Nunca vista
O Governo fixou hoje o limite da despesa primária do Estado em 36.230 milhões de euros para 2012, o que implica uma diminuição nominal da despesa em cerca de 10 por cento, face o valor do Orçamento do Estado de 2011. Para quem não tem noção, estaremos perante uma coisa nunca vista na história da democracia portuguesa. Em Portugal é costume falar-se do trabalho notável levado a cabo por Ernâni Lopes em meados da década de 80. Mas perante aquilo que Vitor Gaspar tem pela frente, é como se o primeiro tivesse conseguido alcançar o topo do Kilimanjaro e o segundo esteja comprometido com a subida do Evereste.
