Sem memória
Os sem memória esqueceram que a baixa da TSU foi tema central da campanha eleitoral. Era o «game changer» da troika, mas sobretudo do FMI para a economia nacional e o PSD sempre anunciou a ideia como sua. Antes da troika ter cá posto os pés, já o PSD falava do tema e várias vezes foi sugerido que a introdução da mesma no memorando tinha tido influência de Catroga. É verdade que a subida da TSU para os trabalhadores nunca foi discutida como a contrapartida à descida da TSU para as empresas, mas foi o IVA, numa lógica que podia fazer mais sentido que a actual, mas o experimentalismo dos juízes do Tribunal Constitucional entalou o Governo e, num momento de criatividade, levou-o a encontrar outra forma de cumprir com parte daquilo com que se havia comprometido (entenda-se: nada disto é perfeito, mas não há soluções perfeitas perante tamanhos limites à capacidade de acção). Dito isto, a verdade é que muito daquilo que agora apontam como defeito desta medida pode ser dito quer fosse usado para financiá-la a subida da TSU ao trabalhador ou do IVA. Já sobre os empresários que se opõem à medida - que a comunicação social esforça-se por passar por todos os empresários -, convém perceber que uma medida deste género não visa beneficiar todos os empresários: é normal que muitos sintam-se prejudicados por ela e vocalizem o seu descontentamento de forma mais notória. Agora, não só é mais do que legítimo que o Governo tome esta decisão como, em certa medida, ela foi sufragada nas últimas eleições.






