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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Negócios da China

«O governo mais chinês da Europa», preocupa-se o camarada Nicolaço, certamente chateado com a campanha de relações públicas levada a cabo pela Fosun que até aponta um dos motivos pelo qual é bom investir em Portugal (e não na Grécia, por exemplo): «Não há radicalismo e instabilidade política em Portugal». Recorde-se, pois essa será uma imagem de marca desta legislatura, que Portugal transformou-se no quarto maior destino do investimento chinês na Europa na última década. E ainda falta o Novo Banco. E isto é mau? Devia ser melhor o tempo do investimento estrangeiro angolano ou venezuelano. Enfim, o que vale é que se temos o governo mais chinês da Europa, a oposição não lhe fica atrás. Sem radicalismo e com estabilidade, venha de lá esse dinheirinho chinês, até para a compra de jogadores de futebol, amém.

Justa causa dos investidores internacionais para se lixarem para o nosso país

Afinal, não se passou nada. Finjamos acreditar, até porque o Governo tenta salvar a face e tal estratégia de comunicação não é especialmente, nem sobretudo, para consumo interno. É que isto de ter andado a anunciar como grande cartão de visita junto de investidores internacionais que tinha sido feita uma grande reforma laboral - amplamente consensual e, portanto, para vigorar durante longos anos - e depois descobrir-se, mais de um ano depois, que parte da reforma fica pelo caminho parece-me coisa chata. Diz que os investidores gostam de segurança e estabilidade. Dito isto, no Wall Street Journal confunde-se reforma laboral com austeridade: uma vez que o mercado de trabalho americano é super flexível, os americanos vivem em austeridade permanente há séculos, é isso?

Querem um desenho?

Quero ir ali convencer um investidor externo a apostar em Portugal invés de apostar num qualquer país da Europa de leste ou, até, numa também intervencionada Irlanda. O que lhe digo? Digam-me, porque confesso não saber muito bem o que lhe hei de dizer. Certamente por ignorância minha e também pelo pouco tempo dedicado a pensar no assunto, escapa-me o factor diferenciador da economia portuguesa que nos permita marcar a diferença para melhor face a outras economias com as quais competimos. Entretanto, como andamos à deriva, neste país que desce aos infernos, como alguns - muito poucos - avisaram que iria descer, mas continuando em alta essa fábrica extraordinária de produção de opinadores que andam com a cabeça nas nuvens, expliquem-me como se fosse muito parvo: as exportações já não são a prioridade e temos de voltar novamente à aposta no consumo interno, é isso? Enfim, não há meio de nos endireitarmos: a consolidação orçamental que teria de ser feita maioritariamente pelo lado da despesa, é feita, pelo contrário, maioritariamente pelo lado da receita - ou seja, é uma consolidação absolutamente frágil -; por outro lado, o crescimento económico que teria de vir necessariamente pelo lado da procura externa, ou seja, das exportações, de produzirmos mais e melhor para vendermos os nossos bens a consumidores não residentes no território nacional, há quem queira promovê-lo, o tal crescimento, por via do aumento do consumo dos portugueses que, para isso, não só teriam de reduzir a sua poupança como muitos teriam mesmo de se endividar ainda mais do que já estão. Se chamo à consolidação orçamental portuguesa assente na receita uma coisa frágil, a um crescimento económico promovido por esta via chamo-lhe suicídio puro e duro. Claro, bem sei, que alguns dirão que se todos os países da Europa estão a deprimir a sua procura interna é muito difícil a um país como Portugal, já de si pouco competitivo, recorrer à procura externa para promover o seu crescimento económico. Mas, então, peço-vos, pensem um bocadinho que seja: se a maior parte dos países europeus muito mais ricos do que nós, com taxas de poupança dos seus cidadãos muito mais elevadas do que a nossa, muito, mas mesmo muito menos endividados, não estão a apostar na sua procura interna, dificultando-nos o caminho da saída da crise por via da procura externa, como evidentemente dificultam, a vossa solução é mesmo partirmos nós, feitos malucos, para uma aposta no crescimento económico por via da procura interna? Restauração, construção, supermercados e coisas assim? E, já agora, financiada por quem? Por aqueles que não financiam igual estratégia nos seus próprios países? Percebem a loucura do que é a discussão pública em Portugal sobre estes assuntos? O irrealismo? Querem um desenho? Já sei, repito-me e esta conversa cansa-vos. Antes a minha conversa que cansa do que as vossas ideias que deram e continuam a dar cabo do país. Mas permitam-me cansar-vos mais um bocadinho, embora prometa que termino já, com uma singela pergunta: ainda não perceberam a relação entre salários, produtividade, desemprego e crescimento, pois não? Ah, nem querem perceber? Claro, estão no vosso direito. Depois, não se queixem.

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