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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Por outro lado

Nos Estados Unidos já houve, pelo menos, no partido Democrata, um Ted Kennedy contra Jimmy Carter quando o último era presidente, disputa que antecedeu as eleições em que Reagan arrasou Carter. Mas diga-se de passagem que os partidos nos Estados Unidos também são muito sui generis.

Uma coligação disfarçada de um só partido

«O que importa é evitar tricas e golpes palaciano». Claro que o cenário do meu post anterior não passa de uma miragem. Mas o PSD enquanto partido na verdadeira acepção da palavra não existe. Na melhor das hipóteses, são dois partidos num só. Uma coligação. Como partido único é tão falso quanto a coligação chamada CDU. E até numa coligação seria difícil explicar uma tal intensidade de combate político como a que existe entre as duas facções distintas do PSD.

Oposição interna vai a votos?

Claro que a minha análise anterior pode ser afectada por um ligeiro pormenor que seria um momento verdadeiramente original e surpreendente: Rui Rio candidatar-se à liderança do PSD quando o actual líder é também primeiro-ministro e ganhar

Centro de Emprego

O Centro de Emprego conhecido por PSD, sob a liderança de Passos Coelho, ontem, perdeu valor. Muitos "empregos" perdidos ou em risco de se perderem, com consequente perda de capacidade para arranjar colocação rápida para os novos candidatos à procura de "emprego". Deter São Bento ainda garante alguma capacidade de colocação - nota: atenção a possíveis nomeações num futuro próximo -, mas já se percebeu que será sol de pouca dura. Quem ainda tem "emprego", contudo, fará tudo por tudo para agarrar-se ao que tem - nota: serão poucos os actuais deputados do PSD que contam permanecer por lá depois de novas eleições -, por outro lado, como em tudo, quem tem curriculum e carreira para mostrar tem maior capacidade de escolha e de poder decidisório sobre o seu futuro. Rui Rio está desempregado. Para onde quererá Rio enviar curriculum á procura de emprego?

Não há coincidências

Os votos perdidos pelo PSD na sua hecatombe eleitoral correspondem, aproximadamente, ao número de votantes que deixaram de ir às urnas: um pouco acima do meio milhão de votantes.

O efeito "independentes"

Duas câmaras que a coligação PSD/CDS prepara-se para perder por cisões no PSD. Podemos tirar daqui uma leitura nacional: será Manuela Ferreira Leite capaz de arranjar forma de concorrer às próximas eleições legislativas, com uma equipa a apoiá-la onde se inclua Pacheco Pereira, Rui Rio, Paulo Rangel e Silva Penedo, alegando não se rever no actual PSD?

Discutir décimas

Acha mesmo que mais 0,5% de défice é o que vai fazer a economia crescer em 2014? Depois de ponderar e responder a esta pergunta de Pedro Santos Guerreiro - uma de várias perguntas interessantes -, pergunte-se igualmente como é que quem pede a subida da meta do défice de 4 para 4,5% está a ser responsável e quem pede a subida de 4 para 5% está a ser irresponsável. Depois, talvez só depois, se é que já não compreendeu tudo isto há muito tempo, perceberá que quem nos governa ou está próximo de nos governar adora conversa da treta. Em altura de eleições, então, parece inevitável que se dediquem a isso. Quem chegasse hoje a Portugal pensaria que nestas diferenças de meio ponto percentual joga-se um jogo de vida ou de morte. Pura treta. E a nossa política, cada vez mais, não passa disto.

Política de rancor

«Naturalmente discordo desta situação e acho que a maior parte dos portugueses discordará». Muita da palhaçada em que se tornou a lei da limitação de mandatos deveu-se a uma única pessoa: Luís Filipe Menezes. Isso foi muito claro, sobretudo, num grupinho do PSD que vai de Rio a Rangel. Sem um grupinho de lóbi do PSD a fazer pressão para a "clarificação" da lei, onde incluía-se, pasme-se, o próprio redactor da lei pelo partido - não por acaso, citado no voto de vencida da juíza Maria João Antunes, a única a votar contra a decisão adoptada pelo TC -, o assunto não teria tido o peso que teve. Estas lutas na lama de facções no PSD que levam Ferreira Leite, nos dias que correm, a adoptar o discurso de João Galamba, não são novidade, mas nem por isso deixam de causar impressão quando, por exemplo, fica por demais evidente que a senhora já referenciada consegue ser mais convicta a bater no actual Governo do que o foi a bater no do engenheiro Sócrates com o qual até disputou umas eleições. Estas lutas na lama dão belos momentos de entretenimento, credibilização da política é que nada. É a substituição da política da verdade pela política do rancor e da vingança. A Menezes, que se candidata pela primeira vez ao Porto, quiseram-no travar na secretaria. Já por mim, que também não gosto dele e acho que o Porto ficaria muito melhor servido com Rui Moreira, um independente que não é falso, se bem que também goste dos «falsos independentes», no que representam de maior e bem-vinda fragilidade das direcções partidárias, faço notar que agora cabe aos portugueses do Porto, os únicos aos quais a questão específica interessa directamente, provarem que Rio tem razão. É que a decisão do TC não elegeu Menezes e o voto do povo, o mesmo que até agora tem votado e sido governado por Rio, ainda é a melhor forma para de tempos a tempos sabermos o que o povo realmente pensa e não o que Rio gostaria que pensasse.

Pedro e o Lobo

Isto é um pouco como a história do Pedro e do Lobo ainda que invertida. Já avisaram tanta vez que não havia lobo quando havia, que agora é difícil acreditar neles. Mas, aparentemente - e mesmo com o último chumbo do TC -, a elaboração do orçamento de Estado para 2014 está a ser a piece of cake. Por outro lado, Marco António tem razão, o próprio chumbo recente do TC a uma medida impopular do Governo atesta-o. O Governo pode ter mais medidas de cortes na manga? Pois se as medidas de cortes apresentadas são bloqueadas, é normal que as tenha.

«Tudo o que foi roubado deve ser devolvido.»

 

Moita Flores não votou em Ferreira Leite e acha que o governo de Passos Coelho o tem roubado. Moita Flores, a acreditarmos que o que diz em ano de eleições autárquicas é para levar a sério, deve achar que o PSD é para ele algo semelhante ao que o PND era para o José Manuel Coelho.