We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession.
If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all.
We are bad comedians, we aren’t bad men.
We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession.
If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all.
We are bad comedians, we aren’t bad men.
Se a situação do país é trágica, a do Sporting não é diferente. Mas com o mal do Sporting podemos nós muito bem. Por isso mesmo, permitam-me fugir à verdadeira tragédia que se abate sobre todos nós e concentrar-me por um breve momento na tragicomédia limitada ao universo sportinguista: no meio do caos financeiro e desportivo em que está metido o terceiro grande a caminhar para primeiro pequeno, há quem sonhe com a solução mágica na figura do investidor estrangeiro. O que não compreendo, talvez algum sportinguista queira explicar-me, é que investidor será esse que aceitará enterrar muito dinheiro no clube - e parece que este precisa mesmo de muito dinheiro, até há quem não duvide que o actual presidente tenha algum do seu lá enterrado - sem ficar com enormes poderes na gestão do dito? Há algum caso na Europa do futebol que sirva de exemplo? É que os exemplos que conheço daquilo que considero que o Sporting verdadeiramente precisa são estes: Nasser Al-Khelaïfi; Khaldoon Al Mubarak; e Roman Abramovich. Nos clubes destes senhores não há democracia para escolher presidentes, nem conselhos leoninos para aconselhar; há proprietários que mandam a seu belo gosto. E os sportinguistas, estão dispostos a ir por esse caminho? Aliás, pelo estado a que o clube chegou, o melhor é passar à pergunta seguinte: algum Abramovich disposto a comprar o Sporting? Com um bocado de sorte, ainda aparecerá um salvador vindo num charter da China.
Pois pode: podemos beneficiar das condições da Grécia, como beneficiaremos em qualquer caso e já beneficiamos no passado, sem termos de passar pelas «figuras tristes» da Grécia. Essa é uma oportunidade - a possibilidade de debater a nossa situação fingindo que debatemos únixa e exclusivamente o caso grego - que este Governo, resistindo às pressões da esquerda estérica e não só, nunca deixou escapar. E entenda-se que o não passar pelas «figuras tristes» da Grécia é uma estratégia win-win. Para a Europa, que mantém a aparência de que só lida com uma Grécia. E a aparência conta porque depois os governantes do norte têm de ir vender aos seus povos estes acordos. Para Portugal, que não sofre os efeitos económicos negativos que as «figuras tristes» da Grécia trouxeram a esta. Além de que, como é óbvio e relacionado com o primeiro ponto, temos todo o interesse em facilitar a aprovação do nosso resgate pelas democracias dos países que nos resgatam.
Anos após a entrada na Europa, Portugal mostra-se hoje tão ou mais dependente do dinheiro da Europa do que então. Anos após a entrada na Europa e consequente desenvolvimento económico, nunca houve tantos portugueses dependentes do Estado para sobreviverem. Há qualquer coisa aqui que correu muito mal. Anos a comer peixe caido do céu, esquecemo-nos do que é ter de pescar.
O senhor Cameron agora é o mau da fita. O que me faz recordar a questão da carta. De resto, é tão fácil pretender que o dinheiro dos outros venha parar aos nossos bolsos. Com o dinheiro dos outros qualquer um sabe governar e em Portugal, até por vício, fruto de muitos anos mal habituados, há quem já não se imagine a governar de outra forma que não essa.