Dinheiro que não jorra
O BNP Paribas estima que o défice orçamental português vai a caminho dos 6% do PIB este ano e antecipa mais medidas de austeridade. Quem diria? Recordemos notícia do final do ano passado: Portugal deverá registar um défice de 6% do PIB em 2012, e não de 4,5%, como está acordado com a ‘troika', e um ano depois, quando termina o programa de ajuda, o défice ainda estará nos 5%. Apesar de tudo, recorde-se que em 2011 o défice real ficou nos 7,8%. E a partir destes dados, tendo em conta a nossa absoluta necessidade de acabar com o desequilíbrio permanente das contas públicas, não é preciso ser doutor em economia para ter uma ideia relativamente clara do esforço que ainda temos pela frente. Há quem pense que estamos a atravessar uma fase temporária para durar um par de anos - bem expresso na ideia do nosso querido Coelho de que 2013 será o ano da inversão -, nada mais errado. O tempo do dinheiro que jorrava não voltará tão cedo.
