Domingo, 09.06.13

Sonhos e pesadelos

«Eu sobre a recandidatura anunciada pelo próprio diria apenas que o primeiro-ministro está a sonhar acordado, mas que esse sonho do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, seria um pesadelo para os portugueses». Que Passos Coelho vá novamente a votos, parece-me absolutamente natural. Submeterá o seu trabalho à avaliação dos portugueses e estes, estou certo, de bom grado deixarão claro o que pensam do trabalho dele. Mesmo que o Governo não acabasse o primeiro mandato, continuaria a ser natural e nada impediria Passos de se recandidatar, como fez Santana Lopes. É o jogo democrático a funcionar. Dito isto e perante o que se sabe ser a avaliação que os portugueses fazem da actual governação, diria que a sua recandidatura é um sonho para a oposição externa e um pesadelo para a oposição interna do PSD. Ainda assim, estou confiante, terá mais votos do que a dupla bicéfala do BE. Logo, se um segundo mandato de Passos é pesadelo para os portugueses, nas palavras de Semedo, e, ainda assim, existirão mais portugueses a preferi-lo aos sonhadores bloquistas, o quê que isto diz da avaliação que os portugueses fazem destes últimos? Esta malta não se enxerga, é o que é.

Quinta-feira, 06.06.13

Derrotar a máquina

Nas próximas autárquicas muito se falará de uma mais que provável penalização dos candidatos do PSD/CDS pela política que o executivo nacional da mesma cor está a praticar. Compreendo e até acho natural que em muitos casos isso aconteça. Menos natural, mas igualmente compreensível, seria que os eleitores na hora de votar recordassem o que o PS fez ao país e aplicassem aos seus candidatos igual penalização à que pretendem aplicar na "direita". Se Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado de José Sócrates, figura menor que merece ser relegada ao esquecimento, já era boa justificação para penalizar o PS no Porto, o aparecimento deste tipo caido de pára-quedas não deixa de ser igualmente um bom avivar de memória, nomeadamente da péssima gestão da autarquia portuense durante os anos em que o PS a liderou. Nem todos os eleitores portugueses nas autárquicas o poderão fazer por falta de alternativas credíveis aos mesmos de sempre, mas quem tem um Rui Moreira no boletim de voto não devia ter muito por onde hesitar. O que quero dizer é isto: não deve ser a razão principal para votar em Rui Moreira, para isso deve contar sobretudo a competência que cada um lhe reconhecerá ou não para gerir o munícipio portuense, mas reconhecida essa competência, que independentemente de algumas divergências lhe reconheço - estou absolutamente convencido que se o objectivo é não desperdiçar a boa herança de Rui Rio, Moreira está, com grande distância, no topo da lista dos candidatos conhecidos -, não é de ignorar este bónus de pôr na segunda mais importante autarquia do país o PSD e o PS a ver navios. O CDS fará a festa, mas todos bem sabemos que é o CDS que se anda a tentar colar a Moreira e não o contrário.

Domingo, 26.05.13

O circo

Se entendermos o palhaço como o rei do circo é normal que alguns comecem a chamar isso a Aníbal Cavaco Silva. Ainda Teodora Cardoso, essa hiper-perigosa ultra-neoliberal, tinha acabado de referir que a defesa da flexibilização de défice pode ser «erro estratégico e táctico», já dou por mim a ler isto no site do Partido Socialista: «Renegociar défice de 4 para 4,5% pode não ser suficiente». Nesse mesmo site aparece como slogan bem destacado a expressão «Novo Rumo» e não deixo de sentir o cheiro bafiento de coisas passadas que bem gostava que jamais voltassem a sair do baú onde tinham sido arrumadas. Mas se hoje é assim, amanhã voltará a ser diferente: no exercício de enorme coerência a que se tem dedicado, o partido socialista criticará, como tem feito frequentemente, a subida da dívida, até porque, como sabemos, dívida e défice não têm qualquer relação entre si. Défice e eleições, provavelmente, também não, como PSD e CDS estão apostados em provar-nos. Ou então não.

Quinta-feira, 23.05.13

Jogo democrático enviesado

Executivo que se preze que governe a pensar em eleições sabe que, se necessárias, as medidas duras devem ser aplicadas em força no inicio do mandato e mais tarde, aproximando-se as eleições, é preciso começar a tentar que a economia ganhe balanço. Cá está: «Chegou o momento do investimento». Vem ai o crescimento. Ou talvez não, porque desta vez a crise é de outra natureza. Mas adiante: esta figurinha, de muito longe o pior Presidente da República pós-25 de Abril que este país conheceu, apesar do ar muito sério que ostenta, não se cansa de mostrar a sua mediocridade, a de quem não pensa além do curto-prazo e, especialmente, no bem-estar dos seus. Entenda-se: o bem-estar de alguns camaradas de partido. Não que discorde da desdramatização das eleições antecipadas, é só os partidos de coligação desentenderem-se de vez e assim entenderem que muito me agradaria ter eleições, até porque se estivesse na posição de Passos Coelho já as teria provocado há muito tempo, recusando-me a seguir um guião forçado que nunca seria o meu. Passos e Portas, que neste jogo do gato e do rato às vezes até parece que querem essas mesmas eleições antecipadas, só não pretendendo ficar com o ónus de as terem provocado, agora até as poderiam provocar e desresponsabilizar-se dos seus efeitos dizendo qualquer coisa como: «todos os partidos de esquerda pediram eleições antecipadas? Aqui as têm, agora não se queixem e assumam as consequências das mesmas». Mas voltemos e terminemos na figurinha já referenciada, o problema desta é que quer um presidente que, à sua imagem e semelhança, deite abaixo um Governo que, até prova em contrária, conta com um apoio inegável e absolutamente maioritário na Assembleia da República. A ideia, que seria apenas a repetição de história já antiga onde a figurinha foi protagonista central, é toda ela original, inovadora e brilhante, toda uma nova forma de centrar o nosso jogo democrático: os ciclos eleitorais dos governos PSD/CDS, denominados «governo de direita», deviam ser reduzidos a metade do ciclo eleitoral, precisamente aquele onde ainda só tiveram tempo de aplicar as medidas duras. Passada a fase mais dura do ciclo, este tem de chegar abruptamente ao fim de forma a dar a oportunidade ao PS de beneficiar da potencial bonança.

Mr. Brown às 19:35 | link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 14.05.13

Tudo bons rapazes

Quem paga as campanhas do PSD em Gaia e no Porto?

A propósito da Nextpower e das campanhas autárquicas do Porto e Gaia

A propósito da Nextpower e das campanhas autárquicas do Porto e Gaia (2)

A propósito da Nextpower e das campanhas autárquicas do Porto e Gaia (3)

Mr. Brown às 21:14 | link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 13.05.13

O líder do maior partido da oposição

 

Equivocou-se e disse o que lhe vai na cabeça.

Mr. Brown às 19:20 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 12.05.13

Cisma grisalho

Para fecharmos a sétima avaliação, a fazer fé nas notícias que se conhecem, o Governo - de coligação PSD/CDS, é sempre bom lembrar - irá comprometer-se com a troika, caso não encontre outra alternativa, a avançar com a já célebre taxa sobre os pensionistas que tanto irritou o partido dos reformados. Apesar disso, o CDS nega que tenha cedido no que quer que seja. Ora, se a tal taxa não fosse uma possibilidade real, que sentido faria ser incluída no texto do fecho da sétima avaliação? O Partido de Portas, cada vez mais, adopta a atitude do PS: sente-se forçado a subscrever documentos que não conta ou não pretende levar a sério? Enfim, o CDS pode manter o discurso de que tudo fará para que tal taxa não venha a seguir adiante, o que não pode, se é um partido de gente séria, é vir com a treta de que de modo algum permitirá que ela siga adiante. A fronteira é mais flexível do que deram a entender. Dito isto, acrescente-se: há quem ainda finja não ter percebido, mas com PSD, CDS ou PS no Governo, enquanto por cá estiver a troika, a nossa fronteira de possibilidades no que toca ao leque de medidas disponíveis para serem adoptadas é muito limitada. Se Portas veio dizer o que disse e agora sujeita-se a esta mini-humilhação (e admito que a mesma é pequenina porque não acredito que a probabilidade da medida seguir adiante seja muito alta), isto não nos diz tudo o que há a saber sobre a margem de manobra dos nossos governantes? Ah, já sei: tudo seria diferente se Gaspar não fosse um homem da troika. Nesta última, acredita quem quiser. Eu não acredito.

Sexta-feira, 10.05.13

O tempo de Carlos Abreu Amorim

«Tempo político de Vítor Gaspar terminou». Absolutamente de acordo, agora é o tempo de Carlos Abreu Amorim e das eleições autárquicas.

Terça-feira, 07.05.13

Com o parceiro errado

Sempre que oiço Paulo Portas a orgulhar-se da democracia-cristã centrista lamento que a parelha no Governo seja PSD-CDS e não PS-CDS. O CDS teve tudo para alcançar a felicidade no tempo de António Guterres. Infelizmente, na altura, só Daniel "Limiano" Campelo compreendeu isso.

Mr. Brown às 21:43 | link do post | comentar | favorito

Teatro

Acho cada vez mais que muito do que aconteceu nos últimos dias foi ensaiado. Teatro, é só teatro. Passos fez a comunicação ao país na sexta sabendo de antemão o que Portas diria no domingo. Tudo o que se passa segue o guião combinado entre os dois. É por estas e por outras que pouco do que esta gente diz é para levar a sério. O que parece divergência mais não é do que sinal de uma coligação que está de pedra e cal.

Domingo, 05.05.13

Dupla personalidade

Passos Coelho, o hemisfério esquerdo do cérebro governamental, anuncia uma coisa à sexta. Ao domingo já está Paulo Portas, o hemisfério direito do cérebro governamental, a lançar para a imprensa que há no Governo quem ache que uma das medidas apresentadas é para cair. Lamento, mas isto não é forma de governar. Meus senhores: demitam-se. Demitam-nos. Alguma coisa. Isto assim é insuportável e não nos leva a lado algum.

Domingo, 28.04.13

Quem te avisa teu amigo é

1. Calma, o homem avisou. Se for como da outra vez, já se sabe no que o aviso dá: em nada. Excepto uma desculpa para Cavaco mais tarde afirmar: eu avisei. Aliás, a intenção é tão clara que o homem já anda a dizer que avisou.

2. Apesar de tudo, a verdade é que Seguro já fala em «rigor,  sacrifícios e contenção orçamental» que são para continuar. E pede a maioria absoluta, pois claro, mais sabe ele que «rigor, sacrifícios e contenção orçamental» não são coisas para se fazerem com um BE às costas. Pelo que fica o meu aviso: quando as eleições chegarem ou o PS tem maioria absoluta ou, apesar de discursos em sentido contrário no congresso, teremos coligação alargada com o PSD ou CDS. Diga-se, ainda assim, que este pedido de maioria absoluta sem que esteja prevista a realização de eleições num horizonte próximo é ridículo.

3. Ridículas são também as notícias que dão conta de um Portas que ameaça romper com a coligação: e com isso arriscaria perder os tachos que o partido centrista tem agora por sua conta? Por favor. Nuno Melo, do mesmo CDS, ainda hoje avisou o PS que eleições só para 2015.

4. Para terminar, o Coelho na fase pré-Governo fartou-se de avisar na campanha eleitoral que era preciso diminuir a despesa e não aumentar os impostos; infelizmente, o Coelho na fase Governo teima em ignorar os avisos do Coelho pré-Governo; agora aviso eu, o mais tardar em 2015 o Coelho entrará na fase pós-Governo.

Terça-feira, 23.04.13

O material tem sempre razão

Talvez o meu pensamento não faça sentido, os meus caros que decidam: leio isto e penso no que certas e determinadas pessoas dizem do PSD continuando, apesar disso, a serem militantes do partido.

Domingo, 21.04.13

A Berta

A Berta tinha tudo para se tornar presidente do Governo Regional do Açores. A Berta era só sorrisos e abraços com o dr. Passos Coelho. Depois, e infelizmente para a Berta, a política seguida pelo primeiro-ministro Passos Coelho tornou-se tão impopular que começou a prejudicar as hipóteses da Berta. Mas a Berta era melhor do que o Passos. A Berta tinha passado. A Berta não tinha nascido ontem. A Berta tinha obra social feita. A Berta perdeu. A Berta demitiu-se do cargo de líder do PSD Açores. A Berta foi parar ao Governo do dr. Passos Coelho. É a política, estúpidos!

Quinta-feira, 18.04.13

Consenso. Alternativa. Coerência.

1. Já não tenho pachorra para a conversa do consenso, o PS que fique no seu canto e mostre-se contra tudo e mais alguma coisa que este Governo faça, muito embora no PS saibam que não conseguiriam fazer melhor, nem diferente. Menos pachorra tenho, nunca tive, para a conversa da alternativa, é que basta olhar para o que este Governo tem feito, agora mais do que nunca, e ver que quase tudo o que faz corresponde ao que o PS sugeria como alternativa num passado recente. Para quê consenso, na óptica do PS pelo menos, se mesmo sem consenso este governo PSD/CDS faz aquilo que um governo PS, com elevadíssima probabilidade, faria? Enfim, não é oficial, mas em todo o caso é o bloco central quem nos governa. Como sempre tem sido. Viva o consenso. Eu preferia a ruptura.

2. A propósito do que afirmo: 1) PPP alvo de imposto se poupança não atingir 300 milhões. Tempos houve em que Seguro foi ao Parlamento e a medida sound bite que levava consigo era a do imposto sobre as PPP, depois deixou de falar dela, mas deve ter sido na lógica de não ferir muito a sensibilidade dos socráticos. Agora, porque a isso é obrigado, o PS vem de novo com ar pomposo assumir a medida como sua, que o é, mas, pasme-se, é logo um gabiru socrático, um tal de Pedro Marques, quem fala em nome do partido. Há quem lide bem com isto porque acha que na política vale tudo, mas a mim estas coisas dão-me, pura e simplesmente, asco. 2) Governo encerra processo de privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Sem comentários.

3. Aproveito e arrumo os assuntos todos que tinha para o dia de hoje num único post: 1) adoro os crescimentistas que detestam Thatcher, estão sempre ai para nos lembrar que o crescimento económico não é tudo; e 2) adoro igualmente a malta de direita que só tem elogios para Thatcher, mas passou os primeiros meses do actual Governo, sobretudo no que toca à política espelhada no OE2012, a malhar na política do mesmo, estão sempre ai para nos lembrar que há políticas que só são boas quando não nos afectam a nós.

Domingo, 14.04.13

Já se fazem sentir os resultados

PSD e CDS criam Conselho de Coordenação da Coligação

Mr. Brown às 17:45 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 28.02.13

Enganos

Tomem a máxima atenção a todas as afirmações vindas da área socialista contra cortes no Estado social. E decorem tudo, porque ao ritmo a que o Estado está a ser "refundado" será com o PS no Governo que parte desses cortes irão ser realizados. Tão certo quanto este Governo PSD/CDS ter aumentado uma catrefada de impostos que os dois partidos antes de chegarem ao Governo prometiam a pés juntos não ir aumentar. Dito isto, deixo aqui outro apontamento para memória futura: quando esse momento chegar, depois não os chamem de mentirosos, nem de gatunos, nem se atrevam a dizer que foram enganados. «Fool me once, shame on you; fool me twice, shame on me». O histórico é de tal ordem que neste país já só se deixa enganar quem quer ser enganado.

Domingo, 24.02.13

A mais bela história de amor

Anda comigo discutir as alternativas à austeridade; anda comigo discutir a reforma do Estado. Se não acabasse em amor não era uma comédia, mas antes uma tragédia. Felizmente, tudo corre pelo melhor.

Mr. Brown às 11:45 | link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 22.02.13

De do do do, de da da da

They're meaningless and all that's true. «Os serviços da Presidência da República identificaram um erro no texto publicado em Diário da República sobre a controversa Lei da Limitação de Mandatos em 2005. A notícia foi avançada na edição online do Jornal de Notícias, que adianta que os serviços da Presidência da República descobriam que houve um erro na publicação da lei com a troca de um “de” por um “da” da Lei de Limitação de Mandatos» [fonte]. Sou dos que acha que nunca houve intenção do legislador de impedir que um determinado presidente da/de (riscar o que não interessa) Câmara estivesse impedido de se candidatar à mesma função noutra autarquia. Mais: nem acho que fizesse sentido essa limitação. Dito isto, esta da troca do "da" pelo "de" é a cereja em cima do bolo de um processo todo ele vergonhoso, mas sintomático de como se fazem as coisas em Portugal. Mas o que realmente gostava de realçar é isto: também não gosto de Menezes, sobretudo esse, mas derrotem o homem nas urnas e deixem de pretender usar a justiça para o afastar da corrida ou atacá-lo politicamente. Disputas internas de poder no PSD arrastadas para o palco da política nacional desta forma só diminuem os intervenientes. Paulo Rangel, pessoa por quem tenho o mais sincero apreço, neste caso em concreto tem andado francamente mal. E note-se: Rangel pede a clarificação de uma lei que o próprio gaba-se de ter redigido. Notável, não?

Quarta-feira, 13.02.13

Tudo bons rapazes

A hipocrisia dos outros não altera em nada a qualidade da escolha. Mas se o objectivo deste PSD é demonstrar que faz escolhas que em pouco se distinguem das do Governo anterior, está no bom caminho. Achei que o objectivo quando foram eleitos fosse outro. Estamos entregues a um conjunto de bons rapazes que governam o país alternadamente e não nos livraremos deles tão cedo.

Domingo, 10.02.13

Great minds think alike

 

1. "Portugal Primeiro", moção de Pedro Passos Coelho direccionada para governação do país

2. Portugal Primeiro - o título do documento estratégico proposto por António José Seguro em debate agora na CN do PS. Um documento plural.

 

Adenda: ahahahahahah

Quinta-feira, 10.01.13

Crise política

O betão que sustenta a coligação PSD/CDS. Não é o único, mas se me pedissem um único motivo para dificilmente acreditar que o CDS pularia pelo seu próprio pé para fora do Governo, seria o espelhado na notícia.

Mr. Brown às 13:37 | link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 09.01.13

Não há paciência

Para o dr. Carreiras mais a preservação da carreira dele enquanto presidente da câmara de Cascais.

Mr. Brown às 22:35 | link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 31.12.12

Paradigma

Temos aqui candidata a convidada de um futuro Prós & Contras a realizar em breve, o sítio por excelência para abordar as mudanças de «paradigma». Além disso, tenho dificuldade em compreender como é que se fala do orçamento para 2013 como representando uma «viragem de paradigma»: assim sendo, o que foi o orçamento de 2012? Acho que o vazio da expressão fica à mostra. Mas até posso compreender o seu uso neste caso concreto: em 2012, tentou-se fazer a consolidação orçamental pelo lado da despesa e obteve-se um sucesso relativo; em 2013, ainda que boa parte da responsabilidade por isso possa ser assacada ao Tribunal Constitucional, voltaremos ao ciclo de orçamentos que fazem a consolidação orçamental pelo lado da receita. Novo paradigma? Efeito retórico decorativo e nada mais.

Mr. Brown às 18:18 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 30.12.12

Universidades de Verão

A presença de Baptista da Silva na Universidade de Verão do PS, não sei com que enquadramento, pode facilmente encontrar explicação nas palavras desse geniozinho da política que dá pelo nome de Duarte Marques: «enobrece o evento e demonstra claramente a abertura do partido às opiniões divergentes». Ou acham que a imagem a seguir apresentada, tendo em conta os disparates que o senhor vem dizendo/escrevendo há muito, não é igualmente engraçada e reveladora?

 

Mr. Brown às 16:18 | link do post | comentar | favorito

AUTORES

PESQUISAR

 

E-MAIL

REDES SOCIAIS

LINKS

ÚLT. COMENTÁRIOS

  • Temos com Passos uma grande vantagem. PS principal...
  • Bem, a suceder, será apenas mais uma etapa na asce...
  • Por uma vez, e que não sirva de exemplo, estou de ...
  • A um eurodeputado não caem os galões só porque ent...
  • É preciso perguntar ao Luís se fica melhor assim.....

TAGS

ARQUIVOS

FEEDS

blogs SAPO