariamente melhor do que aquele que este Governo herdou. Basta olhar para o défice, com indicadores frescos divulgados hoje, e a perspectiva de evolução futura do crescimento da economia e do desemprego feitas por todas as instituições internacionais para o país. Alguns dirão: sim, mas as pessoas hoje estão pior do que aquilo que estavam em 2011. Sem discutir a quê que isso se deve, não é esse o meu ponto: o legado recebido por um Governo é tanto melhor quanto mais propiciar condições para que esse novo executivo tenha capacidade de melhorar a vida das pessoas. E o próximo Governo terá condições para isso como o actual não as teve. E sendo irónico e triste que os autores do legado desgraçado de 2011 venham a ser os beneficiários do legado de 2015, não é menos triste e verdadeiro que os rostos da actual política governativa já cansam e está na hora de os trocar. Mas não deixarei de registar o reconhecimento ao actual Governo pelo trabalho feito ao longo dos últimos anos, com percalços e muitos erros à mistura, mas mil vezes melhor do que o trabalho desenvolvido pelo Governo que o antecedeu.

Salta-pocinhas

Na capa do Público, Carlos Abreu Amorim, que há não muitos anos fazia comentário televisivo com citações da objectivista Ayn Rand, aparece agora como autor das declarações: «Já não sou um liberal. O Estado tem de ter força». Comprova-se que passar uma campanha autárquica a defender o legado «magnífico» de Luís Filipe Menezes, em Gaia, pode ser uma «life-changing experience».