Domingo, 28.04.13

Islândia não aguentou Governo de esquerda

«People seem to have a very short memory». A Islândia, um caso de sucesso, o modelo a seguir na recuperação da crise financeira que abalou o mundo. Foi assim que a história desta nos foi vendida nos últimos anos e em parte é verdade. Mas, assim sendo, a que se deve esta derrota estrondosa da Aliança Social Democrata que a tem governado? Pois bem, o problema da história que se conta sobre a Islândia é a parte que fica por contar. Ainda que sem Euro e com moeda própria, também houve austeridade com o patrocínio do FMI. Muita. E os efeitos da crise financeira ainda se fazem sentir. Muito. Não há receitas milagrosas, mas por muito que isso seja explicado ao eleitorado, quando este começa a sofrer na pele os efeitos das políticas que têm de ser seguidas, revolta-se e começa a busca por uma alternativa. E mesmo que a "alternativa" venha daqueles que num passado bem recente foram duramente penalizados pela responsabilidade inegável que tiveram na crise que abalou a ilha, aderem a ela. Depois, existem outros factores em jogo: não só os islandeses não têm Euro, como mantêm-se muito eurocépticos, pelo que procuram refúgio nos velhos partidos de centro-direita que habitualmente os têm governado e que melhor representam aquilo em que acreditam, numa promessa de não casamento entre a Islândia e a UE. Com tudo isto, quem agora regressa ao poder limitou-se a fazer o papel que por cá cabe ao PS: «We've seen what cutbacks have done for our healthcare system and social benefits... now it's time to make new investments, create jobs and start growth». E é preciso aliviar o fardo da dívida que pesa sobre as familías islandesas, acrescentam. Mais havia a dizer, mas mais não digo, até porque o meu conhecimento sobre a situação da Islândia não vai muito além disto. Confesso, contudo, que estou em pulgas para ouvir a opinião do especialista Daniel Oliveira.

Quinta-feira, 25.04.13

Os donos da democracia

1. Discurso do social-democrata Carlos Abreu Amorim marcado pela saída do plenário de vários membros da oposição

2. Deputado do PS João Galamba diz que Cavaco “endoidou”

3. Tão democratas que eles são. O engraçado é que com este tipo de atitude, esta gente consegue fazer passar Carlos Abreu Amorim por um senhor. Julgam-se acima dele, mas, na melhor das hipóteses, estão ao seu nível.

Mr. Brown às 19:03 | link do post | comentar | favorito

Democracia limitada à riqueza que geramos

«o PS não deve afastar-se demasiado do governo porque, o mais tardar em 2015, estará no governo com o PSD». Não sei se é com o PSD, por mim, terminava a frase com «estará no governo». E no governo não poderá fazer muito diferente do que está a ser feito. Esse é o ponto. O PS, que na oposição anda entretido a aproximar-se do BE e do PCP, irrita-se quando lhe recordam isso, mas a realidade é o que é. E agora bem podem vir os tolinhos que dizem que o presidente fez uma crítica frontal à democracia. Infelizmente, a democracia não é sinónimo para máquina de produzir riqueza, aliás, com a nossa presença no Euro, nem máquina de fazer dinheiro é.

Sexta-feira, 05.04.13

Eleições antecipadas

Só existirão eleições antecipadas se o PSD ou o CDS, enfim, Passos ou Portas, assim o decidirem. Bem sei que há muitos "democratas" que não se conformam com isto, mas por mim, ainda que várias vezes critique Cavaco Silva, conforta-me sempre o facto de saber que podia ser bem pior. Podia ser Sampaio, por exemplo.

Mr. Brown às 19:16 | link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 03.04.13

Fantochada

Se há coisa que nunca percebi é o conceito de moção de censura quando aplicado a um Governo que conta com um inegável e sólido apoio de uma maioria absoluta parlamentar. Mas naquela casa (dita casa da democracia) não passam disto: entretidos a jogar os mesmos joguinhos de sempre. Todos, sem excepção.

Mr. Brown às 20:37 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 31.03.13

Desgovernados

Em Itália estão a desenvolver uma nova forma de democracia: governa quem não foi a votos ou tendo ido a votos tenha ficado longe dos mais votados. Se bem que ainda não percebi muito bem qual é o objectivo da máfia política italiana, se continuar a deixar a responsabilidade pelas medidas dificeis que são necessárias tomar para alguém que não esteja associado aos partidos do poder - a ideia inicial -, se não ter pura e simplesmente um Governo legitimado e com isso continuarem a arrastar no tempo a necessidade de tomarem as medidas que se impõem. A situação é deste tipo: de Bruxelas ninguém dá indicações ao nosso Governo porque pura e simplesmente não temos Governo. Acredito que agora seja mais isto. A guerra política deixou de seguir as regras tradicionais, estamos no campo da política de guerrilha.

Mr. Brown às 12:51 | link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 22.03.13

Uma e a mesma coisa

A petição contra Sócrates na RTP já passou das 110 mil assinaturas, coisa nunca vista em tão pouco tempo em nenhuma outra petição em Portugal. A maior que conheço é esta e para atingir as assinaturas que obteve demorou bem mais do que dois dias. Dito isto e outras considerações à parte, permitam-me constatar que tirando um pequeno grupo de gente com muita influência na comunicação social e que de alguma forma está ligada ao círculo dos que são próximos do ex-primeiro-ministro, a grande maioria do povo, à esquerda e à direita, tem anti-corpos fortíssimos contra Sócrates e os socráticos. Sampaio há não muitos dias referiu que a «disfunção entre a classe política e o povo é cada vez maior», aproveito a boleia e pergunto: e entre a comunicação social e o povo? Ou por que carga de água continuam a ter os socráticos tanta visibilidade nos órgãos de comunicação social? Bem, talvez a resposta seja evidente: porque a distinção entre "classe política" e "comunicação social" é cada vez mais ténue.

Domingo, 10.03.13

Diagnóstico: Sim. Solução: Não.

Em primeiro lugar, há que ter presente o diagnóstico, saber como chegámos a uma situação para a qual, em devido tempo, alertei os Portugueses. A principal razão da crise portuguesa reside na acumulação insustentável de desequilíbrios das contas externas – entre 2005 e 2010, o défice anual foi, em geral, superior a 9 por cento do PIB – e no consequente aumento do endividamento do País para com o estrangeiro e do respetivo encargo de juros. O saldo devedor da nossa Posição de Investimento Internacional, que corresponde grosso modo ao grau de endividamento líquido da economia para com o exterior, subiu de 67,4 por cento do PIB, no fim de 2005, para 107,2 por cento, em 2010 [...] Convém recordar que os défices das contas públicas de 2009 e 2010 – respetivamente 10,2 por cento e 9,8 por cento do PIB – violavam as regras de disciplina orçamental a que Portugal se encontra sujeito como membro da União Europeia. A trajetória insustentável da dívida pública (que, na primeira década do século XXI, subiu de 50 para 93,5 por cento do PIB), a que acrescia a dívida do setor empresarial do Estado, suscitava dúvidas crescentes aos mercados quanto à capacidade futura do País para cumprir as suas responsabilidades de pagamento de juros e de reembolso.

Isto é o Presidente a lembrar aos mais distraidos que não foi este Governo que nos meteu no buraco em que estamos. Isto é o Presidente a lembrar aos mais distraidos que tudo isto aconteceu perante a sua extraordinária «magistratura de influência». Qui s'excuse, s'accuse.

 

Balança de Transacções correntes em percentagem do PIB, 1990-2010

(O mito da crise internacional 2)

Mr. Brown às 10:34 | link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 25.02.13

Il Cavaliere

Setinha para cima

Setinha para baixo

 

Quem atira a culpa pela má governação da zona Euro sobretudo para a senhora Merkel não percebe nada de nada. Há eleitorados que não podem, não devem e não merecem ser desresponsabilizados pelas escolhas de treta que fazem. E goste-se ou não dessa triste realidade, os eleitorados dos periféricos do sul são pródigos em escolhas de treta. Pior: insistem nelas. Não há remédio.
Domingo, 16.12.12

Conservadorismo japonês

Em 57 anos, o Partido Liberal Democrata esteve 53 no poder e prepara-se para a ele regressar.

Mr. Brown às 22:56 | link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 07.12.12

Alieno culo piper refrigerium est

 

António Borges queixava-se, em entrevista recente, que o Governo português era olhado com melhores olhos no exterior do que cá dentro e lamentava que assim fosse, atribuindo tal particularidade a um qualquer defeito da nossa sociedade. Tem parcialmente razão, pois erra quando sugere tratar-se de um exclusivo nosso. Vejamos: por contraste para com as críticas que fazem a Passos Coelho, chovem elogios de quase todos os quadrantes políticos nacionais a Mario Monti, mas vejam a recta da confiança dos italianos no seu Governo no gráfico acima que retirei daqui. Uma linha sempre em queda, com perspectiva nada famosa. Aliás, Mario Monti está em risco de ser corrido do poder em breve, o que também não representará mais do que a perda de algo que nunca ganhou em eleições. Por outro lado, o animal político em Itália que já ganhou várias eleições e contínua muito activo chama-se Berlusconi, o que diz muito sobre aquele país e a origem dos seus problemas; tal como os nossos animais políticos dizem muito sobre nós. Mas o que importa reter é isto: não há homens providenciais, recorde-se Hollande, e é preciso explicar ao eleitorado que, como se escreve na The Economist, os problemas que afectam algumas sociedades europeias «irão demorar anos a tratar, não meses». Importa é compreender os problemas e tratar de resolvê-los mesmo. Há quem não esteja para ai voltado.

Mr. Brown às 18:48 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 02.12.12

Democracia vermelha

 

PCP critica alternância de figuras sem mudança de política. Uma crítica justa e coerente: atendendo à democracia interna do PCP, a regra favorita deste é não mudar nem de política, nem de figuras. Quiçá, observando a democracia comunista - qualificação aberta a debate com o deputado Bernardino Soares - da pátria dos unicórnios, para mudança de figuras sem mudança de política, é preferível esperar que as figuras morram:

 

Sexta-feira, 30.11.12

A democracia não se esgota nas eleições

Claro que não: é por isso que, por exemplo, para com o Governo eleito deve ser exercida por parte da sociedade uma pressão permanente para que cumpra aquilo que prometeu em campanha eleitoral. E essa promessa foi, recorde-se, cortar na despesa e não aumentar os impostos, ou seja, seguir uma política de direita relativamente liberal. Contudo, se estes governantes não cumprirem com o que prometeram e desiludirem aqueles que os elegeram, a penalização não se deve restringir apenas às eleições seguintes. Deverá durar para além disso. É assim que deve ser numa democracia madura. Mas vejam como para os socráticos a democracia esgotou-se nas eleições: perderam-nas; saíram do poder; fim dessa história; estão reabilitados e prontos a arrancar para outra. São os Zorrinhos; são os Marques; são os Campos; são os Galambas; são os Silva Pereira; todos prontinhos a regressarem ao poder. Assim, as últimas eleições para os socráticos mais não representaram do que um julgamento com nota de culpa, mas sem punição à altura, rapidamente caído em saco roto. É normal que os agora no poder achem que lhes acontecerá a mesma coisa.

O regime das Bananas Socialistas

Um princípio que subscrevo: se Passos não se demite, e a coligação mantém-se de pedra e cal sem dar mostras de ceder, é gramar com ele até novas eleições. Querem pedir a Passos que se demita? Estejam à vontade. Querem que Passos seja demitido? Vão dar banho ao cão. Isto de fazer da República Portuguesa a República das Bananas Socialistas é que não.

Mr. Brown às 10:45 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 29.11.12

Mandato

E para aumentar impostos à bruta tem? Vão dar banho ao cão que estou farto desta conversa que só visa manter tudo como está. Este Governo tem muito mais legitimidade para cortar despesa do que para aumentar impostos. Se há mandato que resulta das últimas eleições legislativas é esse. Um mandato que está por cumprir.

Mr. Brown às 16:27 | link do post | comentar | favorito

Chicos espertos

70 chicos espertos têm a lata de vir pedir a queda do que 2.159.742 pessoas ergueram. Os «donos» do regime são assim, uns grandes democratas...

 

Nota: erro meu, os subscritores pedem afinal que Passos se demita, quando tinha percebido numa leitura apressada que pediam que Passos fosse demitido. Assim sendo, este post não é para levar a sério. De resto, e até no seguimento do que Rui Albuquerque escreve aqui, incorrendo no mesmo erro de leitura que incorri, não me parece que o que é pedido nesta carta seja diferente disto aqui: Líder parlamentar do CDS pede a Sócrates que se demita (a justificação para o pedido do CDS de então também é muito boa: «O que José Sócrates não é de certeza é a solução», enfatizou, lembrando que é o primeiro ministro que «insiste e persiste» em aumentar impostos, em vez de reduzir a despesa do aparelho do Estado).

Sábado, 10.11.12

Duas visões

O melhor economista com notoriedade da área da direita, nos tempos que correm, a falar sobre o país para além do sound bite: Vítor Bento defende necessidade de «refundar o regime e rever a Constituição». Já agora, do outro lado do espectro político, parece-me que quem pensa melhor o país e o caminho que deve ser trilhado é João Ferreira do Amaral. O problema é que, no entretanto, temos um sistema político bloqueado que não consegue tomar as decisões que nos metam na rota de qualquer um dos caminhos apresentados. E assim não vamos longe.

Segunda-feira, 05.11.12

A orquestra do Titanic

O baixista, que também é contra o aumento de impostos, diz que o PSD e a troika é que têm de cortar na despesa. O violoncelista diz que o PS fez muito bem em recusar qualquer diálogo sobre a refundação do Estado e pede eleições antecipadas. O violinista acha que só se o PS fosse doido é que participaria na redefinição das funções do Estado, talvez para evitar isso já foi avisando que, ao contrário do que pensa o violoncelista, uma ida às urnas complicaria tudo e não resolveria nada. O pianista acha que esta música não é nada e, até por isso, o capitão do navio faz muito bem em estar calado. Entretanto, o navio já bateu no iceberg, afunda e os botes são menos do que os necessários. No meio do caos e da tragédia iminente, convinha não perdermos a noção daquilo que podemos e vale mesmo a pena salvar.

Terça-feira, 16.10.12

Os Montis

Os Montis são óptimos em países que não sabem lidar com a democracia: chegam ao poder sem passar pela campanha eleitoral, ou seja, não ficam com um rol de promessas a pesar nas costas. Por outro lado, o coitadinho do Seguro, ainda nem na campanha eleitoral aventurou-se, e já está cheio de promessas que não conseguiria cumprir. Até o dr. Portas consegue, ao mesmo tempo que está no Governo, deixar "promessas" em cartas que leva-as o vento. Dado isto, é normal que em Portugal alguns suspirem por um qualquer Monti.

Segunda-feira, 15.10.12

Cerco à democracia

 

E depois há os que não percebem as palavras de D. José Policarpo.

 

Nota: um tanto ou quanto relacionado, estes grandes democratas fazem uma leitura nacional das eleições dos Açores, que a há certamente e onde Berta Cabral, bem posicionada inicialmente para vencer as mesmas, foi muito prejudicada pela colagem a Passos Coelho, mas esquecem-se de revelar que, face às eleições de 2008, o PSD subiu de 30,26 para 32,98% dos votos (passaram de 18 para 20 deputados) e o BE desceu de 3,99 para 2,26% com consequente redução do seu grupo parlamentar a metade do anterior (passaram de 2 para 1 deputado). Este último facto, não merece uma leitura nacional?

Sexta-feira, 12.10.12

Óbvio

Povo a governar da rua “é uma corrosão da harmonia democrática”, diz José Policarpo.

Segunda-feira, 08.10.12

«Os políticos não podem ignorar a voz do povo»

Diz este. É o mesmo que nos atirou para o projecto da moeda única sem dar-se ao trabalho de consultar o povo, isto porque este é imprevisível: «Sabemos sempre como começam os processos de referendo, mas nunca sabemos como terminam». Sabemos sempre como começa o processo de ouvir o povo que se manifesta na rua, mas nunca sabemos como termina.

Domingo, 07.10.12

Da governabilidade em democracia

Das coisas que acho inaceitáveis: que este Governo caia às mãos do Presidente da República, contando com um apoio maioritário inequívoco na Assembleia da República. Este Governo a cair tem de ser por decisão própria, de Passos Coelho e/ou Portas, ou dos deputados eleitos. Voltasse um Governo de direita, replicando o que aconteceu ao que lhe antecedeu e num espaço temporal tão curto, a cair por pressão da esquerda e decisão do Presidente da República e eu começaria a ponderar seriamente se vale a pena ser democrata. Não é possível defender a democracia num país que não sabe lidar com ela.

Segunda-feira, 17.09.12

Governo zombie

Acho inaceitável arrastar uma situação podre para umas alminhas continuarem a decidir como deve ser governado o país, mas deixando a responsabilidade noutros. É inadmissível exigir responsabilidades a quem segue um rumo forçado com o qual não concorda. Passos deve ser claro: ou sigo o caminho que escolhi ou vou-me embora. Demonstre que não é alforreca. Governo zombie é que não. Os outros querem decidir como deve ser governado o país, os outros que fiquem com a batata quente. E bardamerda para um possível Governo de salvação nacional, se for esse o caso, venham as eleições. Que seja dada oportunidade ao povo de manifestar-se num processo de escolha de novos governantes, tudo isto para rapidamente desiludir-se com estes. Dêem-me o prazer quase sádico de ver Seguro a governar neste momento, por favor. É a democracia, estúpidos! Esperemos é que no fim deste processo todo não acabemos por descobrir o que é a ditadura.

Domingo, 16.09.12

Ideário do regime

Em democracia, precisamos do FMI na década de 70, na década de 80 e agora. Entre a segunda e a terceira passagem do FMI por cá, não precisamos deste porque o dinheiro da Europa jorrou (e nós queremos que volte a jorrar agora). O dinheiro da Europa jorrou e deu-nos a hipótese de fazer aquilo que a drª Manuela Ferreira Leite disse que só podia ser feito no espaço de tempo de uma geração: mudar a estrutura produtiva do país. Não o fizemos, com enorme responsabilidade da drª Manuela e do grupo que a apoia nisso. Também por isso, não estranho, a avaliar pelas reacções dos últimos dias, que continuemos a não o querer fazer. A maior parte do país quer manter-se fiel às ideias que vigoram desde 1974 e dão corpo ao actual regime. Paulo Portas foi para o Governo a prometer que tudo iria fazer para que nunca mais tivéssemos o FMI em Portugal, não vai ter sucesso.

Mr. Brown às 09:59 | link do post | comentar | favorito

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