Não forçar eleições em Portugal
Até que ocorram as eleições na Alemanha. Depois disso o PS logo recalibra a vontade que tem de assumir a governação, que entretanto é quase nula.
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Até que ocorram as eleições na Alemanha. Depois disso o PS logo recalibra a vontade que tem de assumir a governação, que entretanto é quase nula.
Parte da sociedade portuguesa parece ter descoberto hoje que desde que a troika passou a financiar-nos, antes de ser apresentado o que quer que seja ao povo português tem de ser tudo aprovado previamente por esta.
Governo tem que governar para as pessoas e não só para o défice. É por não nos conseguirmos livrar da dicotomia associada a esta ideia que não passamos da cepa torta.
Isto é óbvio, e independente da qualidade da medida em si: já foi mau o Governo ter deixado passar uma eternidade entre a decisão do Tribunal Constitucional e o anúncio da medida que iria substituir a que foi declarada inconstitucional. Por maioria de razão, é péssimo que depois de apresentada a alternativa com pompa e circunstância pelo primeiro-ministro, esta também acabe por cair. Quem é que quer investir num país assim? Já não bastam todos os factores de incerteza que pesam sobre nós, ainda acrescentamos outros desnecessários? Mas não haja equívoco a esse respeito, nesta matéria em concreto, o grande responsável é um e só um: o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas.
E vai continuar a subir. Entre outras coisas, continuamos num lento e penoso caminho de ajuste salarial no sector privado, que ainda mais lento e mais penoso ficará com a sobrecarga no imposto sobre o rendimento dos trabalhadores do sector que se espera para 2013. Os desempregados que paguem a crise.