We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession.
If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all.
We are bad comedians, we aren’t bad men.
We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession.
If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all.
We are bad comedians, we aren’t bad men.
Muito interessante. No fundo é uma vergonha que venham com este argumento, especialmente quando se percebe o que pretendem, mas olha onde é que esta conversa nos leva: os juízes do Tribunal Constitucional, por exemplo quando é a apreciação do corte dos subsídios que está em cima da mesa, julgam em causa própria.
Isto é Hollande, que tem um grau de liberdade para governar muito superior ao do primeiro-ministro português. Imagine-se como estaria daqui a seis meses António José se fosse eleito agora. Nada seguro, garanto-vos. «A liderança socialista e o Governo são vistos como confusos, acusados pelos opositores de amadorismo e inacção». Podem ser acusados de muita coisa, mas o problema é outro: as pessoas exageram naquilo que acham que os seus governos podem fazer por elas. Não se pode pedir a quem está de mãos atadas que as use como se estivessem livres.
E não saem do mesmo sitio: Dívida pública [grega] atingirá os 189.1% do PIB em 2013. É um valor aproximado ao que tinham antes do tão badalado perdão da dívida que, pelos vistos, de pouco serviu. Mas isso já se sabia. O que também se sabe é que novo perdão terá de estar na calha. Só um milagre faria com que os gregos pagassem o que devem.
Há quem confuda soberania com a possibilidade de gastar o que se quer, onde se quer, como se os recursos fossem ilimitados. Não são. O tão badalado regresso aos mercados, que nos livraria da necessidade de recorrer ao financiamento da troika, ao contrário do que alguns sugerem, não tem como finalidade possibilitar que nos continuemos a endividar alegremente. Os mercados nunca aceitarão financiar-nos nesses termos. Esse regresso serviria sobretudo para rolarmos a dívida, ou seja, substituir títulos de dívida vencida por títulos de dívida a vencer no futuro, sem que se alterem substancialmente os juros a pagar. De forma muito simples: assumo nova dívida de x a pagar no futuro para pagar dívida de x que venceu hoje. Nesse sentido, tinha razão o outro quando dizia que a dívida é para gerir. Mas percebendo isto, percebe-se que o tão badalado regresso aos mercados não nos trará renovada capacidade para gastar o que não temos e manterá-nos, dado o actual nível da dívida, sobre um garrote tão apertado quanto o da troika. É por isso, com naturalidade, que esse fim nunca foi propriamente muito acarinhado pelos socialistas.
O que alguns gostavam que a troika fosse: um saco de dinheiro a que poderíamos recorrer sempre que fosse essa a nossa vontade. Aquilo que a troika nunca será: financiadores que não se vão intrometer na forma como gerimos o país. E quanto mais forem chamados a nos financiar, mais quererão intrometer-se na gestão do país. A troika foi muitas vezes usada como bode expiatório para justificar aquilo que o Governo pretendia fazer, mas quando entramos na fase em que esta - perceba-se: a Alemanha, a Finlândia, etc - tem de ser chamada a contribuir a contragosto com mais dinheiro para o país, só por ilusão é que alguém acha que assumirão uma atitude passiva.
Desde que tivemos de chamar a troika, abdicamos de boa parte da soberania que nos restava. Desejava-se que essa cedência fosse temporária e era para isso que o Governo eleito devia ter trabalhado desde o primeiro dia. Infelizmente, cada vez mais afigura-se que esse estado de coisas vai durar muito mais tempo do que o inicialmente previsto - pode até tornar-se permanente, como aqui foi sugerido. Dado isto, não percebo como é que as mesmas pessoas que pedem mais tempo à troika, são as que depois mostram-se muito indignadas quando descobrem o que esta está cá a fazer e aquilo que representa. Sempre o mesmo problema: sol na eira e chuva no nabal. Isso não existe, mas parece-me que é por governantes que mantenham essa ilusão que alguns suspiram. Por mim, prefiro aqueles que, ainda que também cheios de ilusão, são mais directos e limitam-se a dizer: «que se lixe a troika».
Uma vez um comediante, para sempre um comediante. O facto dos técnicos do Eurostat não aproveitarem as capacidades do dr. Madelino é coisa que me deixa surpreendido. Mas, sim, os números do Eurostat são seasonally-adjusted, ou seja, tentam descontar efeitos de sazonalidade. É por isso que aquela conversa do tipo «ah, no verão o desemprego desce sempre» para comentar os números do Eurostat para o desemprego em meses de Verão faz pouco sentido.