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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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O jornalismo está cada vez pior neste país?

O João Campos deixou nos comentários a este post uma questão interessante. Qual a causa do jornalismo, em geral, estar cada vez pior neste país? Do ponto de vista de um consumidor compulsivo por tudo quanto é informação, como é o meu caso, tentarei dar uma resposta:

 

1. Primeiro, levando em conta o assunto do post original, limitemos o sector em análise ao jornalismo praticado na imprensa escrita. Depois, analisemos a premissa em causa: o jornalismo está cada vez pior neste país? O meu primeiro instinto é para concordar incondicionalmente, mas convém estabelecer alguns limites. Por exemplo, está pior desde quando? Quando começou a degradação do jornalismo praticado nos jornais? Se me pedirem uma data específica, não saberei responder, mas posso afirmar que algures nos últimos 10 anos essa degradação tem vindo a ocorrer. O motivo estará certamente relacionado com o aumento das fontes de informação, com origem sobretudo na internet, e com o decréscimo das receitas, mas já lá irei. Por outro lado, quer-me parecer que aquilo que identificamos como uma diminuição da qualidade do jornalismo mais não é do que um aumento do nosso espírito critico para com o sector (alteração da perspectiva que temos sobre determinado objecto sem que o objecto propriamente dito tenha sofrido alterações). A fundamentar esta última observação realço dois aspectos: i) aumento da quantidade de informação disponível, com origem em fontes diversas, o que permite com maior facilidade a identificação de erros; e ii) de certa forma relacionado com o ponto anterior, a maior facilidade de acesso à imprensa escrita internacional e o contraste entre a qualidade de algumas das coisas que são feitas lá fora com o que é feito cá dentro. Nesse sentido, a degradação do jornalismo made in portugal talvez não seja tão forte quanto por vezes cremos, mas ainda assim também não é inexistente. Avancemos:

2. A dificuldade de encontrar um modelo económico viável para o jornalismo on-line é real, o que é preocupante num mundo onde os leitores terão tendência a afastar-se da imprensa tradicional e a refugiarem-se no ciberespaço. Não era difícil adivinhar que o dinheiro começaria a escassear e isso teria repercussão na qualidade do jornalismo praticado. Foi assim em Portugal, está a ser assim um pouco por todo o mundo. No plano internacional há, contudo, alguns factores positivos na popularidade do jornalismo on-line: surgiram sites especializados em notícias que vieram acrescentar valor ao que já existia anteriormente. Neste campo, o efeito benéfico da concorrência prevaleceu. O problema português é que esse fenómeno é muito menos acentuado: os jornais não viram aumentar a concorrência nacional no mundo virtual, apenas viram diminuir o número de leitores pagantes e muitos leitores fugiram para os concorrentes internacionais. Contudo, no universo nacional, basta ler os nossos blogues para perceber que estes continuam a depender (quase) exclusivamente da imprensa tradicional e, salvo casos pontuais, contínua a ser a imprensa tradicional a marcar a agenda mediática nacional.

3. A falta de dinheiro teve impacto nas condições remuneratórias dos jornalistas, bem como no número de jornalistas que compõem as redacções dos jornais. Isto criou maior dependência entre o jornalismo e certos sectores económicos/políticos que levaram a uma informação de menor qualidade; a uma multiplicação do recurso a estagiários mal pagos, sem experiência e facilmente manipuláveis; e a uma diminuição do jornalismo de investigação.

4. A escala e os nichos de mercado. A nossa imprensa não consegue, por força da baixa quantidade de leitores que disputa, produzir um jornalismo heterogéneo. Veja-se a coincidência de posições na maior parte dos jornais a propósito da União Europeia; das alterações climáticas; da defesa do Estado Social; da adoração ao Obama; etc.. Esta homogeneidade tem de ser encarada como um factor de baixa qualidade. E se em tempos idos os leitores representantes de certos nichos teriam dificuldade em encontrar alternativas à imprensa nacional, nos tempos que correm não faltam publicações internacionais que servem os seus gostos e interesses. A situação anterior era um incentivo para que o jornalismo nacional procurasse fugir ao consenso absoluto, agora, foi-se esse incentivo. E a procura por estes nichos é feita por pessoas com um nível de formação acima da média. Ao deixarem de cativar estes clientes, a imprensa escrita luta cada vez mais por um conjunto de leitores com nível de formação mais baixo. Ou seja, a própria imprensa para sobreviver vê-se obrigada a baixar o nível.

5. Para terminar, se a imprensa escrita já tinha problemas, acrescente-se o empobrecimento generalizado que afecta o país. Há os leitores que deixam de comprar jornais porque encontram alternativas e depois há os leitores que deixam de comprar jornais porque não podem gastar esse dinheiro. E há o mercado publicitário que mingua, etc..

 

E para já, fico por aqui.

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