Quarta-feira, 22.10.14

Da governação desonesta

«Queremos tudo. Somos o povo do sol na eira e da chuva no nabal. É evidente que, assumindo como pressuposto a manutenção da carga tributária – num cenário à economista, em que tudo o resto se mantém constante –, obviamente que se há desagravamento do ambiente fiscal para as famílias com dependentes, há um agravamento necessariamente relativo [para] as que não têm dependentes. É tão óbvio… Não percebo como é que se possa mascarar uma coisa destas.» Como já tinha escrito, só quero que deixem de me tomar por parvo. Isto, além de ser uma «salganhada», é uma cortina de fumo para esconder uma opção política óbvia do Governo. Da forma como a coisa é feita e anunciada, estamos a brincar com coisas sérias. É propaganda. Não há decência. Não há honestidade. Há trafulhice. Pura e dura. De um Governo em avançado estado de decomposição que se sentiu na necessidade de atirar medidas para cima da mesa neste orçamento, em ano eleitoral, só para mostrar que mexe, ainda que mexa mal e tenha vergonha de assumir de forma transparente o que faz, o que apenas mete maior dó. Há em mim sobretudo desilusão. Este orçamento, este final de legislatura, as opções reveladas, revelam uma fraude política. Os despiques propagandísticos nos jornais entre os partidos da coligação, insuportáveis. Esta dupla, Passos-Portas, assim que possível, tem de ser afastada do poder. Mas afastada com humilhação nas urnas. E afastada, de preferência, para todo o sempre. Quase ao ponto de merecer ser tratada abaixo de Sócrates.

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Domingo, 19.10.14

O jornalismo do spin

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(via: Henrique Figueiredo)

 

«Só os ministros do CDS se opuseram à taxa», conta também o Expresso. Abençoado CDS (isto teria sido tão pior não fosse o caso do partido dos contribuintes estar no Governo). Ou então isto é tudo spin do partido centrista com o alto patrocínio do Expresso. Enfim, analisando as capas do jornal dirigido por Ricardo Costa no seguimento da apresentação de medidas impopulares e parece-me que só um tolo não percebe que estamos perante o segundo caso.

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Terça-feira, 15.07.14

Antes que se faça tarde

O Governo, à medida que se aproxima o final da legislatura, prepara-se para aprovar uma série de medidas que visam agradar os grupos de interesses que rodeiam os dois partidos da coligação. Depois do lóbi verde próximo do PSD; agora é o lóbi das famílias numerosas próximo do CDS. Sobre o último caso, já expressei a minha opinião aqui. Coragem para de forma directa e transparente passarem a dar abonos de família a gente que ganha muito bem - de forma a que todo o eleitorado compreendesse perfeitamente o que está em cima da mesa -, não há. Não suporto esta gente, nem esta forma de actuação pela calada.

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Segunda-feira, 26.05.14

Hecatombe

O resultado dos partidos do Governo é uma derrota estrondosa. E, no entanto, os coitados parecem estar algo satisfeitos: é a esperança de verem o PS, apesar de tudo, ali tão perto. «Estamos mal, mas calma que eles não estão muito melhores», pensarão. No fundo, está de acordo com a «corrida para o fundo» que foi a campanha eleitoral: cada um tentou demonstrar qual dos dois governa pior; agora entretêm-se a analisar qual dos dois está em pior situação. Ainda assim, esta luta taco a taco entre PSD+CDS com o PS só é possível por um motivo: não há quem apareça a colocar no mapa um novo partido de direita. Assim, como se viu nos discursos eleitorais, PSD e CDS em conjunto são conotados com toda a direita. Isto torna quase impossível que sejam varridos do mapa; isto tornará mais fácil uma recuperação de ambos os partidos se entretanto saírem do poder.

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Quinta-feira, 09.01.14

A possibilidade

Em coligação, se a actividade económica continuar a melhorar ao longo do próximo ano, CDS e PSD podem ficar à frente do PS de Seguro nas legislativas em 2015.

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Terça-feira, 07.01.14

Derrapagem no tempo

A matemática é lixada e as contas mais simples baralham: nem nestas merdas acertam, o que diz tudo o que há a saber sobre a coisa e quem a encenou.

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Domingo, 22.12.13

Panorâmica política

36% foi aquilo que PSD e CDS obtiveram em 2005 quando o PS conquistou a sua primeira e única maioria absoluta. Neste momento, as sondagens (esta ou esta) apontam para que os partidos no Governo tenham estabilizado as intenções de voto em torno desse valor. O que impede então o PS de se aproximar do sonho de nova maioria absoluta? Em primeiro lugar, o PCP. Em 2005 teve 7,5% dos votos, agora anda em torno dos 10% (quando não acima disso). Bem, mas parece faltar aqui qualquer coisa, não é? O PS teve 45% em 2005, agora anda na casa dos 36,5%. Os números não batem certo? Uma explicação: outros, brancos e nulos. O que será consistente com aquilo que se verificou nas autárquicas. Para terminar, «Seguro como líder da oposição está a agir bem?» Sim, para a maioria dos inquiridos, que será, ainda assim, uma minoria no PS. O que recorda a tarefa espinhosa que Seguro tem pela frente: se radicaliza o discurso pode até conquistar parte dos votos perdidos para o PCP e agradar aos "seus", mas arrisca alienar o sempre importante eleitorado moderado, sem o qual não há maiorias absolutas. Além de que é muito duvidoso que a radicalização do discurso tenha grande capacidade de atrair votos em Portugal: por muito que o BE se esforce, continua a aparecer atrás do CDS.

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Domingo, 15.12.13

O cronómetro

Vejo Paulo Portas num congresso da juventude partidária do seu partido a inaugurar o cronómetro que conta o tempo para a saída da troika de Portugal. Isto ao mesmo tempo que quase se fala de um milagre económico que, aparentemente, está a ocorrer. Presumo que o "milagre" aconteça apesar da troika e não por responsabilidade dela. Não sei, sabem, às vezes fico confuso. Enfim, parece-me é que a encenação atinge níveis delirantes e adivinho que os próximos meses vão ser férteis em politiquice.

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Quarta-feira, 13.11.13

Os demagogos

João Almeida a explicar que uma meta para o défice de 4,5% em vez dos 4% faria milagres: permitiria baixar o IRS; o IVA na restauração; e sabe-se lá que mais. Pelo menos uma vez, elogiei-o por aqui, mas por agora só digo isto: farto de demagogos.

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Quarta-feira, 16.10.13

Um homem, um voto

Nuno Magalhães foi hoje reeleito líder da bancada parlamentar do CDS, derrotando o ex-líder centrista Ribeiro e Castro, que obteve um voto.

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Terça-feira, 15.10.13

Um saber de experiência feito

«Temos um ministro das Finanças com enorme peso político e omnipresente e depois temos um ministro da Economia que não tem experiência de fazer e que viveu distante da realidade portuguesa e até da realidade empresarial durante muitos anos, dificuldades que são perceptíveis». Felizmente, o orçamento para 2014 é o resultado de um Governo com uma ministra das finanças fragilizada, relegada para segundo plano atrás do vice e grande negociador Paulo, e de um ministro da Economia com experiência de fazer e que viveu próximo da realidade portuguesa e até da realidade empresarial durante muitos anos. O homem que queria baixar o IVA na restauração. O homem que queria subir o salário mínimo. O homem que queria tudo e mais alguma coisa quando mandava bocas de fora. Dai, que milagre produz este ministro? Onde está o seu dedo espelhado neste orçamento? Bem, a reforma do IRC - bastante timida em 2014, de tal forma que no OE até está previsto que a receita deste imposto cresça - é a que foi praticamente preparada no tempo do Álvaro e o diminuto crescimento económico que se perspectiva não será muito diferente daquele que Pires de Lima herdou de quem lhe antecedeu no cargo. Este tipo de orçamento é daqueles que diziam não ser voltado para a economia e que resultava da pouca influência, capacidade e competência do ministro Álvaro Santos Pereira. Ou então, não era bem assim. É que milagres, não há.

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Sexta-feira, 20.09.13

Discutir décimas

Acha mesmo que mais 0,5% de défice é o que vai fazer a economia crescer em 2014? Depois de ponderar e responder a esta pergunta de Pedro Santos Guerreiro - uma de várias perguntas interessantes -, pergunte-se igualmente como é que quem pede a subida da meta do défice de 4 para 4,5% está a ser responsável e quem pede a subida de 4 para 5% está a ser irresponsável. Depois, talvez só depois, se é que já não compreendeu tudo isto há muito tempo, perceberá que quem nos governa ou está próximo de nos governar adora conversa da treta. Em altura de eleições, então, parece inevitável que se dediquem a isso. Quem chegasse hoje a Portugal pensaria que nestas diferenças de meio ponto percentual joga-se um jogo de vida ou de morte. Pura treta. E a nossa política, cada vez mais, não passa disto.

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Quinta-feira, 19.09.13

Ouch!

Papa Francisco diz que a Igreja tem estado "obcecada" com o aborto e o casamento homossexual. Os católicos "obcecados" com tais temas cá em Portugal devem andar radiantes com este Papa. Até porque isto de desvalorizar «questões fracturantes» pode dar cisões partidárias.

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Terça-feira, 20.08.13

"Compra" de votos

Num país com tantos impostos elevadíssimos que deviam descer e depressa, que se concentre tanta atenção na porcaria do IVA da restauração é de loucos. E é típico da cultura que nos meteu onde estamos: tentativa clara de protecção de um sector que não precisa, nem deve, ser protegido.  Embora compreenda o que motiva a discussão em torno do tema: é um sector que envolve muita gente e que dá votos. Se este Governo descer o IVA da restauração, estará a ter o seu momento subida de salários da função pública em 2009. E o dr. Pires e dr. Portas estão desejosos por esse momento.

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Domingo, 28.07.13

Ler, sff

Apontamentos e divagações pessoais

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Terça-feira, 16.07.13

O acordo




Este é do tempo em que o CDS mantinha-se à margem das negociações. Depois foi para o Governo e passou a querer ser visto como aquele que queria manter o diálogo aberto com o PS. Claro que, depois deste profundo acordo entre os dois homens de cabelos brancos que permitiu aprovar o orçamento para 2011, tivemos, como esperadas, eleições no ano de execução desse mesmo orçamento que tanto custou a aprovar. O que agora está em questão é coisa semelhante. Porquê que tivemos de voltar a esta palhaçada se o actual Governo até tem apoio de uma maioria absoluta na Assembleia da República? Porque o CDS, no governo como na oposição, contínua a querer descolar-se das medidas duras que têm de ser aprovadas. E, já agora recorde-se, não foi com a ajuda do BE e do PCP que o PS conseguiu aprovar o seu orçamento de 2011, se bem que anda por ai uma malta entretida a pensar que um Governo de coligação entre o PS e o BE é possível. Quando não há responsabilidades envolvidas, à esquerda podem entreter-se com jogos teatrais, o que até fica muito bem ao partido que tem uma actriz ao comando, mas quando as responsabilidades pesam a história é outra. Cavaco Silva tem em mente o "suicídio político" de Seguro, por amor de Deus, ainda que não tenha isso em mente, que provoque isso de vez: avancemos para eleições antecipadas e deixemos o poder entregue ao PS de Seguro, pois tal mais que «implicaria que o Partido Socialista renunciasse ao que tem dito nos últimos anos». Só um tolo é que não o percebe.
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Quinta-feira, 11.07.13

Do entendimento

Três partidos assinaram o memorando com a troika. E a troika, entre outras coisas, representa nada mais, nada menos, do que os nossos credores. E assinaram-no porque nenhum dos três tinha outra alternativa melhor. Mais: dada a nossa situação, nos próximos anos, qualquer que seja o partido no poder, desde que não queira atirar Portugal imediatamente para um buraco sem fundo, terá de estar em sintonia com os nossos credores. Perceba-se: não havia alternativa melhor em 2011; não há alternativa melhor em 2013; não haverá alternativa melhor em 2014 e por ai adiante. E com isto ainda estou só no básico. Se os partidos do arco governativo sabem isto? Sabem. Se querem algo diferente disto? Podem querer, mas não passam de sonhos. Assim sendo, convinha que prestassem mais atenção ao que as coisas são e, para além do jogo de poder natural entre partidos que concorrem entre si, procurassem um entendimento sobre os fundamentos mínimos que devem nortear a acção governativa de qualquer um deles caso esteja no poder. Mas, confesso, julgo que nisto sou eu que sonho. Acabo por onde comecei: três partidos assinaram o memorando com a troika, se estes acordos fossem para levar a sério - e esse, por maioria de razão, devia ter sido levado muito a sério -, a que propósito, não tendo sido alcançado o prazo estipulado para o término da intervenção da troika, já se anda a falar da necessidade de um novo acordo?

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Quarta-feira, 10.07.13

Temos Presidente?

 

Se bem entendi e apesar de algumas zonas cinzentas, que não podiam deixar de existir, posso ser tentado a gostar da posição de Cavaco Silva. Deixo de gostar a partir do momento em que seja a antecâmara para um governo de iniciativa presidencial liderado por uma personalidade escolhida pelo próprio presidente. Dito isto, a proposta apresentada desagradará aos três partidos chamados a tomar posição, mas, no fundo, também antecipa aquilo que era previsível que viesse a suceder no fim do programa com a troika. Portas fez all-in e entrou a matar no jogo; Cavaco não é menos jogador do que ele. Infelizmente, gostem ou não gostem, os portugueses é que pagam o jogo.

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Terça-feira, 09.07.13

Câmara corporativa

 

Apresento-vos o homem que, muito provavelmente, será o próximo ministro da economia e irá combater aqueles interesses todos que o Álvaro não combatia. Falo dos rentistas da electricidade, das parcerias público-privadas e outras coisas tais. Ou se calhar não. Mas que importa? Aposto que não terá uma campanha contra si que se aproxime daquela que montaram contra o Álvaro. Combater interesses instalados é garantia de boa imprensa ou será o contrário? Ah, perdão! Isso agora também não interessa nada que o que vem ai é o crescimento assente na procura interna, com subida de salário mínimo pelo meio e sabe-se lá mais o quê. Olha, sabem que mais, com este calor todo vou ali beber uma Super Bock para animar ao mesmo tempo que ajudo a dinamizar o mercado interno. Afinal, recorde-se o aviso muito sério do presidente da Associação Portuguesa de Produtores de Cerveja, um dos muitos lóbis destes país, de que estava-se «a chegar ao limite do que é possível para manter as nossas actividades rentáveis». Não admira, por isso, que os empresários aplaudam esta possível escolha que pode simbolizar mudança de rumo. Com Paes do Amaral, conhecido por fazer bons negócios no mundo da arte, logo à cabeça. Uns artistas estes gajos. Alguns até podiam ser convidados para o Super Bock Super Rock, um daqueles espectáculos imunes à crise de grande utilidade a dar ânimo à malta.

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Segunda-feira, 08.07.13

Irrevogável

Aquando da apresentação do Orçamento do Estado para 2014, ou até antes se algo o justificar, dado o novo poder reforçado do nosso querido Paulinho, espero que, ao contrário do que sucedeu até agora, este esteja na linha da frente daqueles que irão dar a cara pelas medidas, presumivelmente impopulares, que o Governo levará adiante. É o mínimo que se exige ao senhor irrevogável.

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Quarta-feira, 03.07.13

Napoleão

Portas demite-se. Passos não aceita a demissão. O CDS também não aceita a demissão dos seus ministros. O CDS manda Portas, o demissionário, ir negociar com Passos nova solução. Tenham dó e deixem-se de fitas. E permitam-me acrescentar este pormenor: embora Portas goze de uma protecção da comunicação social que o torna um daqueles seres incontestáveis e brilhantes, sendo que a mim sempre me pareceu que a maior especialidade dele é de longe a intriga política - por exemplo, o CDS a colocar notícias na comunicação social para minar Passos Coelho e alguns ministros tem sido brilhante -, esta coisa de decidir demitir-se logo a seguir a Gaspar e numa terça-feira foi um acto de génio. Estas coisas fazem-se à sexta-feira por algum motivo, ninguém explicou isso a Portas? Agora, temos o CDS assustado com a reacção dos mercados a tentar fugir com o rabo à seringa, o que até não é novidade, pois a hipocrisia tem sido a estratégia dominante deste desde o inicio. Se isto fosse para levar a sério, a primeira coisa que o partido teria de pedir era a cabeça de Portas. Mas, dito isto, já não há nada que salve este Governo. Zombie era, ainda mais zombie ficou.

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Terça-feira, 02.07.13

Moção de censura

Portas desempenha bem o papel de cobra venenosa que sempre foi o seu. Passos fica bem no papel de nabo que tardou em perceber o que o esperava. Ainda que Passos possa achar que deve continuar em funções, só um tolinho é que não percebe que já não irá longe. Dito isto, não me lixem: venham eleições.

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Segunda-feira, 17.06.13

CDS travestido de PCP

Lembrando que o valor do SMN em Portugal é «o mais baixo dos países ocidentais da Europa o que, em termos reais, está abaixo do salario mínimo verificado em 1974». A acreditar nisto que leio, a malta do CDS que subscreve a moção que Pires de Lima levará ao congresso do partido, onde muito me espanta encontrar Adolfo Mesquita Nunes entre os subscritores, que use os argumentos que bem entender para defender a subida do salário mínimo nacional, agora, ir buscar 1974 como ano para comparação é que não. Saber um pouco da história económica nacional não lhes ficava mal. Infelizmente, o dr. Soares também anda agora muito esquecido, pois o homem que introduziu igualmente os contratos a termo em Portugal, poderia explicar a este CDS travestido de PCP como o salário mínimo nacional fixado em 1974 era absolutamente absurdo e totalmente desfasado da realidade. Tanto que o dr. Soares, com a ajuda do FMI, no biénio 1977/78 tratou de provocar uma baixa no SMN, em termos reais, superior a 20%.

 

Nota: leiam quem sabe.

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Sexta-feira, 14.06.13

Greve dos professores (4)

A hipocrisia do PSD, do PS e do CDS nesta questão dos professores e da reforma da educação. O PS finge que não esteve em guerra com os professores e o sr. Nogueira há não muito tempo, fazendo exactamente o mesmo que o actual Governo agora faz (felizmente para o PS, no seu tempo, tinha uma "justiça" mais colaborativa). Por outro lado, o PSD e o CDS fazem-se esquecidos do aproveitamento político que fizeram da luta do sr. Nogueira para o combate ao animal feroz. Estes políticos medíocres que não conseguem olhar além dos interesses imediatos são, pura e simplesmente, uma vergonha.

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Quinta-feira, 06.06.13

Derrotar a máquina

Nas próximas autárquicas muito se falará de uma mais que provável penalização dos candidatos do PSD/CDS pela política que o executivo nacional da mesma cor está a praticar. Compreendo e até acho natural que em muitos casos isso aconteça. Menos natural, mas igualmente compreensível, seria que os eleitores na hora de votar recordassem o que o PS fez ao país e aplicassem aos seus candidatos igual penalização à que pretendem aplicar na "direita". Se Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado de José Sócrates, figura menor que merece ser relegada ao esquecimento, já era boa justificação para penalizar o PS no Porto, o aparecimento deste tipo caido de pára-quedas não deixa de ser igualmente um bom avivar de memória, nomeadamente da péssima gestão da autarquia portuense durante os anos em que o PS a liderou. Nem todos os eleitores portugueses nas autárquicas o poderão fazer por falta de alternativas credíveis aos mesmos de sempre, mas quem tem um Rui Moreira no boletim de voto não devia ter muito por onde hesitar. O que quero dizer é isto: não deve ser a razão principal para votar em Rui Moreira, para isso deve contar sobretudo a competência que cada um lhe reconhecerá ou não para gerir o munícipio portuense, mas reconhecida essa competência, que independentemente de algumas divergências lhe reconheço - estou absolutamente convencido que se o objectivo é não desperdiçar a boa herança de Rui Rio, Moreira está, com grande distância, no topo da lista dos candidatos conhecidos -, não é de ignorar este bónus de pôr na segunda mais importante autarquia do país o PSD e o PS a ver navios. O CDS fará a festa, mas todos bem sabemos que é o CDS que se anda a tentar colar a Moreira e não o contrário.

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