Terça-feira, 11.09.12

Sem memória

Os sem memória esqueceram que a baixa da TSU foi tema central da campanha eleitoral. Era o «game changer» da troika, mas sobretudo do FMI para a economia nacional e o PSD sempre anunciou a ideia como sua. Antes da troika ter cá posto os pés, já o PSD falava do tema e várias vezes foi sugerido que a introdução da mesma no memorando tinha tido influência de Catroga. É verdade que a subida da TSU para os trabalhadores nunca foi discutida como a contrapartida à descida da TSU para as empresas, mas foi o IVA, numa lógica que podia fazer mais sentido que a actual, mas o experimentalismo dos juízes do Tribunal Constitucional entalou o Governo e, num momento de criatividade, levou-o a encontrar outra forma de cumprir com parte daquilo com que se havia comprometido (entenda-se: nada disto é perfeito, mas não há soluções perfeitas perante tamanhos limites à capacidade de acção). Dito isto, a verdade é que muito daquilo que agora apontam como defeito desta medida pode ser dito quer fosse usado para financiá-la a subida da TSU ao trabalhador ou do IVA. Já sobre os empresários que se opõem à medida - que a comunicação social esforça-se por passar por todos os empresários -, convém perceber que uma medida deste género não visa beneficiar todos os empresários: é normal que muitos sintam-se prejudicados por ela e vocalizem o seu descontentamento de forma mais notória. Agora, não só é mais do que legítimo que o Governo tome esta decisão como, em certa medida, ela foi sufragada nas últimas eleições.

Quarta-feira, 04.04.12

Ciclo eleitoral

Subsídios de férias e Natal serão repostos gradualmente a partir de 2015. Promessa para ano de eleições. Há coisas que nunca mudam.

Mr. Brown às 18:44 | link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 23.09.11

Tempo eleitoral

«Optimismo é acreditar que as políticas duras dos próximos anos vão resultar num Portugal melhor em 2020». Mas essa é uma data que - ainda para mais num país que, tal como escreve Nuno Garoupa, votou «massivamente pela irresponsabilidade financeira e pelo endividamento excessivo para pagar consumo de curto prazo» - não serve a um Governo que sonha com a reeleição. Governar a apontar para 2020 quando há eleições legislativas marcadas para 2015 não cabe na cabeça dos governantes nacionais. O discurso optimista que adoptam em relação à segunda metade da legislatura é reflexo disso mesmo.

Mr. Brown às 02:34 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 16.06.11

Voto presencial vs voto por correspondência

Votantes no estrangeiro nas eleições presidenciais de 2011: 12.682

Votantes no estrangeiro nas eleições legislativas de 2011: 33.059

Mr. Brown às 14:25 | link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 15.06.11

O rico trabalho

Lello responsabiliza Cavaco pela situação no Rio de Janeiro. Muito gosta este gajo, e outros que o acompanham, do lamaçal. E pobre país o nosso que tem de os aturar. Como comentou o antigo dirigente socialista Manuel de Melo a propósito de um outro caso, «aqui está o resultado do rico trabalho de Lello, Pisco e Caio Roque». Gente que não devia estar na política, muito menos num partido com a importância do PS.

Terça-feira, 14.06.11

Ai Lello!

PS avalia impuganação dos votos do Brasil na quarta-feira

Segunda-feira, 06.06.11

Bloco do Louçã

O BE teve o seu grupo parlamentar reduzido a metade. Entre as perdas, destaque-se a de José Manuel Pureza, em Coimbra, e a de José Gusmão, em Santarém, dois dos mais activos e melhor preparados deputados do BE na última legislatura. Contudo, Louçã não abandona a liderança do partido. Boa sorte. A continuar assim, não me admiraria se nas próximas eleições o partido ficasse reduzido a um deputado: o próprio do Louçã. Mais não merece e já é muito.

Prognóstico no fim do jogo

Razão teve o PSD quando recusou a coligação pré-eleitoral com o CDS.

Mr. Brown às 13:36 | link do post | comentar | favorito

Novo ciclo

Socráticos, habituem-se: temos um novo primeiro-ministro.

 

Agora, por aqui, para além de malharmos nos suspeitos do costume, aplicaremos igual tratamento ao Coelho sempre que este fizer asneira. Está feito o esboço do que serão os posts deste blogue nos próximos meses. Amanhã é outro dia.

Outro vencedor da noite

Domingo, 05.06.11

Nota de rodapé

Hoje, José Sócrates conseguiu pior resultado para o PS do que o obtido por Santana Lopes para o PSD em 2005. 28,05% contra 28,76%.

Contas finais

Assumindo uma distribuição de 3 para o PSD e 1 para o PS nos deputados eleitos pelos círculos da emigração, os 230 lugares da Assembleia da República ficam distribuidos da seguinte forma:

 

PSD: 108 (+27)

PS: 74 (-23)

CDS: 24 (+3)

PCP: 16 (+1)

BE: 8 (-8)

Mr. Brown às 23:17 | link do post | comentar | favorito

Adeus

 

Este gajo já arranjava um cargo vitalício bem remunerado no exterior para nunca mais termos de ouvir falar dele. Emigre engenheiro, emigre. Vá exibir o seu talento bem longe daqui.

Realismo

Entre a convicção de vitória de Sócrates, a candidatura a primeiro-ministro de Portas e o pedido de maioria absoluta de Pedro Passos Coelho, o mais realista era o último cenário.

Mr. Brown às 20:51 | link do post | comentar | favorito

A desilusão centrista

O PSD não terá maioria absoluta, mas valerá o quádruplo do CDS/PP. Paulo Portas não contava ir para o próximo Governo com base numa relação de forças tão desfavorável.

Mr. Brown às 20:45 | link do post | comentar | favorito

Resumo breve da noite

«O povo falou e falou bem claro». O champanhe já foi aberto. PS e BE derrotados em todas a linha. O PCP igual a si próprio. O CDS aquém das expectativas. O PSD ganha folgadamente. Já nos livramos de José Sócrates. Adeus e que não volte mais. Que Passos Coelho faça melhor. Muito melhor.

Mr. Brown às 20:26 | link do post | comentar | favorito

Confiemos

«Agora como sempre, confio nos Portugueses e no seu julgamento»

Mr. Brown às 18:38 | link do post | comentar | favorito

Sol e calor

Feito.

Mr. Brown às 12:12 | link do post | comentar | favorito
Sábado, 04.06.11

As mais importantes

Álvaro Santos Pereira escreve aqui que «há cada vez menos dúvidas que as eleições de 5 de Junho são as mais importantes desde o início da nossa jovem democracia». Não concordo. Mais importantes foram as de 2009 e saiu-nos cara a escolha de então. Estas apenas permitem corrigir um erro, mas parte do mal já está feito. E já só falta 1 dia para nos livrarmos de José Sócrates.

O silêncio

Sou dos que acabaria com este dia da treta a que se convencionou chamar dia de reflexão, mas que há algo de agradável neste silêncio antes do grande dia, lá isso há.

Sexta-feira, 03.06.11

A tempestade

Dia de eleições com aguaceiros e trovoadas. Um dia cinzento para marcar o fim de uma governação cinzenta. E já só faltam 2 dias para nos livrarmos de José Sócrates. Contudo, o legado sombrio deste governo socrático demorará anos a tratar.

Intenção de voto e grau de escolaridade

 

Na última sondagem da Católica.

Ler: Não tem perdão, do João Gonçalves.

Mr. Brown às 17:29 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 02.06.11

Rádio Renascença e José Sócrates

Recordamos ainda que, em seis anos de governação, nunca o actual primeiro-ministro encontrou tempo para esclarecer os nossos ouvintes. Para não «[des]agradar ao auditório da Rádio Renascença», nada melhor do que nunca enfrentá-lo. É uma forma de fazer política que terá a resposta que merece dia 5 de Junho. Já só faltam 3 dias para nos livrarmos de José Sócrates.

Barões e baronetes

 

José Sócrates está muito incomodado com os discursos dos «barões do PSD». Como o compreendo: nas suas conversas com o Luís, deve lamentar todos os dias o silêncio do barão-mor do seu partido, Mário Soares, em relação ao PSD e a Pedro Passos Coelho. Além de que estar limitado nos apoiantes à ministra do desemprego; ao homem do fim da crise; e ao gajo do aparelho; no antepenúltimo comício de uma campanha que não corre pelo melhor, não deve ser coisa agradável.

Quarta-feira, 01.06.11

Notas soltas

1. Que tenha dado conta, o Jornal de Negócios foi o primeiro a noticiar tal coisa durante o dia de hoje: Governo comprometeu-se com "corte substancial" na TSU. Façamos de conta que isto é notícia nova e não um facto conhecido há semanas. Se para o PSD têm criado notícias à conta de factos inventados, para o PS usam agora a técnica de criar notícia à custa de dados antigos apresentados como novos. Pobre jornalismo o nosso. A propósito disto, num dos episódios do Expresso da Meia Noite, assisti a uma opinião muito interessante de Martim Silva: o jornalista criticava o PSD por este ter demorado uma semana a demonstrar que o PS tinha-se comprometido com a «troika» a uma redução substancial da TSU. Pelos vistos não percebia que a crítica podia e devia ser dirigida a ele próprio e aos seus colegas: como é que os jornalistas alimentaram aquele pingue-pongue durante uma semana? Não leram o acordo da «troika»? O jornalista tem a obrigação de informar e estar informado, mas o conceito de informação para alguns dos nossos jornalistas parece passar única e exclusivamente pelo que os partidos dizem.

2. Outro pequeno exemplo de mau jornalismo, ainda no Jornal de Negócios: PSD sobe para 38,5% na sondagem da Marktest. Isto é o título, e no corpo da notícia: O PSD perde apenas 1,2 pontos percentuais face ao Barómetro de 11 de Maio. Com sorte pode ser que dêem pelo erro.

3. Sócrates diz que partidos da oposição vão ter surpresa no domingo. Coitado. O único surpreendido deverá ser ele, pela dimensão da derrota que o aguarda. Certo é que já só faltam 4 dias para nos livrarmos de José Sócrates.

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