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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Mundo Novo

 

Com base neste gráfico apenas, que conclusões podemos imediatamente tirar? 1) A última crise foi mais local do que global: a economia mundial não deu mostras de queda significativa do seu crescimento (ainda que antes da crise tenha-se assistido a um pico no crescimento mundial, o que não será alheio ao ajustamento que se seguiu: parte desse crescimento era artificial e devia-se a políticas irrealistas e insustentáveis). Mas note-se que a economia mundial de 1986 até hoje nunca deixou de crescer a mais de 2% ao ano. 2) As economias avançadas desde a década de noventa, com acentuação a partir dos anos 2000, crescem a um ritmo inferior ao da economia mundial, ou seja, tem existido convergência entre estas economias e outras mais pobres, a que não será alheio o factor globalização. E 3) as economias da zona Euro, desde o começo, mesmo desde quando o dinheiro jorrava e não era um problema, têm vindo a ter uma performance inferior à norte-americana.

Capitalistas sem capital

O GES afunda e quem ficará com os activos valiosos serão grupos estrangeiros: para já, perspectiva-se americanos na Tranquilidade e mexicanos no ES Saúde. O império Espírito Santo já era. Muitos, especialmente os pertencentes ao grupinho de apoio aos centros de decisão nacional, lamentam: está-se a vender o país ao desbarato! Preços de saldo! Ao contrário destes "especialistas" em avaliações, diria que estes activos - e outros que ainda estão por vender, como é o caso do próprio Novo Banco -, serão vendidos a quem os pode comprar por um valor que não fugirá muito ao seu real valor neste momento. Outrora a Tranquilidade foi avaliada em 700 milhões de euros? Sim, também a marca ES foi outrora avaliada em 813 milhões. Dito isto, no fundo, todas as movimentações a que se assiste actualmente na sequência da ruptura do GES representam o fim de um modelo no qual Portugal se especializou no passado e revelou-se, como é da natureza das coisas, insustentável. Esse modelo, parafraseando Ulrich, era o de «financiar capitalistas sem capital que compram tudo». Não que a tentação tenha desaparecido: os Mello vieram logo avisar que estavam atentos a «oportunidades». Perante isso, coloque-se logo a pergunta: com que dinheiro, o da CGD?

Go fuck youself

 

A lei é complexa, diz o senhor secretário de Estado, para logo de seguida acrescentar que não é «muito bem entendida pela generalidade das pessoas», como que sugerindo que se as pessoas compreendessem a lei mais facilmente a aceitariam. É óbvio que as pessoas compreendem o que é essencial compreender: alguns equipamentos tecnológicos que a maioria da pessoas compra e utiliza com regularidade vão ficar mais caros, por via de uma nova taxa que o Governo criou e que irá reverter para um conjunto minoritário de indivíduos sem que uma linha objectiva e comprovada se possa estabelecer entre o comprador do equipamento e o agente cultural beneficiário da medida que justifique o pagamento pelo primeiro de uma taxa ao segundo. A complexidade da lei, aliás, resulta precisamente da intenção do governante e do lóbi que a defende para que assim seja, pois jogam na obscuridade para levar a cabo os seus intentos. Depois, vem a opção espanhola - que vai directamente ao Orçamento do Estado -, chutada para canto por ser singular, ainda que seja muito mais transparente. Mas tudo no discurso deste secretário de Estado e do Governo, nesta matéria, é desonesto e hipócrita. Usar como argumento que muitos países adoptam medidas desta natureza é falacioso quanto à necessidade e justiça da medida em si, pode muito bem apenas demonstrar - como julgo que demonstra - que em muitos outros países existem lóbis semelhantes aos que existem em Portugal e têm igual sucesso a convencer o poder político a beneficiar a sua causa. Mas, voltando ao caso espanhol, aproveita o Governo para fazer referência à opção pelo recurso ao «utilizador-pagador» e não ao contribuinte. Enfim, falar em «utilizador-pagador» é um ultraje, quanto muito podemos falar em «provável utilizador-pagador». Utilizador-pagador é o que temos nas auto-estradas com portagens: quem não passa, não paga nada; quem passa muito, paga por cada uma das vezes que passou; quem só passa uma vez, só paga uma vez. Neste caso, para podermos manter a analogia com as portagens, o que está aprovado é semelhante ao Governo abdicar de colocar portagens e optar por cobrar uma taxa a cada veículo vendido, apenas variável pela cilindrada ou o peso do veículo, na base da presunção de que quem compra veículos muito provavelmente irá passar nas novas auto-estradas sem portagens. Isto é complexo? Não, não é, é apenas estúpido. Atira-se com a complexidade da coisa para dar mostras de muita inteligência quando estamos, apenas, perante uma medida pensada por chicos espertos. Para concluir, dizem ainda que as receitas desta taxa «não são receitas do Estado». Formalmente, podem não o ser - e que jeito isso dá quer ao governante (a coisa não passa como um novo imposto que o Estado, intermediário, depois distribui como despesa ao sector cultural, mas fica antes como um pagamento directo do consumidor ao sector cultural, ainda que imposto pelo Estado), quer ao beneficiário (que pode manter a lata de dizer que não recebe do Orçamento do Estado) -, mas são objectivamente receitas que só existem por imposição do Estado e que vão sobrecarregar aqueles que já estão sobrecarregados com outras taxas e impostos vários, como, já que gostam de comparações entre países, poucos cidadãos de outros países com o nosso nível de actividade económica estarão. E se o cidadão pode ser sobrecarregado por mais taxas e impostos, como, depreendendo por esta iniciativa, o Governo julga que pode, cabe perguntar porque não usam essa folga nas costas do burro de carga para servir causas mais urgentes de serem combatidas num país em crise? Bem, certamente essas causas não têm a força de um lóbi a defendê-las, nem um secretário tontinho a representar os necessitados dentro do Governo para agilizar - forçar seria mesmo o termo mais adequado - o processo legislativo. Ah, não ignoro que ainda falta os deputados aprovarem a medida. Mas a maior parte dos deputados são paus mandados, raramente pensam pela sua cabeça e muito menos ouvem quem os elegeu, pelo que há muito que não conto com eles. Na verdade, e para ser bem claro, não conto voltar a aproximar-me de uma urna de voto tão cedo. No sistema americano, limitaria-me a riscar um congressista ou senador das minhas escolhas, em Portugal mais vale eliminar logo toda a corja. E se os termos são fortes é porque pretendo vincar muito bem aquilo que sinto.

 

Nota: um pormenor delicioso, na notícia a que faço ligação logo a abrir o post, «o armazenamento de ficheiros na internet (na nuvem) ainda não é contemplado». «Ainda», o jornalista entendeu muito bem o espírito da coisa.

A Martha Stewart portuguesa

A propósito do texto de Ricardo Reis a que faço ligação no post anterior, recorde-se uma bonita história, para perceber como é que as coisas se processam por cá: Miguel Sousa Cintra foi condenado a pagar 499 mil euros por vender acções da Vidago & Pedras Salgadas antes de ser anunciada, em Novembro de 1996, a oferta sobre a empresa que dirigia. Terá lucrado mais de três milhões de euros com o uso da informação privilegiada. Perceberam? Como admito que ao leitor possa ter escapado esse pequeno pormenor, insisto: pagou 499 mil euros; lucrou três milhões (sendo que os 499 mil euros serviram para comprar a suspensão da pena de prisão). É a Martha Stewart a que tivemos direito. Quando se fala de reformas estruturais e se quer fazer comparações entre países, ou abordar o quão funcional é o modelo capitalista, convém ter este tipo de informação presente.

Ler os outros (CLXVII)

No dia seguinte, Martha deu ordens para vender os 230 mil dólares de ações que tinha nesta empresa. Poupou com isso 45 mil dólares, uma ninharia na sua fortuna. Mas a CMVM americana investigou as vendas das ações da farmacêutica nessa manhã, como faz sempre nestes casos de desvalorização súbita. Apesar da sua fortuna e celebridade, Martha Stewart foi condenada por inside trading. Passou cinco meses na cadeia e mais cinco em prisão domiciliária.

Abenomics

Entretanto, no Japão, o aumento de impostos aqui referido - e é extraordinário o pouco espaço que a comunicação social portuguesa dá à política económica que está a ser seguida no Japão, facto de que José António Abreu já dava conta no Delito de Opinião há mais de um ano -, não correu pelo melhor:

 

 

Japan’s economy: Fingers crossed

 

 

Japan’s economy: Feeling the pinch

 

Perante isto, vale a pena ler o Edward Hugh: Abenomics - What Could Possibly Go Wrong?  

Ao cuidado do drº Costa e dos jornalistas de serviço

The end of Matteo Renzi’s Italian honeymoon: «If Mr Renzi hoped he would arrive at the right time to ride a wave of economic recovery, he has been disappointed. His success in the European elections brought the unusual prospect of an Italian prime minister with a clear mandate for radical change. In reality, and not for the first time (Georges Papandreou, François Hollande), a centre-left eurozone leader has come to power being defined by the state of the economy rather than his electoral platform.»

Italian Prime Minister Renzi Struggles to Find Funds for Economic Plan: «But Mr. Renzi is struggling to scrape together the funds needed to pay for his far-reaching platform [...] "If you exclude health care and pensions, reaching the savings targets becomes almost impossible," said Massimo Bordignon [...] The financial squeeze has stoked expectations that Mr. Renzi will be forced to raise taxes in the fall to meet EU budget requirements—a move that could erode the public support he needs to push through the tough measures Italy needs. [...] "One by one, we are addressing the main causes of Italy's lack of competitiveness: the inefficiencies of the public administration; the long delays of the justice system; an oppressive fiscal regime," he said.»

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