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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Resolver de vez o caso grego

Uma das vantagens da posição do Syriza é que talvez force a resolução do problema grego de vez. Seria inadmissível voltar a fazer um novo bailout à Grécia para daqui a três/quatro anos o país continuar mergulhado num poço de dívidas e dúvidas, sem acesso aos mercados (entenda-se: sem um grau alargado de independência). Dito isto, tenho para mim que é óbvio que, para a manutenção do país no Euro, uma grande reestruturação da dívida grega seria necessária (como sempre disse, Varoufakis tem razão nesta matéria). Mas essa grande reestruturação teria de estar associada a uma reforma significativa do Estado grego que também passasse por aumento da receita fiscal (mexendo no IVA, por exemplo, sendo que os syrizas preferem falar em combate à evasão fiscal) e reestruturação da dívida interna grega (isso mesmo: pensões). No fundo, a abordagem que aqui é feita por Olivier Blanchard do FMI é a correcta. Se os gregos quiserem a reestruturação significativa da dívida detida por credores externo, mas não estiverem dispostos a dar nada em troca, então, não há como não indicar-lhes a porta de saída. O tempo de empurrar o problema com a barriga acabou. E foi pena não ter acabado mais cedo: em boa parte, de cada vez que se empurrou com a barriga só se dificultou mais a resolução a bem do caso grego. E nisso, sim, a política da zona Euro falhou redondamente.

O funcionário da farmacéutica

Adoro a malta para quem as privatizações são sempre momentos de negociatas, originando insinuações várias, mas os grandes investimentos públicos são sempre projectos para desenvolver o país. Mas reconheço: se Passos Coelho, Pires de Lima ou Sérgio Monteiro virarem funcionários de uma farmacéutica depois de abandonarem o poder, será motivo para preocupação. Enfim: ou bem que as pessoas que estão no poder são sérias ou não. Se não o são, tanto seja por via de privatizações, obras públicas, vistos gold, whatever, arranjarão sempre forma de fazer vir ao de cima a sua falta de seriedade.

Acabem lá com esse processo ao Sócrates, sff

Com Sócrates na cadeia e o cerco a apertar aos Espírito Santo, as baratas estão cada vez mais agitadas. Os órgãos de comunicação social do Proença de Carvalho estão em polvorosa. A TVI do amigo Sérgio mete Marinho e Pinto a fazer comentário ao caso Sócrates, relembrando o período deste como bastonário dos advogados onde se especializou a defender o ex-primeiro-ministro. Pinto Monteiro tem a lata de dar uma entrevista a defender especial celeridade para casos que envolvam figuras como Sócrates. A lata é enorme. A tonta Constança, como outros tantos tontos - ou que nos querem fazer passar por tontos - diz que não percebe como é que Sócrates fica em prisão preventiva por ter recusado pulseira electrónica (o primeiro em situação semelhante a tomar tal decisão - uma tentativa de virar mártir que cai bem na ideia que tenho do homem enquanto sociopata e dos que o defendem como membros de um qualquer culto do Jim Jones). Como Constança, também não percebo: se fosse de outra forma, porquê que mais alguém aceitaria ficar com pulseira electrónica? Os nossos queridos opinadores não são grande coisa em lógica, está visto. Advogados que fiquei a conhecer pelas "brilhantes" análises que faziam do caso Freeport voltam à tona de água. Só coisas más para dizer do Ministério Público. Só interessa desviar atenções, nunca falar do mais relevante. E o mais relevante é que não há forma de achar aceitável que um ex-PM apareça a dispor de uma conta em nome do amigo recheada de milhões como se nada fosse (o homem vivia de um empréstimo da CGD e tudo o mais que se dizesse era jornalismo de sarjeta, tinha-nos sido explicado pelo próprio). O mais relevante é que o discurso que justifica os pedidos das fotocópias permanentes e tal, feito pelos advogados de um ex-PM, não tem ponta por onde se pegue. O mais relevante é que tivemos este troca-tintas como PM e devíamos ter vergonha. Mas a malta que se devia envergonhar de ter defendido tal animal não quer dar o braço a torcer. Continuam a defender o animal feroz e no dia seguinte dizem-se muito preocupados com o desemprego. E se fossem dar banho ao cão, não? Mais: A Sábado publica o último interrogatório a José Sócrates feito pelo MP. É uma vergonha e é o MP que está a passar a informação, repetem uns tontos chico-espertos. Os advogados de Sócrates tiveram acesso a cópia do interrogatório e podiam muito bem estar na origem da fuga de informação? Não, mentira, calúnia, Sócrates até denunciou quem é que anda a passar informação à Sábado. Sócrates é o maior. É maior investigador que o MP. E quem acredita? Só os que fecham os olhos. Mas há muitos que fecham os olhos: por exemplo, os que nunca colocaram a hipótese de ter sido Sócrates a passar info a órgãos de comunicação social da sua detenção na tentativa de os ter lá presentes a filmar o evento. Entretanto, à boleia do circo mediático que a defesa de Sócrates montou, os advogados do Sócrates dizem que vão deixar de aplicar o segredo de justiça. Conveniente. Até dizem mais, numa originalidade chocante que não provocou indignação a ninguém: dizem que vão meter um processo ao Procurador por este fazer perguntas e investigar. Porquê que não há leis que proíbam de investigar um ex-PM? Porquê que há a justiça de tratar de forma igual o cidadão especial José Sócrates? Uma chatice. Quem investiga Sócrates merecia ir para a prisão. Invertam-se os papéis. Pelo caminho, descobrem-se que as leis pelos quais se regem os processos judiciais são estúpidas, imorais. Se há caso onde faz sentido dar grande destaque a isso é um em que o sujeito envolvido esteve seis anos no poder com toda a possibilidade de alterar o quadro legal. Não há vergonha. É só malta sem seriedade. Filhos da puta, no fundo. Porque o país foi ao fundo e um dos maiores responsáveis por isso, gajo que não transmite um pingo de honestidade e seriedade ainda é tratado por certa malta como grande primeiro-ministro que não foi. Só foi grande a lixar a vida de uns milhões de portugueses com as políticas que prosseguiu e as vigarices que fez. Presunção de inocência? Costa assusta-se, percebe que Sócrates não se importa de fazer a vida negra ao PS, até meteu o advogado a anunciar a pulseira electrónica no sábado da convenção socialista, por isso atira às páginas do Público: comigo, governante sobre o qual pesem dúvidas fundadas de corrupção é logo corrido do Governo. Balde de água fria para os que julgam que em política há presunção de inocência. Julgam? Não sei se julgam, porque são os mesmos que fazem crítica política a Passos por elogiar o vigarista Dias Loureiro, mas depois são muito tolerantes com o animal feroz. Sócrates é santo. Sócrates é alvo de cabala. E o MP que prende para investigar, não é? Porque Sócrates nunca perturbaria o inquérito. Sócrates não destruiria prova. Sócrates não poria os fantoches a trabalhar em sua defesa. Tem-se visto. Até dentro da cadeia o homem continua a mexer muito cordelinho cá fora, quanto mais fora dela. Estas últimas semanas, então, foram pródigas a demonstrar como Sócrates, homem com poder que foi e ainda é, consegue perturbar o inquérito. E a justiça que teima em dar razão a todas as decisões de Carlos Alexandre? Outra chatice. Recursos? Nenhum com sucesso. Prisão preventiva? Validada. Especial complexidade do processo? Validada. Habeas corpus? Não validada. E, mesmo perante tudo isto, lá aparecem os chico-espertos a sugerir que a justiça terá cometido falhas gritantes. Quais? Não se sabe. Sabe-se, isso sim, que a justiça vai fazendo o «follow the money» (recorde-se que quando Sócrates foi detido, ainda os investigadores não tinham tido acesso a quem tinha tranferido o dinheiro para a conta na Suiça dos Santos Silva) e pelo que é público são engraçados os nomes que vão aparecendo ligados a este processo (até aparece o senhor da Escom, o tal do famoso negócio dos submarinos). Talvez por isso, também, tamanha a agitação e a falta de vergonha na cara de certa malta que vai aparecendo na televisão a tentar influenciar a investigação. E esses soldados do culto socrático, uns mais chico-espertos, outros mais idiotas úteis, lá vão gritanto com mão no peito: se têm provas, acusem o homem ou, não as tendo, soltem-no. Tenham calma, aposto que existirá acusação, mas deixem a investigação decorrer com normalidade e ir até ao fim (de forma a que se arranjem todas as provas e se investigue tudo o que há para investigar: provavelmente, já existirá prova suficente para acusar de A, B e C, mas ainda estarão a correr atrás de prova que permita acusar em relação a D, E e F). Estando a ser respeitados os prazos legais, tudo o que se diga sobre a acusação já dever estar formulada ou outra coisa semelhante não passa de treta.

Brincadeiras cautelares

A propósito da notícia do dia, o que interessa não é a avaliação que o PS faz do interesse público, que segundo o chico-espero Paulo Figueiredo é diferente da do Governo, mas antes se agora o PS também passou a fazer politiquice à pala de providências cautelares. Já basta o quanto o Tribunal Constitucional deu para se meter em questões eminentemente políticas em que não se devia ter metido. E basta ter alguma memória para recordar quantas vezes os governos socialistas recorreram ao mesmo expediente para contornar providências cautelares. Só para dar um exemplo, o ministro Correia de Campos a propósito do fecho de maternidades, se não fosse esta possibilidade da evocação do interesse público em resolução fundamentada ia estar bem tramado. O país já tem obstáculos à mudança suficientes, só faltava que quando um Governo quisesse fazer alguma reforma a sério o processo pudesse ser adiado sabe-se lá por quanto tempo à pala da malta que gosta de brincar às providências cautelares. Felizmente, pelo menos neste campo, o legislador deu a si próprio espaço para deixar os brincalhões a brincar sozinhos e sem possibilidade de causarem danos sérios com a brincadeira.

Não, pelo contrário, são adultos responsáveis

Um deles, Fernando Fernandes, um empresário do Porto, considera que os clientes lesados estão a ser tratados como crianças. Bem pelo contrário: estão a ser tratados como adultos, responsáveis por aquilo que assinaram e os riscos que incorreram. Eles é que se atiram para a posição de crianças quando acham que sempre que têm problemas em contratos privados devem começar a chorar na praça pública pelo auxílio do paizinho Estado, nomeadamente na exigência de que o Governo tome posição sobre o assunto. Se têm queixas e sentem-se injustiçados, o Estado tem um mecanismo a partir do qual podem esgrimir argumentos: o sistema judicial.

Os neotontos

No BE grego também há alas mais radicais do que outras. Uma salganhada no fundo, com cada um a defender a sua utopia. De tal forma que os próprios Syrizas nem se entendem entre si e há evidentes sinais de ruptura e descontrolo na coligação radical. De resto, este ataque descabelado dos Syrizas radicais à escolha, por parte de Varoufakis, de uma socialista moderada, Elena Panariti, para representar o país no FMI, é a prova de que não será só no Eurogrupo que o ministro das finanças gregos encontra fortes anti-corpos. E é assim que os ventos da mudança na Europa, da esperança, se transformaram rapidamente numa tonteria, daquilo que não se deve fazer. Depois de uma interessante mas curta luta em Portugal para saber quem era mais Syriza, agora quase ninguém quer ser Syriza.

Os agora jovens que não abram os olhos que não vale a pena

Os portugueses que estão agora no mercado de trabalho e os que estão a começar a trabalhar vão receber pensões que vão corresponder a menos de metade do que recebiam antes da reforma: a percentagem deve passar dos 57,5% do salário em 2013 para 44,8% em 2025 e para 30,7% em 2060, avança a edição de hoje do jornal Público.

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