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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Novamente os swaps

Neste texto de Daniel Oliveira, um especialista em swaps, há duas frases que vão ter a uma mesma ideia muito interessante, sobretudo quando falamos da expulsão da boa pela má moeda: diz o colunista sobre Maria Luís Albuquerque que esta «conduziu o processo de decapitação de colegas de governo que fizeram contratos swap em tudo semelhantes aos que ela própria celebrou na Refer» e diz que ela é uma daquelas pessoas «que tratam de purgas no governo para salvarem a sua própria pele e que não olham a meios para subirem na política». Vamos deixar de parte a convicção do colunista, quiçá formada numa profunda sabedoria que lhe permite falar de tudo como se tudo dominasse, de que os swaps feitos pela Maria Luís e os ex-membros do governo são em «em tudo semelhantes», para nos concentrarmos naquela ideia da purga e da decapitação de colegas. Confesso que, ao ler o texto, senti-me um bocado à nora: são estes ex-colegas de governo a boa moeda? Os tipos que assinaram os swaps altamente especulativos e problemáticos, segundo a avaliação do IGCP, são a boa moeda? É isto, não é? Confesso-me fascinado. Como uma vez por aqui escrevi, aparentemente, o melhor que a Maria Luís tinha a fazer era ter-se lixado para os contratos dos swaps, deixava a coisa andar e se alguém reclamasse que o contribuinte ia pagar as asneiras de outros e que o actual governo não tinha tentado fazer nada para minorar os danos, ela devia limitar-se a responder: existiam contratos assinados e nós tínhamos de os respeitar. Até porque, com isto, garantia a amizade de alguns homens do regime, que assinaram ou são amigos dos que assinaram tais contratos irresponsáveis e ficava livre da acusação de que faz purgas no governo (outra purga muito triste, que não sei se representará para Daniel Oliveira a explusão da boa pela má moeda, foi a que o Crato fez ao Relvas) para salvar a sua própria pele (até porque, como se vê, é a sua pele que ficou também em risco - os gajos que asneiraram não lhe perdoam, está claro).

Depois, temos este texto de Bruno Faria Lopes. Em alguns aspectos, o texto merecia contra-argumentário mais longo e sério, mas vou-me ficar por duas observações. Primeiro o autor questiona «porquê tanto tempo?» e na sequência da resposta acrescenta com ironia que «não interessa que apenas um mês depois já houvesse um relatório da DGTF a apontar perdas assustadoras». Escusava o recurso à ironia. Não interessa, não. O que não falta são milhares de contratos que se conhecem no Estado que vão custar-nos os olhos da cara e nem por isso o Estado consegue renegociá-los. A renegociação implica sempre um processo longo. Porque, repito: havia contratos assinados. Se esses contratos existem e dão garantias a uma das partes que o assinou e que sabe que o contrato lhe é sobejamente vantajoso, porque aceitaria essa parte renegociá-lo? Não bastava saber que os contratos eram prejudiciais para as empresas públicas, isso por si só não permitia minorar dano algum, o dano fora feito aquando da assinatura dos contratos, uma prática continuada ao longo de vários anos, sendo que mais nenhum foi assinado após o actual executivo chegar ao poder. Mas, com uma investigação séria e profunda dos mesmos contratos, como foi feito posteriormente e de raiz, foi possível ameaçar os bancos internacionais com processos em tribunal e com isso levar a que estes cedessem alguma coisa nos seus direitos contratuais. Capiche? Em segundo lugar, acrescenta mais à frente o Bruno Faria Lopes, novamente com ironia, que o que se pretendeu fazer passar foi a ideia de que «o Governo actual é bom e os outros são os "maus"». Vamos por partes: o actual governo pode ser tão mau como os anteriores, mas neste caso especifico ter andado tão bem como o melhor governo do mundo andaria e os outros terem andado tão mal como, efectivamente, andaram. A isto acrescento que Bruno Faria Lopes, e outros jornalistas, caem recorrentemente no erro de achar que para mostrarem equidistância e independência, devem sempre bater nos dois lados por igual (isto viu-se muito, igualmente, no caso BPN, onde a privatização, resolvida pela Maria Luís, foi tratada, por muito boa gente, como um caso em tudo semelhante à nacionalização e gestão posterior do banco: isto é sempre muito útil para passar a ideia de que são todos iguais). Para terminar, não sei se este governo, na sua essência, é pior ou melhor do que anteriores, mas há uma coisa que sei: a presença da troika e aquilo a que o governo está obrigado perante ela, tem feito deste governo um governo muito melhor do que os que o antecederam. Mas esta é uma narrativa que não importa passar e poucos na comunicação social estão dispostos a corroborar. Enfim, que se «lixe a troika».

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