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Dr. Paulo Portas, eu pensava que usar a coisa do "eu sou mais de esquerda do que x"...
Caracol adivinha vitória do PSD nas eleições. É como digo: já só faltam 7 dias paras nos livrarmos de José Sócrates.
Sim: o director do Expresso foi muito matreiro na forma como trouxe para a campanha um tema que considerava que não nos devíamos esquecer. Mas Passos Coelho ainda não aprendeu a controlar-se nas respostas aos jornalistas? É que caso ainda não tenha entendido, os jornalistas não são propriamente amigos desinteressados que lhe querem bem. De resto, hoje a ex-líder social-democrata disse exactamente aquilo que penso destas eleições: «Passos Coelho vai desculpar-me, mas eu não ando à procura de um outro primeiro-ministro, ando à procura que o engenheiro Sócrates saia de primeiro-ministro e ele só sairá de primeiro-ministro no dia em que o PSD tiver mais votos que o PS». Seria bom que alguns dos que, em 2009, estiveram entusiasmadamente do lado de Ferreira Leite ouvissem estas sábias palavras.
Já só faltam 8 dias para nos livrarmos de José Sócrates.
«Quero que a política me passe ao lado», diz Figo Coentrão.
Finanças confirmam “ajustamentos pontuais” entre as duas versões do acordo com a troika. Transparência? Zero. Mas como boa parte das alterações passarão por uma antecipação dos prazos, percebe-se melhor as declarações de Teixeira dos Santos de que «o próximo Governo não terá tempo para se sentar». E qual o motivo desta falta de transparência? É simples, o partido no Governo, que tem toda a informação, tudo faz para fingir que não há um memorando de entendimento assinado que temos de cumprir. E fá-lo porque o programa da «troika» não agrada ao PS. É que note-se: num dos 'ajustamentos pontuais' realizados, fica claro que a proposta para diminuição da TSU terá de ser apresentada pelo novo Governo até final de Julho, ou seja, é já daqui a dois meses. Sócrates passou tanto tempo a fingir que não ia diminuir a TSU que na Europa devem ter achado por bem evidenciar a importância que atribuem a tal medida. Mas é neste lamaçal onde discute-se nada e coisa nenhuma que este PS socrático sente-se mais confortável.
Que esta é uma campanha eleitoral de um país em pré-bancarrota, a viver à custa da 'ajuda' de outros e com um programa governativo dolorosíssimo pronto a ser aplicado aos seus cidadãos assim que a campanha terminar? No pasa nada. Mas acredito que a realidade vai impor-se e já só faltam 9 dias para nos livrarmos de José Sócrates.
No centro-direita, quem quer contribuir para o repouso de Sócrates, vota PSD. Quem quer contribuir para um lugar ao sol de Portas, vota CDS. A frase é de campanha e neste blogue estou em campanha, contra Sócrates. Os meus amigos do CDS dizem-me que isto é, de certa forma, o recurso à política do medo que tanto critico ao PS. Compreendo-os, mas não têm razão. Umas eleições não têm necessariamente de servir para premiar determinado partido, também servem para penalizar um mau Governo. Ora, quem valoriza mais a necessária penalização de Sócrates do que os méritos de Portas, só tem um caminho a tomar. Acrescente-se ainda que num contexto de imposição de um programa de ajuda externa, só por ilusão é que alguém pode pensar que existiria grande diferença na prática governativa entre o PSD e o CDS. É chato para os meus amigos do CDS que assim seja? Sei que sim, mas por ser chato não deixa de ser verdade. E fica o aviso: se Sócrates ganhar dia 5 de Junho, quem vota CDS não venha depois com a desculpa que o problema foi a má campanha do PSD. Afinal, eles próprios terão sido os primeiros a desvalorizar a necessária derrota socrática.