Reestrutação do patrão-BCP
Coisas que não deverão acontecer: 1) noticiários abrem com grupo de funcionários do BCP que acha que o banco tem funcionários a menos e, portanto, será necessário contratar mais funcionários; 2) noticiários abrem com grupo de funcionários do BCP que pede demissão de Nuno Amado; 3) noticiários abrem com grupo de funcionários do BCP que protesta contra a descida dos seus salários, nomeadamente dos prémios salariais que há muito eram tidos como "direitos adquiridos"; 4) noticiários abrem com grupo de funcionários do BCP que acha que cortes em salários e funcionários diminuirá a qualidade dos serviços prestados pelo banco e farão este entrar em decadência; 5) noticiários abrem com grupo de ex-funcionários contratados a termo do BCP que não viram os seus contratos renovados e, portanto, tiveram de se fazer à vida e iniciar a procura activa de novo emprego; 6) noticiários abrem com grupo de funcionários potenciais do BCP que acha muito mal que o banco esteja a cortar na contratação dificultando-lhes a vida, logo a eles que sempre se acharam no direito de ser bancários, precisamente naquele banco; 7) noticiários abrem com greve, dia sim, dia não, de funcionários do BCP, que na luta legitima pelos seus direitos levam recorrentemente à incapacidade do banco prosseguir sem contratempos a sua actividade. Enfim, os funcionários públicos, no que à relação laboral diz respeito, além de terem os juízes do TC do seu lado, têm todo um sistema de pressão política-mediática que lhes é extraordinariamente favorável.
