1. 10 anos é muito tempo. Parabéns ao Carlos do Carmo Carapinha.
2. Macambúzio. O autor é uma pessoa que já foi bloqueada no Twitter pelo @joaopcastro. Dispensa outras apresentações. É lerem-no, sff.
Nota: entre os dez referenciados, há pessoas que muito respeito. Outros casos, nem por isso. Mas dez é um batalhão e não posso encontrar nada de normal nisso. Contudo, é o que temos: os orgãos de comunicação social, nos dias que correm, são postos avançados para fazer política, não jornalismo. E está visto que se a comunicação social está hoje maioritariamente a jogar contra o Governo é porque, entre muitas outras coisas, o Governo esvaziou a comunicação social dos seus.
«President Summers asked me, didn’t I agree that, in general, economists are smarter than political scientists, and political scientists are smarter than sociologists?» Lembrei-me de Larry Summers a propósito disto. Caro Filipe, trata-se de uma jornalista formada em sociologia. É preciso dar um desconto.
1. Recomendo: elasticidade.
2. O French kissin’ também entrou para a barra lateral direita, bem como o novamente activo A Origem das Espécies.
1. A Montanha de Sísifo, o novo blogue de Carlos Guimarães Pinto.
2. Outras duas adições à barra lateral direita: Hoje És Nevoeiro e Parede de casa de banho.
3. Por falar neste último, aproveito para lamentar o fim d'A Douta Ignorância e do Cachimbo de Magritte, dois dos blogues que mais gostava de ler.
1. Declínio e Queda, novo blogue de leitura obrigatória.
2. Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos, depois de ligeira pausa e remodelação da casa, é bom voltar a contar com a opinião regular de Tomás Vasques.
Nesta troca de argumentos entre a Maria João Marques e o João Miranda, algumas notas sobre o que escreve Maria João Marques:
1) «Numa redução de despesa pública acompanhada de uma redução de impostos (que é o que defendo), não há qualquer contracção da procura interna, ao contrário do que afirma João Miranda», nem o mais crente dos crentes no voodoo economics acreditará que é possível diminuir o nosso défice e a nossa dívida com a mistura sugerida no excerto citado. No fundo a Maria João acredita que descobriu o milagre para o crescimento e o fim da austeridade, mas a ideia é tão ilusória quanto a que é propagada pelos crentes nos milagres do despesismo.
2) Noutro post diz a mesma Maria João que «as empresas (e os particulares que estabelecem mínimos de ordenados a aceitar) sabem tomar as suas decisões sem recorrer a António Borges», infelizmente esta afirmação peca por erro de interpretação do que Borges e outros pretendem dizer: independentemente da atribuição da culpa, é um facto que tínhamos um nível de vida acima daquele que podíamos ter, isso é facilmente verificável olhando para o nosso nível de endividamento externo (de responsabilidade pública e privada e que, recorde-se, temos de controlar porque entretanto cortaram-nos o crédito), logo, das duas, uma, ou a nossa produtividade dá um pulo gigantesco no curto-prazo e conseguímos manter o nosso nível de vida ou os salários baixam. Como o pulo gigantesco de produtividade não se perspectiva tão cedo, a baixa de salários no curto-prazo torna-se uma inevitabilidade (e uma urgência, até para controlar os níveis do desemprego). Mas para isso acontecer basta o Estado dar liberdade aos agentes do sector privado para tomarem as opções que muito bem entenderem, não precisa de forçar nada (nota: quando se fala da inevitabilidade da baixa de salários, fala-se em termos agregados, não implica que em certos sectores os empresários não possam/devam aumentar os salários dos seus trabalhadores).
3) Por fim, a propósito da problemática do sector dos bens não transaccionáveis vs bens transaccionáveis, o comentário da Maria João no seu último post sobre o tópico é muito interessante, isto porque foca o essencial sempre sobre o prisma errado, vejamos: i) «mania de perseguição dos não transaccionáveis é herdeira directa (só mudam os protagonistas) da anterior mania das obras públicas como motor de crescimento», e eu que pensava que a mania das obras públicas como motor de crescimento tinha contribuído decisivamente para tornar a nossa economia demasiado voltada para o sector dos bens não transaccionáveis; mas contínua ii) «As pessoas que arrisquem, num sector ou noutro, que o mercado há-de premiar as boas ideias», muito bem, é exactamente isso que se pretende, risco em todos os sectores, é preciso é recordar que o Estado desvirtuou durante muitos anos o mercado, contribuindo para diminuir os riscos em largas franjas do sector dos bens não transaccionáveis o que incentivou, para mal dos nossos pecados, que muitas pessoas tivessem optado por esse sector em desfavor do outro.
Não, não fui ameaçado pelo Relvas. Lá para o fim-de-semana a produção de posts regressa ao ritmo que tem sido habitual.
Estes querem cavar uma trincheira e por lá manter o CDS imóvel. O Cachimbo de Magritte enfrenta O Insurgente. A coisa não surpreende, mas há um motivo para o CDS ter crescido como cresceu. Não me parece que trazer para o CDS o mesmo vírus (invertido) que afecta o BE seja muito inteligente. A actual liderança do partido não ignorará isso.
Estes senhores, a propósito da execução orçamental de Fevereiro, falam em malabaristas. Falam bem, só erram no alvo. Deviam aplicar tal qualificação a eles próprios e ao Governo anterior que apoiaram incessantemente. Nos dados da DGO sobre a execução orçamental de Fevereiro não faltam coisas preocupantes, mas só por ignorância ou má-fé é que alguém não perceberá que aqueles dados têm de ser lidos com extremo cuidado [a lógica da contabilidade pública vs contabilidade nacional explicará em parte porque assim é]. Ora vejamos: é certo que a partir da notícia que o «défice do subsector Estado quase que triplicou» é fácil ficar-se com uma opinião muito negativa sobre a execução orçamental até esta altura do ano, mas convém perceber que essa ideia pode estar tão longe da verdade quanto aquela que alguns pretenderam tirar da notícia que informava, em Março do ano passado, que o governo ia «apresentar um superavit histórico de €836 milhões na sua execução orçamental de fevereiro, quando comparado com um défice de €230,4 milhões no mesmo período de 2010». A leitura do blogue do Abrantes pode ser muito interessante, mas dos que nos desinformavam então, não se espere que nos venham a informar agora.