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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Algo a perder

Portugal não teve nada que se parecesse com um Syriza, mas, além do BE que contava tirar proveito do descontentamento com os partidos do centrão e cavalgar a onda da vitória da coligação radical na Grécia, o Livre e o PDR espreitavam uma oportunidade para baralhar o sistema. A avaliar pelas últimas sondagens, esses partidos também estão agora com vida muito mais difícil. E não será tudo efeito Syriza, ou contaminação da situação da Grécia na política interna dos países periféricos, é preciso enquadrar o contexto: quer em Portugal, quer em Espanha, o crescimento económico faz-se sentir. Quando a economia dá sinais de melhora, ninguém pretenderá arriscar uma aventura. Há algo a perder.

Investidor campónio e iletrado

Aqui está outro investidor campónio e iletrado que não fazia ideia daquilo onde tinha o seu dinheiro investido. Se fosse um daqueles tipos que tudo sabe e sobre tudo se pronuncia na tv é que tínhamos o caldo entornado, ainda para mais se passasse o tempo a falar mal da medida de resolução do BES imposta pelo governador do Banco de Portugal e criticasse a passividade do governo no caso em apreço.

A panaceia

Sempre que aparece alguém a falar da reestruturação da dívida como uma alternativa à austeridade sei imediatamente que estou perante alguém que não faz a mínima ideia do que está a falar. A reestruturação significativa da dívida só se volta a colocar com força no caso grego por ser inevitável - facto para o qual a política tonta do Syriza muito contribuiu -, tal como a austeridade, até por isso, também o é: inevitável (e quanto mais alguns insistem que a dívida não é pagável porque há austeridade, resistindo por isso a esta última, mais vão contribuindo para tornar a austeridade um fenómeno permanente: esta tem sido, no fundo, a história grega). Note-se, aliás, que os gregos já tiveram uma enorme reestruturação da dívida, com perdão incluído, no segundo resgate, e não foi isso que os salvou da austeridade, nem nunca poderia ser. Se não é possível pagar a dívida, há sempre um ponto a partir do qual, após algum alivio da dívida, esta volta a ser dada como pagável: esse ponto não deixará de implicar sempre austeridade. Claro que este ponto não impede que exista um mix certo a negociar entre credor e devedor em relação à austeridade que se exige ao devedor e o alívio da dívida que o credor possibilita, mas uma coisa não vem sem a outra. No dia em que entenderem isto, pode ser que os sectores da nossa sociedade e não só que andam em modo delírio absoluto, se deixem de animar com relatórios da dinâmica de dívida grega, elaborados pelo FMI, que se há coisa que demonstram, em primeiro lugar e acima de tudo, é a irresponsabilidade do actual governo grego no poder e da sua estratégia. O Syriza, invés de acabar com a austeridade como prometeu, só garantiu que esta se mantivesse em força por mais tempo. Contudo, acrescentam os syrizos: «vamos conseguir uma reestruturação da dívida», óptimo, mas não me lembro é deste argumento ter sido importante na avaliação do segundo resgate.

Não há alternativa, Syriza style

Tsipras desafia: «Quem tiver uma solução alternativa que avance e diga qual é». A próxima que o Gaspar vai ensinar o Tsipras a dizer é esta: «Não há dinheiro: qual destas três palavras não perceberam?» Enfim: infelizmente para os gregos, só o Rui Tavares ofereceu ajuda enquanto os sábios do PS preferiram manter-se à margem.

O que Catroga afirmou, outro "mito urbano"

Há malta que sempre que alguém aparece a lembrar que o memorando foi mal negociado, lembra igualmente declarações de Eduardo Catroga sobre a influência do PSD no resultado final, mas fica só pelo título (nem vou alegar que é má-fé, muitas vezes, nem os próprios que citam o título da notícia deram-se ao trabalho de ler o conteúdo para perceber o argumento). E o quê que Catroga disse, recorde-se: «Portanto, diria que aquilo de mau que existe no programa da 'troika' é um aprofundamento do PEC4, aquilo que de bom existe são as preocupações sociais, as medidas viradas para o crescimento, competitividade e emprego. Portanto, aí ficou demonstrado quem é que influenciou positivamente a pílula amarga que o país é obrigado a suportar por culpa exclusiva dos governos do senhor José Sócrates». Independentemente de se concordar com este argumento ou não, é evidente que Catroga nunca disse que o resultado final global do memorando foi obra e graça do PSD. Apesar disso, não conto que este "mito urbano" morra tão cedo.  Mas querendo recordar o negociador social-democrata, alguns fariam melhor em ir ler a carta que o Catroga escreveu na altura, prontamente ignorada na sua subtância pelos tontos que nunca perceberam, ou não quiseram perceber, o que estava em jogo naquela negociação. No fim, o memorando foi tão mal negociado que ficou desactualizado pouco depois de ter sido assinado, com as consequências que se conhecem (estou convicto de que foi mal negociado de propósito, basta recordar, aliás, que o negociador do PS foi essa figurinha chamada Pedro Silva Pereira).

Porquê que Passos vai perder as eleições?

Pelo mesmo motivo que os gregos decidiram dar uma esmagadora maioria ao «Não» no referendo grego. Não é uma questão racional, onde acho que esta maioria tem argumentos mais do que suficientes para dar uma cabazada no PS, mas porque do ponto de vista emocional este governo é o rosto da austeridade e as pessoas não gostam da austeridade, por motivo óbvio: sofreram sobremaneira com ela (não interessa tentar explicar que era difícil o sofrimento ser menor, que a maior parte dos que sentiram na pele a austeridade não querem nem saber dessa discussão). A este argumento emocional, a maioria atira com um outro, também muito usado no referendo grego, o «medo» com as eventuais consequências de um governo PS. Mas não me parece difícil assumir que não têm igual peso.

Tsipras concorda com Cavaco

O camarada Alexis, depois de ter metido o «socialismo na gaveta», anda agora muito mais realista. Tendo saído da reunião europeia, como qualquer bom «neoliberal», a falar em «confiança» e nos «mercados», vem agora dizer que sendo Varoufakis um «excelente e inteligente economista», cometeu «erros claros nas negociações», e que ser um «excelente académico, não implica que se seja um bom político». Para o grupo de fãs de Varoufakis, mas também do Syriza, que nunca aceitaram reconhecer que o ministro superstar deu barraca, tais palavras só podem ser uma espinha difícil de engolir.

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