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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Resta-nos Bruxelas para pôr cobro à loucura depressa

O défice do próximo ano vai derrapar e em força. Depois, quando a conta para pagar aparecer, com inevitável aperto do cinto no futuro, não se queixem do governo de direita que estiver no poder nessa altura. É a nossa história dos últimos vinte anos: um governo de esquerda descontrola as contas públicas, um de direita vem para pôr o travão ao descontrolo. Vai voltar a ser assim, porque temos a esquerda mais irresponsável de toda a União Europeia. Desta vez, talvez tenhamos mais sorte, porque com as contas públicas a não sairem do procedimento por défice excessivo, a UE não pode tapar os olhos e as exigências que nos serão feitas para cumprir o Tratado Orçamental irão dar cabo do governo de esquerda, levando-nos mais depressa para novas eleições.

A radicalização e desunião da Europa?

Na Polónia, ganhará por larga margem o partido eurocéptico (já esteve no poder, mas alcançará agora o melhor resultado da sua história e pode mesmo vir a ter maioria absoluta). O resultado foi influenciado em parte pela questão migratória que tem estado em foco na agenda europeia, com o partido a adoptar uma linha dura em relação ao acolhimento de imigrantes (note-se, além disso, numa perspectiva meramente nacional, que esta vitória terá quase de certeza impacto negativo em empresas portuguesas, nomeadamente no BCP e na Jerónimo Martins). A Europa, sob a liderança de Merkel, que começa a sofrer nas sondagens o impacto da forma como tem lidado com a crise migratória, desdobra-se em reuniões para tentar encontrar uma solução para o problema migratório. Isto de acelerar a entrada da Turquia na UE para resolver essa crise parece-me evidente fuga em frente que pode ajudar a resolver um problema no imediato, mas criará outro no futuro (e alimentará ainda mais populismos vários contra a UE). Entretanto, na reunião que houve hoje, já se falava num «ambiente de fim dos tempos para a UE». Perante isto, o recurso a partidos eurocépticos para dar suporte a um governo português até parece uma gota num oceano. Ainda assim, uma gota suficiente para ser aproveitada e deturpada pela imprensa inglesa (aqui e aqui) que gosta de pintar a UE como o pior dos mundos e com caracterísitcas anti-democráticas (um tema quente no Reino Unido até porque vem ai referendo em breve). É certo que também tenho a minha costela eurocéptica - para mim, a UE foi longe de mais e devia regredir em alguns aspectos -, mas o actual clima na Europa começa a aquecer e radicalizar demasiado para uma pessoa não começar a temer uma ruptura mais abrupta que gerará uma situação ainda pior do que a actual, com uma regressão mais acentuada do que a que seria desejável, até para um eurocéptico como eu.

Quem excluiu PCP e BE da governação?

Há quem diga que 60% do eleitorado votou contra Passos e Portas. Mas um caso ainda mais forte pode ser feito em torno do argumento de que 70% do eleitorado votou em forças europeístas, partidos que têm a tradição de honrar os nossos compromissos internacionais. Quem faz a interpretação dos resultados eleitorais com base no último caso dirá que o eleitorado excluiu PCP e BE da governação. Essa é, aliás, a posição mais coerente não só com o que tem sido a nossa prática política, mas também com os programas eleitorais dos partidos em causa. Recorde-se, inclusive, que ainda em 2011 quem foi votar fê-lo com a noção de que votar PS, PSD e CDS era aceitar o programa da troika e votar BE e PCP era rejeitá-lo. Portanto, como se depreende da argumentação do Presidente da República, não foi ele que exluiu PCP e BE da governação, foi o eleitorado português. Não julgo que seja difícil compreender esta posição, ainda que alguns, inebriados pela luta político-partidária, façam de conta que a argumentação de Cavaco não é sólida.

Recordar é viver

«Numa decisão inédita na sua história de 42 anos, 14 Estados-membros da União Europeia decidiram ontem suspender todos os seus contactos políticos oficiais com a Áustria, o 15º membro, se o próximo governo de Viena integrar elementos do partido de extrema-direita de Joerg Haider. Esta medida preventiva, que pode conduzir ao isolamento político da Áustria, foi anunciada ontem pela presidência portuguesa da União em nome dos 14 membros, num comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro, António Guterres.» (obrigado ao João Pedro pela recordação).

A UE, o Euro e a vanguarda do Euro

Hollande sublinhou que para pôr em marcha essas reformas faz falta "uma organização reforçada, com os países que assim o decidam, uma vanguarda". Estas propostas já foram também abordadas pelo primeiro-ministro francês Manuel Valls, que revelou que essa "vanguarda" seria composta pelos "países fundadores da União Europeia: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda". Portanto, segundo a proposta francesa, íamos ter os países que fazem parte da UE. Os países que fazem parte da UE e do Euro. E os países que fazem parte da UE, do Euro e da vanguarda do Euro. E embora a coisa inicialmente tenha sido apresentada como uma opção individual de cada país, não me admira que na concretização da mesma, tal como detalhada pelo primeiro-ministro francês, fiquem excluídos países como Portugal. Quanto maiores as disparidades económicas e sociais entre membros da "vanguarda", fica mais difícil a concretização e implementação de tal ideia. Por mim, Portugal sobreviveria muito bem sem se meter numa tal aventura.

Tsipras concorda com Cavaco

O camarada Alexis, depois de ter metido o «socialismo na gaveta», anda agora muito mais realista. Tendo saído da reunião europeia, como qualquer bom «neoliberal», a falar em «confiança» e nos «mercados», vem agora dizer que sendo Varoufakis um «excelente e inteligente economista», cometeu «erros claros nas negociações», e que ser um «excelente académico, não implica que se seja um bom político». Para o grupo de fãs de Varoufakis, mas também do Syriza, que nunca aceitaram reconhecer que o ministro superstar deu barraca, tais palavras só podem ser uma espinha difícil de engolir.

#PorAcasoFoiIdeiaMinha

A ideia de que Portugal, como acabou sugerindo o primeiro-ministro, terá tido alguma contribuição decisiva para o fecho da reunião de ontem não faz qualquer sentido. O nosso governo pode ter sido o primeiro a levantar uma ideia que depois outros decidiram pegar, mas não mais do que isso. Portanto, compreendo que tal sugestão seja motivo para brincadeira. Um país pequeno só passa a ter alguma relevância em matérias de grande importância quando assume uma posição inflexível na forma do «tudo ou nada», como a assumida pela Grécia (neste caso concreto, era mesmo a matéria em questão) e, ainda que em menor grau, pela Finlândia. Mas, achando o tom gozão normal nestas coisas, não deixo de notar como também nisso se permitem fazer outras leituras: a) há malta que não quer/gosta de reconhecer que o governo português nunca colocou Portugal entre os países que adoptaram uma linha mais dura para com os gregos, ao contrário do que a nossa imprensa e os próprios gregos, por motivos estratégicos, tentaram vender (nota: é muito curioso que parte da nossa imprensa entre na onda do gozo com a frase do PM, mas aparentemente não esteja interessada em revelar se o conteúdo do que foi dito tem mesmo um fundo de verdade); b) se esta frase é motivo de paródia, como não parodiar o papel do PS e de Costa que tentam passar a mensagem, contra todas as evidências, de que António Costa já é um tipo influente na Europa e que quando for eleito então reinará mesmo aquela cena toda?

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