Domingo, 18.03.12

O comentador que é parte interessada

 

Marcelo, na TVI, a comentar as presidenciais é delicioso. Primeiro, António Costa lançou um livro para lançar a candidatura a Lisboa. Depois, António Costa está lançado para ser candidato a líder do PS e a primeiro-ministro. Por fim lá refere que António Costa poderá estar igualmente interessado em ser candidato a Presidente da República. E continua Marcelo: nas legislativas, com data marcada para 2015, o PS já terá de ter um candidato presidencial definido, que ora pode ser Guterres, ora pode ser, é obrigado a reconhecer embora (digo eu) não o deseje, Costa. E à direita? Fala ao de leve em Santana, que (digo eu) não é grande ameaça, e depois não diz porque não pode dizer que a escolha à direita será entre ele, Marcelo, e Durão Barroso, que não tem direito a uma única referência. Mas o PSD lá terá também de saber fazer a sua escolha que está mais do que visto que na opinião de Marcelo só pode passar por ele.

Mr. Brown às 21:37 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sábado, 17.03.12

Shine

 

Am I mad enough, professor? Am I?

Mr. Brown às 11:00 | link do post | comentar
Segunda-feira, 12.03.12

Nomes

Foi uma pena não terem colocado o nome de José Sócrates no lote dos presidenciáveis à esquerda. Do lote escolhido pela Aximage, Leonor Beleza seria de muito longe a melhor candidata à direita, mas infelizmente tenho como certo que é carta fora do baralho.

Mr. Brown às 00:45 | link do post | comentar
Terça-feira, 06.03.12

Campanha

[foto retirada do mural do facebook de Francisco Louçã]

 

Será caça ao voto das «tias de cascais»? Recorde-se isto: «57% dos eleitores do BE (Aximage) ou 45% dos eleitores Louçã na 1ª volta (Católica) tencionam votar Cavaco numa 2ª volta».

Mr. Brown às 15:31 | link do post | comentar
Quinta-feira, 16.06.11

Voto presencial vs voto por correspondência

Votantes no estrangeiro nas eleições presidenciais de 2011: 12.682

Votantes no estrangeiro nas eleições legislativas de 2011: 33.059

Mr. Brown às 14:25 | link do post | comentar
Domingo, 01.05.11

Campanhas

1. Alegre “chocado” com exclusão de Teixeira dos Santos

2. E deixa Teixeira dos Santos discursar num comício seu? (risos) Acho que ele é suficientemente inteligente e boa pessoa para compreender que não seria um bom serviço que prestaria à minha candidatura.

Mr. Brown às 23:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 09.03.11

Compare and contrast

 

O Público ainda não engoliu na totalidade a derrota nas presidenciais. Abandonaram as histórias sobre as casas de Cavaco - que de muita relevância parece que passaram a relevância nenhuma -, mas continuam a insistir em fazer do homem um qualquer Sócrates.

Mr. Brown às 14:53 | link do post | comentar | ver comentários (13)
Domingo, 30.01.11

De modo que é assim

Não fazer da derrota de Manuel Alegre uma derrota do PS e do governo, aceita-se. Já fazer da vitória de Cavaco Silva uma vitória do governo socialista é tirar um coelho da cartola que nem a Houdini lembraria. E não lembraria porque o coelho, de gordo, não caberia na cartola. Sendo-nos apresentado como um truque de mágica, mais não estamos do que a ser presenteados com uma palhaçada.

Mr. Brown às 21:12 | link do post | comentar
Sexta-feira, 28.01.11

Jornalismo infeliz

O Público explica: Cavaco teve um “discurso infeliz” e um mau discurso “pode até matar”

Mr. Brown às 01:47 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 26.01.11

Subvenção pública para campanhas eleitorais

A propósito deste post, algumas notas:

1. José Manuel Coelho e Defensor Moura, por não terem atingido os 5%, não recebem subvenção alguma. Mas se tivessem ultrapassado essa percentagem também não ficavam ricos, como vi alguns jornalistas referirem a propósito de José Manuel Coelho. O dinheiro das subvenções só é atribuído para gastos com a campanha.

2. Ou seja, ninguém recebe a subvenção para pôr o dinheiro a render na conta bancária pessoal.

3. Por exemplo, Cavaco Silva e Fernando Nobre, como terão despesas inferiores ao que teriam direito a receber de subvenção, não irão ficar com a totalidade a que tinham direito e terão de devolver a diferença.

4. Há aqui espaço para discussão? Há, é possível defender que nenhuma campanha mereça ser financiada pelo Estado. Mas isso também constituirá um incentivo à trafulhice e aos cheques passados por baixo da mesa.

5. E noto que, sem perspectiva de financiamento estatal, candidaturas como a de Fernando Nobre e Manuel Alegre (em 2006) seriam as mais prejudicadas.

Mr. Brown às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Presidenciais 2016

 

Francisco Teixeira resume o que se perspectiva a cinco anos de distância. Acrescento que tenho sérias dificuldades em compreender a quantidade de pessoas que torce e considera viáveis as candidaturas de António Guterres e de Durão Barroso. É da Presidência da República que falamos e os dois senhores mencionados largaram o cargo de Primeiro-Ministro quando o país atravessava sérias dificuldades e foram-se refugiar no estrangeiro. Elegê-los para o cargo mais alto da nação seria demonstração do pouco respeito que temos pela Pátria. Já António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, não tenho dúvidas, seriam óptimos candidatos.

 

Adenda: Francisco Teixeira refere António Vitorino e não Guterres, como erradamente assumi quando escrevi o post. Não o julgo um bom candidato, que continue entretido nos seus afazeres de advogado por muitos e longos anos que é onde está melhor.

Mr. Brown às 14:42 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 25.01.11

O homem dos 14,31% em 2006

Faz-se ouvir e explica o longo silêncio a que se remeteu durante toda a campanha presidencial, segundo o próprio - deixem-me rir - era assim que melhor defendia o partido de que foi fundador. Contudo, é preciso recordar ao senador que escreve sob o título o tempo e a memória, que o mau candidato Alegre conseguiu 19,75% dos votos. Não é brilhante, mas ainda assim foi superior aos 14,31% do último candidato presidencial apoiado pelo PS.

Mr. Brown às 14:02 | link do post | comentar
Segunda-feira, 24.01.11

Da desinformação

Há dez anos, na reeleição de Jorge Sampaio, a abstenção teve níveis semelhantes mas os cadernos eleitorais de então detinham um erro de perto de 8% em relação aos votantes reais - ao contrário de ontem, onde a votação dispunha de cadernos eleitorais "limpos", com um desacerto que não deveria ultrapassar o nível de 1,5%.

Escreve Carlos Abreu Amorim, é a campanha da desinformação que já ontem tinha sido levada a cabo por Pedro Adão Silva e Luís Delgado na SIC Noticias. Nunca é demais referir: em 2001, estavam inscritos 8.950.905 eleitores. Em 2011 o número de inscritos, após a "limpeza" dos cadernos eleitorais a que CAA faz referência, disparou para 9.629.630. São só 678.725 eleitores a mais. Portugal deve ser dos países no mundo com maior crescimento populacional. Ou isso, ou desde 2008 terão sido acrescentados cerca de 600 mil eleitores por via do recenseamento automático e a "limpeza" dos cadernos eleitorais deixou muito a desejar.

Mr. Brown às 16:04 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Magnanimidade

Alguns jornalistas, comentaristas e políticos ficaram muito escandalizados com o discurso de vitória de Cavaco Silva e criticaram a falta de magnanimidade do actual Presidente. Falam de um discurso indigno e de um azedume que não é bem vindo. Tenho de soltar a gargalhada, ou não foram esses mesmos jornalistas, comentaristas e políticos que alimentaram uma campanha suja, vergonhosa e indigna contra o actual Presidente da República? Não foram esses mesmos jornalistas, comentaristas e políticos os que ontem não escondiam a azia pela vitória de Cavaco Silva? Não são os mesmos que logo após o conhecimento dos resultados desataram a desvalorizar a vitória do actual Presidente? Eles que metam a magnanimidade num sitio que eu cá sei...

Mr. Brown às 13:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Eleições presidenciais (6)

1. José Sócrates desresponsabilizou o PS pela derrota de Manuel Alegre e o poeta, no seu discurso, deu-lhe razão. Em parte tenho de concordar com Sócrates: foi Manuel Alegre quem forçou, com o apoio da ala esquerda do partido, o apoio do PS à sua candidatura. Foi Alegre que não soube lidar com a imediata colagem do BE à sua candidatura. Foi Alegre que não entendeu a votação que obteve em 2006. Foi Alegre quem iludiu-se, até ao último momento, que poderia atrair o eleitorado centrista (muito dele socialista) para a sua candidatura.

2. Contudo, o PS (e o governo) envolveu-se na campanha de Alegre mais do que seria expectável e não pode desresponsabilizar-se totalmente dos resultados obtidos pelo candidato apoiado pelo partido. As intervenções do ministro Santos Silva são exemplo disso, a notícia do Expresso de que a campanha suja do BPN foi incentivada por membros do governo também não passou em claro. E muito haveria a dizer da candidatura, sem objectivo claro aparente, do deputado socialista de Viana do Castelo. Cavaco Silva saberá tirar ilações da forma como decorreu esta campanha - aliás, se há coisa que não se cansou de mencionar nos discursos de vitória, para desilusão dos muitos comentaristas, foi a campanha suja que montaram contra o próprio.

Mr. Brown às 00:33 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 23.01.11

Eleições presidenciais (5)

1. O grande vencedor da noite é, como não podia deixar de ser, Aníbal Cavaco Silva. Queria ganhar à primeira volta e ganhou. Contudo, com base nas expectativas, é certo que não foi uma vitória estrondosa. Mas 52,94% dos votos é, recordo, maior do que os 50,64% que obteve em 2006.

1.1. Cavaco ganhou em todos os distritos, conseguindo superar o candidato apoiado pelo PCP em Beja, coisa que não aconteceu em 2006.

1.2. Mesmo com a oposição explicita de Carlos César, o actual presidente obteve 56% dos votos nos Açores. Fica o registo.

1.3. Na votação por distrito, Cavaco seria obrigado a segunda volta pela votação na Madeira (44%); Beja (33%); Setúbal (36%); Évora (37%); Lisboa (48%); e Portalegre (44%).

1.4. Os melhores distritos para Cavaco Silva: Bragança e Vila Real, em ambos acima de 65%.

2. O grande perdedor da noite é Manuel Alegre. Os 19,75% obtidos agora contrastam com os 20,7% obtidos há cinco anos quando não contava com o apoio do PS e do BE.

2.1. Manuel Alegre ficou em segundo lugar em todos os distritos, excepto na Madeira e em Beja. O melhor resultado obteve-o no distrito de Portalegre, com 26,42% dos votos.

3. Fernando Nobre só por distracção é que se pode considerar o grande vencedor da noite. Andou a pregar que ia à segunda volta, não foi, e logo de seguida diz-se o grande vencedor da noite? Aprendeu depressa com os políticos. Sim, acho-o também um dos vitoriosos da noite, mas não foi o grande vencedor, afinal, a corrida presidencial acabou e Nobre não será o Presidente.

3.1. Os melhores resultados da candidatura de Fernando Nobre foram obtidas nos distritos de Setúbal e Lisboa, acima dos 16%. Contudo foi no distrito de Leiria que esteve mais próximo de ter ficando com o segundo lugar. Ficou a míseros 0,12 pontos de Manuel Alegre.

4. Francisco Lopes alcançou 7,15% dos votos, abaixo dos 8,59% que Jerónimo de Sousa havia obtido em 2006. Não foi óptimo, mas foi q.b. para cumprir os mínimos exigidos pelo PCP.

4.1. Há muito que distrito de Beja é onde o PCP tem mais força, por isso não é de estranhar que Francisco Lopes tenha obtido ai o seu melhor score, 26,44% dos votos, ficando em segundo à frente de Alegre. Contudo, não fez proeza igual à de Jerónimo de Sousa que havia derrotado Cavaco em 2006.

5. José Manuel Coelho, o candidato anti-sistema, obteve uns surpreendentes 4,5%. Mas ainda mais relevantes são os 39,01% dos votos obtidos na Madeira, tendo inclusive, penso ser possível afirmá-lo, retirado a maioria absoluta a Cavaco Silva na região. Um caso a seguir com atenção nos próximos tempos.

6. O candidato de Viana do Castelo, deputado socialista, quedou-se pelos 1,57% e esteve ao seu nível, o da cretinice, quando recusou felicitar o vencedor das eleições. Teve o seu melhor resultado, como não podia deixar de ser, no distrito de Viana do Castelo, onde atingiu os 10,65%.

7. Participaram na eleição 4.489.904 eleitores, tendo a abstenção atingido os 53,4% (reparem, participaram mais pessoas que em 2001, parte deve-se, naturalmente, ao crescimento populacional, mas a diferença do nível de abstenção em mais de 3% também terá alguma explicação nas alterações à forma como o recenseamento passou a ser efectuado).

7.1. Muito preocupante, talvez mais preocupante que a abstenção, é notar que 277.702 dos votantes optaram pelo voto em branco/nulo. Para a maioria destes, garantidamente, estas eleições não apresentaram nenhum candidato credível que fosse merecedor do seu voto. Representam 6,19% dos que foram votar (número que de elevado é novidade para mim) e, portanto, eram mais do que suficientes para obrigar Cavaco Silva a uma segunda volta.

Mr. Brown às 23:25 | link do post | comentar

Eleições presidenciais (4)

 

1. Cavaco Silva ganha; contra toda a esquerda em peso; contra uma certa direita; contra muitos dos comentaristas de serviço; contra campanhas sujas; ganha.

2. Manuel Alegre perde. Ainda nem sabe se conseguirá maior percentagem do que a que teve em 2006, quando não tinha o apoio de qualquer partido. O apoio do PS e do BE de pouco lhe serviu.

3. Ainda hoje conto fazer uma análise mais detalhada aos resultados eleitorais.

Mr. Brown às 20:01 | link do post | comentar

Eleições presidenciais (3)

1. Para reavivar a memória: Jorge Sampaio, em 2001, foi reeleito com 55,55% dos votos (2.401.015), numas eleições cuja abstenção foi de 50,29% (fonte). Mas mais do que a percentagem da abstenção em 2001, será relevante saber que nessas eleições votaram 4.449.800 eleitores.

2. De acordo com a Eurosondagem, a abstenção nestas eleições presidenciais poderá ser entre os 47 e os 51,2%.

Mr. Brown às 19:07 | link do post | comentar

Eleições presidenciais (2)

1. A afluência às urnas nas presidenciais 2006, às 16:00 horas, era de 45,56%. Este ano ficou-se pelos 35,16%. Apesar da diferença ainda ser notável, numa análise simplista com recurso à regra dos três simples, temos uma previsão de 47,48% de participação dos eleitores inscritos, ou seja, houve uma melhoria face à situação que se verificava ao meio dia. A este ritmo, talvez venhamos a ter uma abstenção inferior a 50%.

2. Em 2006, estavam inscritos 9.085.339 eleitores. Para estas eleições, passados cinco anos, estão inscritos 9.656.474. A diferença em 600 mil eleitores explica-se pela automatização do RE feita em 2008, no âmbito da criação do Cartão de Cidadão (fonte). Para levar em conta na abordagem ao valor da abstenção.

3. Pois: problemas técnicos vão aumentar abstenção. E a responsabilidade, vai morrer solteira?

Mr. Brown às 17:01 | link do post | comentar

Eleições presidenciais (1)

1. Cartão do Cidadão provoca filas na votação para a Presidência. Numa campanha recheada de factores que desincentivam o voto, não era preciso mais um.

2. Participação 6% mais baixa do que em 2006. Em 2006, às 12:00 horas, haviam votado 19,32% dos eleitores, este ano, à mesma hora, votaram 13,39%. Nas eleições presidenciais de 2006 acabaram por votar 61,53% dos eleitores inscritos. Se, em 2011, verificar-se igual padrão, votariam nestas eleições 42,64% dos eleitores. Espero que um maior número de pessoas tenha optado por ir votar durante o período da tarde.

Mr. Brown às 16:03 | link do post | comentar

Feito

 

Agora é aguardar pelo fecho das urnas e pela divulgação dos resultados.

Mr. Brown às 12:14 | link do post | comentar
Sexta-feira, 21.01.11

Dia de reflexão

 

Cavaco Silva não é o menos mau dos candidatos. Cavaco Silva é o melhor dos candidatos. Não é perfeito, mas quem anda à procura da perfeição num político para dar-lhe o voto nem tão cedo irá votar em quem quer que seja. Claro que é possível pensar que existiriam melhores candidatos do que Cavaco Silva. Talvez, mas só conta quem vai a jogo, só contam os que se apresentam a eleições, não os que podiam ter ido. E de todos os que estão em jogo, reafirmo quantas vezes for preciso, Cavaco Silva é o melhor. É muito melhor que todos os outros. Indiscutivelmente melhor do que Manuel Alegre. E no domingo irei votar no único candidato que mostrou estar preparado para ocupar o cargo de Presidente da República. Não são tempos fáceis os que vivemos, também por isso não são tempos para andarmos a brincar aos políticos e à política (por exemplo, com a ideia do cartão amarelo a Cavaco Silva na primeira volta). E se há um melhor que todos os outros, é despachar isto o mais cedo possível. Está feita a reflexão, amanhã é dia de ir passear o cão.

Mr. Brown às 23:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Cavaco Silva, as rádios e o "voto católico"

Não deu uma entrevista à rádio paga por todos nós, mas deu uma entrevista à rádio da Igreja Católica.

Mr. Brown às 18:29 | link do post | comentar

O jornalismo e as presidenciais

Os jornalistas do Público, da Visão e da TSF 'trabalharam' para a campanha de Manuel Alegre. Os jornalistas do Sol 'trabalharam' para a campanha de Cavaco Silva. Foi mais ou menos isto, certo?

Mr. Brown às 18:11 | link do post | comentar

Sondagem Católica/DN/JN e mais algumas notas

(Sondagem dá vitória a Cavaco Silva na primeira volta)

 

1. Ponto prévio: carreguem no botão com a seta para obterem outros dados interessantes da sondagem.

2. Cavaco Silva reúne maior apoio entre aqueles que não completaram o ensino secundário do que  entre quem completou o ensino universitário. A diferença entre um e outro grupo chega aos 5%.

3. É Fernando Nobre o candidato que apresenta a maior discrepância entre um e outro grupo. Entre quem não completou o ensino secundário consegue míseros 5%, enquanto no sector dos licenciados alcança os 12%. Naturalmente, isto denota um dos defeitos da candidatura de Fernando Nobre, apesar de ser pessoa bem conhecida entre as classes mais cultas e com maior formação, o presidente da AMI não seria uma figura tão conhecida entre o eleitorado menos instruído do país. Os jornalistas também não ajudaram a que passasse a ser muito mais conhecido.

4. Outro ponto que me chamou a atenção: quem completou o ensino superior prefere ir votar, ainda que em branco/nulo, enquanto quem não completou o ensino secundário tende a preferir a abstenção ao voto em branco/nulo.

5. Manuel Alegre, surpreendentemente (ou então efeito do apoio do BE), parece ter nos jovens entre 18-24 anos um dos grupos onde alcança melhores resultados. Por outro lado, Cavaco Silva é nos com mais de 65 anos que tem o seu melhor score (embora dos 35 anos para cima a coisa esteja relativamente equilibrada).

6. Francisco Lopes, como todo o bom comunista, tem nos últimos dois escalões (basicamente, dos 55 anos para cima) os melhores resultados.

7. A resposta "Não sabe" é dada sobretudo por quem tem menos de 34 anos. Não estamos perante qualquer novidade.

Mr. Brown às 13:49 | link do post | comentar

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