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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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Tiros no pé

Um tiro no pé é o primeiro-ministro chegar a uma festa de verão do seu partido e anunciar como ano de inversão da actividade económica o ano em que teremos o mais brutal aumento de impostos da história da democracia portuguesa, a continuação da recessão e o consequente aumento do desemprego. Isso é um tiro no pé. Agora, estando o primeiro-ministro no Parlamento, onde tem o dever de prestar contas, e tendo sido confrontado com uma proposta populista e demagógica do principal partido da oposição, optar por dar a sua opinião sincera, ainda que muito impopular, sobre o que pensa do salário mínimo nacional e as suas consequências ao nível do desemprego, só pode ser considerado um tiro no pé por quem pensa que um político só deve dizer o que pensa que os outros querem ouvir ou que, na melhor das hipóteses, deve dar respostas tristes de quem para esconder o que pensa, chuta para canto: Em sua opinião, teria sido melhor que o primeiro-ministro dissesse que "não se pronunciava sobre isso porque estava a ser discutido pelos patrões e sindicatos", teria sido "a melhor maneira. Podia dizer, não sendo tão bom, que estava a ser discutido, mas dizia que não se podia comprometer". Acrescente-se ainda que, até pela noção caricata que tem do conceito de tiro no pé, se a figura que presta a homilia dominical na TVI «é candidato presidencial é bom que apareça» descolado de tudo o que é impopular. E razão tem este: «As eleições para Presidente da República são os Relvas deste mundo que sabem como é que se ganham.»

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