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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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O dono do PS é o Soares

Seguro mandou-me um recado por Almeida Santos a dizer que estava muito magoado comigo. Ora eu também estou com ele, principalmente depois da entrevista que deu [à SIC] em que só falou uma vez e de passagem do PS, como se fosse o seu dono. O velho Soares gosta muito de ter palco, mas já vai sendo tempo de deixar o palco entregue a outros. Seguro deu-lhe a melhor resposta possível: tem-lhe «imensa ternura» e por isso não lhe responde, que é como o neto que diz do avô caduco que, por amor, atura-lhe as parvoíces. Blasfémia, toda a gente sabe que a qualquer miúdo com fraldas no PSD é permitido bater em Cavaco e os comentadores aplaudem, mas ai daquele que no PS atreva-se a colocar no seu devido lugar o muito venerável rei Soares (sim, que isto à falta de monarquia, a comunicação social tinha de nos inventar um monarca).

Ar puro (LXXXIII)

John Ford fez alguns dos melhores westerns que existem, depois, Akira Kurosawa, um confesso admirador de Ford, pegou na figura atractiva do pistoleiro do faroeste e transformou-a na figura não menos atractiva do samurai oriental. Posteriormente, Sérgio Leone, entre outros, pegou na criatividade de Kurosawa e adaptou-a ao cinema western, no modo spaghetti. Nada se perde, tudo se transforma. Mas fiquemos pelos filmes de samurais.

 

Cena de Yojimbo

 

O mais célebre, indubitavelmente, é Os Sete Samurais do Kurosawa, mas confesso que do famoso realizador o meu preferido é o mais leve e divertido Yojimbo, cuja sequela Sanjuro, não sendo tão boa, também é muito recomendável. A protagonizar os três, é figura central o John Wayne japonês, de seu nome Toshirô Mifune. Mas Mifune não se ficou pela parceria com Kurosawa e entra noutro filme de samurais de que gosto muito, o Samurai Rebellion, de Masaki Kobayashi, que tem o seu quê de High Noon - nota -, pelo menos na brilhante descrição, ainda que com motivos diferentes, de um homem que prefere a solidão a fazer o que está convencido de não ser o correcto. Antes disso, já Kobayashi tinha realizado o meu filme de samurais favorito e ao qual fiz referência nesta série blogosférica, é ele o Harakiri. Um filme com samurais que é anti-samurais, da mesma forma que The Man Who Shot Liberty Valance é um anti-western. Mas na destruição dos mitos associado às histórias quer dos cowboys, quer dos samurais, não há nada mais forte, violento e efectivo do que Harakiri. Para terminar esta passagem pelo período de ouro do cinema samurai japonês, é necessário fazer referência a Kihachi Okamoto e Hídeo Gosha, que realizaram, entre outros, Sword of Doom e Goyôkin respectivamente, ambos os filme protagonizados por Tatsuya Nakadai, outra estrela japonesa cuja carreira está quase tão ligada aos filmes de samurais como a de Mifune.

 

Cena de Samurai Rebellion


Depois disto e entrados na década de 70, o cinema de samurais começou a perder força e diria que só a partir do filme de 1999, After the Rain, baseado no último argumento escrito por Kurosawa e vencedor do prémio de melhor filme pela Academia Japonesa de Cinema, é que os japoneses lembraram-se que tinham ali um filão cuja exploração valia a pena reatar. Talvez isso explique que no novo milénio tenham surgido filmes como When the Last Sword is Drown, do realizador Yôjirô Takita, que alguns conhecerão pelo oscarizado Departures, ou que quer Takeshi Kitano tenha experimentado fazer a sua versão de Zatôichi, quer Takashi Miike tenha feito em género de homenagem a'Os Sete Samurais o seu 13 Assassins ou um remake, diga-se de passagem que muito aquém do original, de Harakiri. Mas o melhor, de muito longe o melhor do novo milénio, a cereja em cima do bolo, é a trilogia de Yôji Yamada, com os seus The Twilight Samurai, The Hidden Blade e Love and Honor. Nestes, na tradição de Kobayashi e não de Kurosawa, não se procura romantizar a época dos samurais, bem pelo contrário, e, como acontecia nos filmes do primeiro, o romance, a importância da família e o choque com as normas da sociedade de então constituem parte importante no desenvolvimento da história. Contudo, Yamada diverge de Kobayashi num aspecto: o capítulo final da história termina sempre com uma nota mais alegre.

 

(e isto foi a minha forma de listar os meus filmes de samurai favoritos sem fazer propriamente uma simples lista)

Ar puro (LXXX)

Quando Tinker Tailor Soldier Spy, de Tomas Alfredson, esteve em exibição no cinema, estive para ir vê-lo, até porque o realizador sueco com o seu filme anterior Let the Right One In tinha-me chamado a atenção, mas acabei por não fazê-lo. Um dos motivos para isso foi o livro de John le Carré onde o filme ia beber o argumento. O escritor inglês era um dos que estava definitivamente na minha lista de gente a ler e não queria estragar parte do prazer que poderia retirar do seu livro conhecendo parcialmente a história numa versão cinematográfica. Há poucos dias, quando, acabado de folhear a última página d'A Toupeira - assim se traduziu o título da obra de le Carré para o português -, meti-me, finalmente, a visionar o filme, cheguei à inevitável conclusão de que tinha feito muito bem em adiar o visionamento do mesmo. O filme, esse, não levei até ao fim, mas não estou em condições de dizer que é um mau filme, digo apenas que o livro é tão bom e a forma como imaginei o universo de Smiley e da sua gente na minha mente é de tal forma elaborado, que o filme fica aquém do imaginado. Não é caso único. Diria até que é quase sempre assim. Mas talvez volte um dia a Tinker Tailor Soldier Spy, pois o passar do tempo desconstrói o universo imaginado com a leitura e torna mais fácil a aceitação do universo cinematográfico.

Por outro lado, tenho casos em que o livro ajuda a aguentar uma narrativa cinematográfica que não fosse assim abandonaria aos primeiros minutos. Norwegian Wood, de Tran Anh Hung, filme baseado na obra de Murakami que descobri que existia através do falecido Roger Ebert, é um desses casos. Sem o desejo de querer, a cada minuto que passava, ver no ecrã a tentativa de reprodução do que havia lido e imaginado, ainda que fosse para achar que o realizador falhara redondamente, não teria aguentado. Mas aguentei e até, para surpresa minha, estando a léguas de proporcionar sentimentos de igual intensidade aos do livro, o filme tinha despertado em mim, na relação com os principais personagens, ligação emocional diferente à que me lembrava de ter experienciado com a leitura.

Há ainda o caso dos filmes que me levam a procurar escritores. Por exemplo, The Painted Veil, de John Curan, foi bom o suficiente para me pôr a correr atrás de William Somerset Maugham. Alguns diálogos do filme, que só podiam sair da mente de um bom escritor, eram indicação mais do que suficiente para me fazer entender aquilo que andava perdendo. Não que, mais tarde ou mais cedo, não acabasse por atirar-me ao escritor d'O Fio da Navalha, mas o filme foi catalisador nesse processo e por isso estou-lhe agradecido.

Para terminar, há sempre quem se lembre de apontar Blade Runner como exemplo de um filme que supera a obra literária que lhe "serve de base". Inegavelmente, supera. Mas o filme está longe de ser uma mera adaptação do livro de Philip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep. E o mesmo sucede com outro filme de que gosto, o Minority Report do Spielberg. Apesar disso, pensando ao de leve sobre o assunto, talvez a ficção cientifica seja terreno onde a "magia" dos efeitos especiais possa mais facilmente melhorar, ou melhor dizendo, acrescentar, algo de novo a obras literárias. Isto dito, sempre quero ver o que farão a um dos meus livros favoritos do género, Ender's Game de Orson Scott Card. O filme estreia no final do ano e a minha expectativa é a de que Gavin Hood vai estatelar-se ao comprido a tentar garantir ao seu filme um final à altura do do livro.

«Podridão dos hábitos políticos»

Há histórias que me deixam enjoado. Isto e isto é a maior cretinice da política portuguesa. O Governo anterior não pode ter informado Maria Luís Albuquerque de nada de relevante que não fosse do conhecimento público já na altura sobre os swaps porque pura e simplesmente esteve-se sempre a cagar para estes e na altura não havia uma investigação concluída a uma prática que tinha anos. Repito: anos. Leia-se, por exemplo, os últimos parágrafos desta notícia. Teixeira dos Santos e Costa Pina só começaram a tratar do tema muito tarde e porque foram apertados, pela força das circunstâncias, nesse sentido. Quando o Governo caiu, embora um relatório sobre as swaps estivesse já na fase de conclusão, não estava pronto. Como disse Maria Luís Albuquerque, na pasta de transição, «não havia qualquer documentação, nem nada de novo a transmitir, porque a informação tinha sido solicitada e apenas isso». Não pode haver mentira aqui, porque isto é factual. Assim sendo, para diminuir a ministra e fazê-la passar por mentirosa, alegam que esta havia demonstrado preocupações com os swaps anteriormente (crime lesa a pátria: bom, bom, foi a despreocupação socialista) e que isso até foi abordado na transição de pastas. Ora, foi abordado o que era público, o essencial estava escondido e só preparava-se para vir à superfície em muitos aspectos graças à troika - entenda-se: o grau da natureza especulativa deste tipo de contratos, porque swaps, por si só, não constituem um problema -, uma vez que no memorando exigia-se que este tipo de prática nas empresas públicas fosse controlada... pelo Governo (estaria a pensar no quê? Se calhar na falta de controlo do Governo que cessava funções). Mas, apesar da troika, muito boa gente, de todos os partidos, diga-se, contava que o assunto fosse metido na gaveta. Não foi. Maria Luís meteu-se com um dos pilares fundamentais do nosso regime. Agora, leva por tabela. E a comunicação social do regime sempre pronta a ir atrás do osso. Tem dias que verdadeiramente detesto este país.

O problema de Machete

 

«Tem ligações nos dois maiores partidos», escrevia o antigo embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Thomas Stephenson, num telegrama revelado pelo wikileaks. Olha-se para o seu curriculo e percebe-se essa ligações. Um rosto do regime. Além disso, como escrevia Nuno Garoupa há não muito tempo: Ao contrário de outras sociedades, felizmente, em Portugal, temos um número limitado de gente capaz. Estão todos identificados, não são mais que umas quinhentas pessoas, muitos já com generosas pensões depois de três décadas a servir o país. Machete faz parte dessa pouca gente capaz. E não, não partilho o conteúdo das críticas do BE à escolha, nem acho que a omissão da passagem pelo SLN, em alguém com o curriculo de Rui Machete, mereça ser caso político. Mas que é um rosto do regime, é. E eu não gosto de rostos do regime. Mais: Para Adelino Maltez, a nomeação de Machete é «a escolha de um senador que dá garantias de sabedoria e experimentação num governo que era acusado de imaturo e de [ser composto por] 'jotas'». Garantias, é basicamente isto. Da mesma forma que dava garantias, de reputação dos bancos junto do regime, a sua associação ao BPN e ao BPP. Passos Coelho, diga-se, pelo menos nas escolhas ministeriais, até tem tentado evitar ir por este caminho, o de ir buscar os velhos do regime, como, por exemplo, a escolha de Álvaro Santos Pereira e de Poiares Maduro evidenciam. Gente que, além de representarem sangue novo, chegaram onde chegaram sem deverem ou terem prestado favores a quem quer que seja neste país pequenino. Que Passos Coelho tenha agora sentido a necessidade de se voltar para o amigo Machete, diz bem de como se sentiu apertado nesta remodelação.

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