
Penso que isto ainda será atenuado, até porque a notícia refere-se a estimativas preliminares, mas recordo que Vítor Santos, presidente da ERSE, já havia deixado um alerta no inicio deste ano para que se fizesse alguma coisa (e entretanto, no acordo com a troika, ficou definido o fim das tarifas reguladas, o que fará com que o preço final da electricidade passe a reflectir as condições do mercado). Mas tomem nota que este estado de coisas não é culpa do regulador, mas sim da política energética do engenheiro Pinto de Sousa. É que sendo verdade que o engenheiro quando chegou ao poder herdou parte do problema, não é menos verdade que invés de resolver o problema, num acto de magistral incompetência, agravou-o (só a aposta nas energias renováveis foi o delírio total e não esqueçamos a história que levou à demissão de Jorge Vasconcelos da presidência da ERSE). Agora, como em muitas outras áreas, resta-nos reverter tão cedo quanto possível o caminho seguido nos últimos seis anos. Por fim, diga-se que esta é uma boa altura para reler o manifesto por uma nova política energética em Portugal, publicado há cerca de ano e meio.