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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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O pós-4 de Outubro e o pântano

Percebi bem: um governo de um PS derrotado pela coligação a governar em minoria, com aproximações pontuais à esquerda e à direita, «vai ser o tema da última semana de campanha», segundo o comentador independente Adão e Silva? O desespero não dá para mais. Na verdade, o grande tema de final da campanha arrisca ser outro, um muito mais complicado para os socialistas (dai que estejam a tentar encontrar uma contra-narrativa): aparentemente, a avaliar pelas sondagens e por incrível que pareça, o cenário mais provável de se verificar que garanta uma governação estável para os próximos anos é um que resulte de uma maioria absoluta da coligação. Há uns dias isto parecia impossível, hoje parece apenas difícil. Mas o eleitorado pode morder esse isco: porque como se já não bastasse o PCP tornar quase impossível a existência de uma solução governativa maioritária de esquerda, temos o PS, em desespero, a sinalizar que não só não aceita o bloco central como, se perder, humilhado e ofendido com a opção dos eleitores, pretenderá atirar o país para o pântano. Cabe ao eleitorado não deixar o país cair nesse pântano.

Cancioneiro geral

Outra desculpa dos apoiantes socialistas para a forma como a campanha lhes está a correr mal é a comunicação social, como este tweet de Fernanda Câncio ilustra. O jornalismo dorme? O Público não tem andado acordado o suficiente? Ou o que lamentam é a falta de ainda maior activismo político disfarçado de jornalismo? Deve ser mais isto. Ainda assim, não se pode desculpar o PS com a comunicação social, pois foi esta que colocou António Costa no lugar onde está. Ainda por estes dias não faltou uma comunicação social, inclusive na imprensa especializada, que devia saber mais sobre os assuntos que aborda do que aquilo que aparentemente demonstra, a dar cobertura à demagogia socialista sobre o défice. Ainda que essa cobertura, infelizmente para eles, tenha sido prontamente desmascarada por Bruxelas, aqui e aqui. A única coisa que os activistas políticos do PS, disfarçados de jornalistas, podem lamentar, é do seu lado da barricada ter-se apostado inicialmente e de forma muito forte em passar a imagem de Costa como um homem providencial e essa estratégia ter ruído completamente. Quiseram passar uma imagem positiva do novo grande líder, lamentam agora que não tenham conseguido passar uma imagem negativa da coligação . No fundo, é isto. Acreditaram demasiado em Costa. Ou como Pacheco Pereira desabafava ontem em forma de lamento: «nunca pensei foi que a campanha do PS fosse tão má».

Confesso que tenho um enorme prazer

Em ver a esquerda desnorteada, desorientada, receosa, sobretudo a esquerda socialista. Os alegados donos da rua cheios de medo por não serem os donos do voto. Nem da rua eles são donos. Até porque indianos em Évora, esses, é que ainda não vi. Gosto de ler as opiniões da malta da esquerda onde quem vota na coligação só pode ser estúpido. Bom incentivo para pôr os "direitolas" a irem às urnas com prazer, só para os contrariar. Adoro ver Costa, o messias fabricado pela comunicação social de Lisboa, baralhado: num dia o défice não põe em causa o programa do PS, no outro leva a sacrifícios; num dia chumba o orçamento se não ganhar as eleições, no outro é homem de consensos. Gosto que a esquerda não tenha conseguido impor a narrativa dominante porque, no fundo, não tem a razão do lado dela. Adoro o Syriza, que outrora entusiasmou toda a esquerda e com quem agora ninguém quer confusões. Gosto da azia de Pacheco Pereira e de todos os outros que não a conseguem esconder. Adoro que quem anteriormente julgava ir ter uma passadeira vermelha nas legislativas, agora tenha as tropas todas no terreno a pedir de joelhos para a esquerda não dispersar os votos em vários partidos e antes concentre-os num só, já não pela maioria absoluta que outrora ousaram pedir, mas tão só porque uma derrota, qualquer derrota, será a humilhação do PS. Gosto de ver Catarina Martins sem sorriso e a malhar exclusivamente na coligação. Adoro ver o PS a alinhar na demagogia e irresponsabilidade bloquista. Gosto de ver Ferreira Leite a fazer o mesmo. Ódio a Passos, a quanto obrigas. Adoro que Seguro e os seus estejam a ter uma barrigada de riso. Gosto de ver o Galamba a dar a cara pelo PS. A coligação agradece. Adoro que a coligação possa estar próxima de dar uma banhada no PS e em todos os que acharam que a direita ia ter o pior resultado da sua história. A dada altura, até fez por merecê-lo, mas até por termos uma oposição destas, não merece mais. Enfim, no fim disto tudo, as sondagens até podem estar erradas e o PS vencer as eleições, mas estes últimos dias de enorme gozo pessoal já ninguém me tira. E retirar prazer disto, eu que em tempos jurei a mim mesmo não votar na dupla Passos/Portas nestas eleições, é mais forte do que eu. Também por isso, peço a quem costuma visitar este blogue desculpas por tê-lo transformado por estes dias num espaço de campanha anti-PS e, por arrasto, pró-coligação, mas outra coisa diferente desta e não estaria a ser verdadeiro com o que sinto.

Aguardar com expectativa

A avaliar pela qualidade da malta que discursa na campanha socialista e o critério dos temas escolhidos para o discurso, ainda aguardo pela aparição e regresso do grande Manuel Pinho com um discurso dedicado ao tema «as rendas no sector eléctrico que este governo foi incapaz de cortar» e do não menos grande Mário Lino com um discurso dedicado ao tema «as PPPs que este governo foi incapaz de renegociar».

Mobilizar Portugal

Falta gente e recursos à campanha do PS. Porque o PS a dada altura, iludido, pensou que, por o governo ter aplicado medidas impopulares, um mar de gente ia procurar recuperar a esperança junto do partido da bancarrota e do drº Costa. Enganou-se. De tal forma que agora até leva com tiradas destas por parte de quem é candidato pelo PS: «Teria gostado mais de Seguro candidato a primeiro-ministro». Nem o partido está todo mobilizado em torno de Costa, quanto mais Portugal.

Para arrumar de vez com o tema «défice»

Tenho muitas dúvidas que o défice fique nos 2,7% previstos pelo governo, é bem capaz de ficar acima disso, ligeiramente acima de 3%. Mas, repito: ligeiramente acima de 3%, como estimado por algumas instituições internacionais. Isso não representa qualquer descontrolo das contas públicas, bem pelo contrário, se comparado com o estado dessas mesmas contas públicas no final de 2010, inicio de 2011, a consolidação orçamental que se verificou desde então foi brutal e acentuada. Não há pessoa que perceba de contas e com um pingo de honestidade e seriedade que não reconheça isto. Não há instituição internacional, inclusive agências de rating, que não reconheça isto. O próprio PS sabe isto tão bem que no seu programa de governo conta com Portugal fora do procedimento por défice excessivo no curto-prazo. Por isso mesmo, se há assunto em que o PS devia ter vergonha de tocar era o do défice. Que, pelo contrário, os socialistas considerem que podem capitalizar votos nesta matéria mostra apenas duas coisas: 1) o pouco respeito que têm pela inteligência dos eleitores e 2) a forma ignóbil como continuam a ignorar as asneiras que fizeram no passado e que tanto custaram ao país. Dois bons motivos para lembrar o porquê de não merecem o voto de quem quer que seja. É a minha opinião. Que partilho cada vez com maior convicção.

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