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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Novo Banco

 

1. Carlos Costa muito nervoso durante a comunicação, quiçá por saber que lhe é de todo impossível não sair chamuscado com tudo o que ocorreu nos últimos tempos.

2. Num país normal e perante tudo o que Governador do Banco de Portugal disse sobre a gestão anterior do BES, quanto tempo poderia/deveria ficar Ricardo Salgado fora da cadeia?

3. O óptimo seria que a regulação ainda tivesse actuado mais atempadamente e com maior eficácia, mas perante o problema do BES tal como está actualmente, em teoria, a solução encontrada, que segue as novas directivas comunitárias - por exemplo, na penalização forte e feia dos accionistas -, não me parece má de todo, embora continue com dúvidas no que toca ao risco e grau de exposição do contribuinte ao caso se a coisa vier a correr mal (nomeadamente por dúvidas quanto à responsabilidade assumida por todo o sistema bancário no âmbito do fundo de resolução e como se processará o reembolso abordado no penúltimo parágrafo desta notícia). Contudo, uma hecatombe tipo BPN parece que foi, definitivamente, evitada.

4. Quaisquer dúvidas que tenha sobre o tema não conseguiram ser elucidadas pelo especialista Pedro Adão e Silva que a SIC Notícias colocou a comentar o caso. Os socráticos no twitter gozam muito, algumas vezes não sem razão, diga-se, com os comentários de José Gomes Ferreira; mas ainda não percebi o motivo pelo qual não acham igual ou até mais graça aos comentários de Pedro Adão e Silva. Por falar nisto, permitam-me acrescentar que, infelizmente, durante o dia de hoje não tive oportunidade de ouvir Constança Cunha e Sá sobre o tema, mas tenho a certeza que também terá opinião muito informada sobre o mesmo.

5. Uma dúvida que só o tempo esclarecerá é como reagirão os actuais depositantes e clientes do BES, agora Novo Banco, ao que foi anunciado? Uma reacção positiva é fundamental para a preservação do valor da nova instituição. E, também por isso, aguardo que o processo de colocação do mesmo em mercado para venda e entrada de novos accionistas não demore muito.

6. Para terminar, até posso compreender alguns accionistas, mas entre estes e os contribuintes a minha preferência vai sempre para a defesa dos últimos. Nesse sentido, não tenho pachorra para o choro dos primeiros com o que lhes acontece. É verdade que quem subscreveu o último aumento de capital pode ter algumas razões de queixa, mas, vamos lá, também não foi como se não tivesse existido aviso de que os riscos seriam acrescidos.

BES vs BPN

Só para fazer notar que no BPN o «bad bank» foi criado quando este já tinha como único accionista o Estado. O BPN foi nacionalizado a fugir e depois todo o buraco sobrou para o contribuinte. No caso BES, se a solução encontrada for a que preconiza a comunicação social - embora também me pareça relativamente evidente que os eventos da última semana aceleraram a forma como todo o processo está a ser conduzido, o que não é bom sinal -, tal não irá acontecer. Na verdade, desde o BPN até hoje, alguma coisa mudou quer em Portugal, quer na Europa. A existência disto faz parte dessa mudança. Continua a existir risco do contribuinte perder dinheiro com a solução de que se fala? Sim, por via do mais que certo recurso ao fundo de recapitalização da troika, mas se a solução encontrada fosse do tipo BPN era certa a perda de dinheiro com o resgate. Assim, existindo apesar de tudo uma nacionalização não oficial, por muito que queiram evitar assumi-la, mantém-se a possibilidade do «BES bom» nacionalizado ser suficientemente «bom» e aliciante para um qualquer privado garantir que não será a dívida pública (leia-se: o contribuinte) quem suportará a operação no final. Segundo o opinador bem informado Marques Mendes - veremos se o governador Costa dirá coisa muito diferente hoje (e, ao contrário do que leio por ai, parece-me muito bem que seja Carlos Costa a dar a cara nesta matéria, pelo menos nesta fase) -, em seis meses, um período relativamente curto como se exige e onde também se marcará a diferença para o arrastar do caso BPN, começaremos a ter resposta a esta questão, quando o «BES bom» voltar a ser oferecido em bolsa.

Ler os outros (CLXIV)

Aplicando estes princípios ao caso BES e grupo Espírito Santo, a solução de economia de mercado é claramente a falência do grupo, com perdas a serem suportadas pelos accionistas, e com a rápida venda de todos os activos produtivos. Significa que a marca BES pode desaparecer? sim, claro. Basta que outro banco ou entidade compre o banco e lhe mude a designação (por integração noutra estrutura já existente ou por redenominação). O mesmo sucederá com outras empresas do grupo (empresas que vão do turismo à saúde), sem que isso implique o encerramento dessas empresas. São claramente oportunidades de crescimento por aquisição (e que vão igualmente exigir atenção da Autoridade da Concorrência, mas isso é num momento mais à frente, para evitar eventual aumento de concentração e poder de mercado). Os clientes destas empresas do universo Espirito Santo não necessitam de ser afectados de forma substancial, desde que todo o processo seja célere, e não se procure formas artificiais de manter o grupo e o BES como estavam. Centrando no banco, significa que o mesmo deverá ou receber novos accionistas (ou reforço dos actuais, o que não parece verosímil nesta altura) ou ser vendido tão rápido quanto possível. Deve-se evitar a nacionalização (ou a sua compra pela Caixa Geral de Depósitos, não vá alguém ainda lembrar-se disso). Conseguir fazê-lo sem qualquer implicação para os contribuintes seria um sinal de maioridade da economia portuguesa e dos seus mecanismos de funcionamento enquanto economia de mercado.

Da desconfiança

No regulador: Banco de Portugal confia numa solucão privada para o BES. Se se vier a confirmar que a "solução" imediata para o banco superar os problemas por que passa é essencialmente pública, metendo o pescoço do contribuinte em risco, qual a credibilidade que sobra ao regulador Carlos Costa? Pouca ou nenhuma. De resto, hoje passou uma reportagem na RTP sobre o BES onde relatava-se o caso de clientes que não recebiam os juros de determinada aplicação do banco na data prevista ou não conseguiam antecipar o resgate de uma aplicação, fazendo inclusive ligação directa ao caso BPP (era um mesmo sujeito bem conhecido do público que perdeu muito dinheiro no BPP quem se queixava), o que grita desconfiança por todo o lado. E é um chavão dizer isto, mas as coisas são mesmo assim: a banca não existe sem confiança. E do BES não há quem não desconfie neste momento.

O rosto da estratégia de Lisboa

Maria João Rodrigues tinha um bom currículo para comissária se fosse um governo socialista a escolhê-la e enquanto tal seria tão ou mais partidária do que Carlos Moedas. Que a própria, iludida sabe-se lá por quem ou com o quê, tenha decidido atirar o seu nome para a praça pública como "candidata" ao cargo e que ande agora a destilar fel para com Moedas na comunicação social, só a diminui. Mas há mais: aparentemente, Rodrigues tem um currículo extraordinário que deixa o de Moedas a um canto (vamos deixar de lado as insinuações de que Moedas não passa de um boy ou coisa semelhante). Mas, sim, talvez assim possa ser assumido se dermos muita importância à experiência europeia de Rodrigues, membro do status quo socialista europeu há mais de uma década, rosto da «estratégia de Lisboa» que fracassou redondamente e culminou naquilo que permite agora chamar a outros os «rostos da troika». Os «rostos da troika» estão a resolver os problemas que os «rostos das estratégias de Lisboa» fracassadas não resolveram antes. Enfim, Moedas é um tipo novo - quinze anos mais novo que Maria João Rodrigues -, ainda sem grande peso político, nem em Portugal, quando mais na Europa, sem amigos jornalistas que o promovam, mas já com provas dadas e um bom garante da tão badalada renovação da classe política que alguns apregoam, mas que logo passam a criticar quando é levada adiante. Não sendo possível garantir uma das comissões com maior peso na UE, Moedas acaba por ser uma inequívoca boa escolha feita por um governo de direita. Fosse esse mesmo governo de direita a escolher para comissária uma qualquer João Rodrigues e estaríamos perante um absoluto tiro no pé, ainda para mais quando não se vislumbra que contrapartida teria o PS a apresentar ao actual executivo que pudesse permitir a escolha de um dos seus.

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