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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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«bom princípio geral de uma sociedade que quer ser uma comunidade – comum unidade –, com espírito de entreajuda e solidariedade»

Se era tão fácil ao Governador do Banco de Portugal tirar a idoneidade a Ricardo Salgado com base na prenda de 14 milhões que este recebeu do construtor civil José Guilherme, como é que fica a idoneidade do homem que foi primeiro-ministro deste país e que tinha uma relação absolutamente privilegiada com o construtor civil Santos Silva? Era tudo amizade. E depois ainda há quem goze com os pareceres dos professores doutores de Coimbra, meu Deus!

O irmão metralha

Quando o caso BES já estava bem quente e Salgado praticamente queimado, Mário Soares alegou que «nós fizemos tudo e estamos a fazer tudo para arrasar o nosso próprio país e isso é inaceitável, de maneira nenhuma aceitável», acrescentando que teve «sempre o culto da amizade. E [teve] sempre o culto da amizade por muita gente.». Na altura, suspeitei que o ex-presidente tinha, entre outras coisas, Ricardo Salgado - e o que sucedia ao BES - na cabeça. Julgo que não me equivoquei. Até porque agora, em declarações à RTP, disse ainda que «Quando ele [Ricardo Salgado] falar, e vai falar, as coisas vão ficar de outra maneira. Ao princípio era tudo banditismo, mas agora os portugueses já perceberam que não é assim». Proença de Carvalho tem aqui um belo adjunto e se o branqueamento das actividades fraudulentas do amigo Salgado, ainda que a imprensa internacional tenha dado grande destaque ao caso (exibindo-o como um irmão metralha), é para levar em frente no âmbito nacional, o amigo Soares dá um bom tiro de partida. Acrescente-se que na mesma reportagem exibida hoje na estação pública, Mário Soares contou com brevidade a história de como o BES, aquando da privatização, regressou à família Espírito Santo por sua intervenção directa: em conversa onde Soares solicitava a Salgado para assumir o controlo do banco, este respondeu-lhe que não tinha dinheiro para concretizar tal operação, mas super Mário logo o tranquilizou, dizendo que dinheiro não era um problema. Bastou um telefonema a François Mitterrand, o Crédit Agricole foi metido ao barulho e, voilá, fez-se luz. E o dinheiro nunca mais foi um problema. Até agora. Quando tantos falam na promiscuidade entre poder político e económico como algo de muito negativo, achei esta uma bela história. É, aliás, exemplar de um certo modus operandis enraizado na sociedade portuguesa. Assim geraram-se os grupos de amigos influentes que deviam favores uns aos outros e garantia-se a preservação do status quo [Cavaco - Dias Loureiro - Oliveira e Costa: a mesma história precisamente]. Nunca houve um só «dono disto tudo», existem é os que se julgam e, em parte, têm sido «donos disto tudo». É um grupo, não é uma individualidade. E Soares faz parte desse grupo. De resto, bem diz Seguro que quem apoia Costa tem mais queda para a promiscuidade.

Not my fault

Se vale para a desresponsabilização do "pequeno" accionista, porque não pode valer igualmente para ele: segundo conta-nos o Expresso, a ideia de que «a intervenção do Banco de Portugal agravou o problema no BES» poderá fazer parte do argumentário de defesa de Ricardo Salgado. Não tarda estará também a exigir uma indemnização ao Estado. Entretanto, esta história, onde o ex-presidente do BES esteve directamente envolvido, é exemplificadora do poder que Salgado, pelo conhecimento de que dispõe, continua a ter na vida política e empresarial portuguesa.

Novo Banco

 

1. Carlos Costa muito nervoso durante a comunicação, quiçá por saber que lhe é de todo impossível não sair chamuscado com tudo o que ocorreu nos últimos tempos.

2. Num país normal e perante tudo o que Governador do Banco de Portugal disse sobre a gestão anterior do BES, quanto tempo poderia/deveria ficar Ricardo Salgado fora da cadeia?

3. O óptimo seria que a regulação ainda tivesse actuado mais atempadamente e com maior eficácia, mas perante o problema do BES tal como está actualmente, em teoria, a solução encontrada, que segue as novas directivas comunitárias - por exemplo, na penalização forte e feia dos accionistas -, não me parece má de todo, embora continue com dúvidas no que toca ao risco e grau de exposição do contribuinte ao caso se a coisa vier a correr mal (nomeadamente por dúvidas quanto à responsabilidade assumida por todo o sistema bancário no âmbito do fundo de resolução e como se processará o reembolso abordado no penúltimo parágrafo desta notícia). Contudo, uma hecatombe tipo BPN parece que foi, definitivamente, evitada.

4. Quaisquer dúvidas que tenha sobre o tema não conseguiram ser elucidadas pelo especialista Pedro Adão e Silva que a SIC Notícias colocou a comentar o caso. Os socráticos no twitter gozam muito, algumas vezes não sem razão, diga-se, com os comentários de José Gomes Ferreira; mas ainda não percebi o motivo pelo qual não acham igual ou até mais graça aos comentários de Pedro Adão e Silva. Por falar nisto, permitam-me acrescentar que, infelizmente, durante o dia de hoje não tive oportunidade de ouvir Constança Cunha e Sá sobre o tema, mas tenho a certeza que também terá opinião muito informada sobre o mesmo.

5. Uma dúvida que só o tempo esclarecerá é como reagirão os actuais depositantes e clientes do BES, agora Novo Banco, ao que foi anunciado? Uma reacção positiva é fundamental para a preservação do valor da nova instituição. E, também por isso, aguardo que o processo de colocação do mesmo em mercado para venda e entrada de novos accionistas não demore muito.

6. Para terminar, até posso compreender alguns accionistas, mas entre estes e os contribuintes a minha preferência vai sempre para a defesa dos últimos. Nesse sentido, não tenho pachorra para o choro dos primeiros com o que lhes acontece. É verdade que quem subscreveu o último aumento de capital pode ter algumas razões de queixa, mas, vamos lá, também não foi como se não tivesse existido aviso de que os riscos seriam acrescidos.

Ex-poderoso

 

Este homem já não tem amigos influente, nem saberá nada sobre ninguém que possa prejudicar alguém. Não há quem lhe deva favores. Este homem é um ex-poderoso. Que, por ser ex-poderoso, foi detido de forma cruel pela justiça. Justiça que tem de dar explicações sobre a detenção do homem. Antes essas explicações que outras sobre o motivo pelo qual o rácio de poderosos neste país condenados em tribunal é tão pequeno. São santos os nossos poderosos. Ah, já vos disse que este homem é um ex-poderoso e que há muita gente preocupada com a forma como decorreu a sua detenção? Se fosse poderoso, não tinha essa sorte. Felizmente, entre os nossos opinadores há esta inclinação saudável para a defesa dos pequeninos.

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