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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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No pasa nada

Não se passa nada com as nomeações para a EDP. Claro que não, ora essa! «Todos mentimos a nós mesmos para sermos felizes», diz Leonard Shelby em Memento. O plebeu de Rashômon ainda coloca melhor as coisas, «É humano mentir. A maior parte do tempo nem conseguimos ser honestos com nós próprios», diz. Só para explicar em como não se passa nada com as escolhas para a EDP, note-se como na Caixa Geral de Depósitos foi escolhido o competentíssimo, não tenho dúvidas, Nuno Fernandes Tomaz, que só por acaso tem ligações ao CDS-PP, e na EDP foi escolhida a competentíssima, não tenho dúvidas, Celeste Cardona, que só por acaso tem ligações ao CDS-PP. Isto fede por todos os lados. E o pior é que no caso da EDP estamos perante uma empresa supostamente privatizada. Ora, ora, parece que afinal as «golden shares» já só não existem do ponto de vista formal. A promiscuidade entre Estado e EDP é para manter e os chineses não se importam, claro que não.

No mercado eléctrico, que acumula um défice tarifário altíssimo, há um problema com o preço da electricidade que, para corrigir tal situação, terá de subir ainda mais no futuro. Álvaro Santos Pereira, este ano, empurrou o problema com a barriga, deixando quase tudo por resolver. Pelo meio, deixou cair a hipótese de tocar em alguns interesses da EDP. A justificação, para além da sempre recorrente blindagem dos contratos actuais, foi a de que tomar medidas naquele momento prejudicaria o preço de venda da empresa. A coisa trazia água no bico: se prejudicava então, irão fazer alguma coisa agora que a empresa foi privatizada? Os tipos da Three Gorges são parvos, não? Mas «don't worry, be happy», acabará por sobrar para o consumidor. Tapemos os olhos a tudo isto. No pasa nada.

Boys will always be boys

Alertado pelo Carlos Azevedo neste comentário, partilho a curiosidade: «João Annes, Adjunto no Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, 28 anos, 3.183,63€ de vencimento mensal bruto, foi (não sei se ainda é) secretário-geral da distrital de Lisboa da JSD; Maria João Ramos, Secretária Pessoal no Gabinete do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, 27 anos, 1.882,76€ de vencimento mensal bruto, foi (não sei se ainda é) presidente da Comissão Política Concelhia de Manteigas da JSD. Qual é a experiência destas pessoas e de outras como elas para ocuparem os cargos que actualmente ocupam? Não há um único jornalista que investigue isto?» E aproveito para voltar a questionar o porquê do sítio das nomeações não nos fornecer uma mini-biografia de todos os nomeados? Ou o sítio foi criado para servir um propósito momentâneo e é para ser esquecido tão cedo quanto possível?

Ainda os 'boys'

O DN foi atrás do número de 'boys' já nomeados e descobriu que foram 73. Como é que chegou a este número? São os nomeados que «têm ou tiveram ligações aos partidos da coligação». Portanto, deixa ver se percebi, ter ligações aos partidos da coligação torna imediatamente qualquer um num 'boy', com tudo o que de negativo está associado a tal designação e independentemente do curriculum que apresente. Em última instância, isto significa que os primeiros 'boys' fomos nós que 'nomeamos', quando colocamos gente com ligação aos partidos a comandar o país. Uma praga esta gente dos partidos. O curioso é que com tal anátema, não é de admirar que os partidos acabem preenchidos por gente com pouco valor e que não faz da boa reputação uma prioridade.

 

PS: para quando uma biografia em todos os nomeados?

Reduzir é o caminho

«Less jobs for the boys» é uma expressão feliz de Álvaro Santos Pereira e uma reformulação para melhor do «no job for the boys» popularizado por Guterres. E é feliz porque a expressão do novo ministro da Economia e do Emprego, contrariamente à do ex-primeiro-ministro, deixa claro que os «boys» continuarão a existir enquanto existirem «jobs» onde os colocar, pelo que a diminuição dos «boys» passa pela redução dos «jobs» disponíveis (assessores, cargos dirigentes, etc.).

Escrutínio

«Não estará na altura de perguntar pelo site na Internet onde estarão todas as nomeações feitas pelo novo governo e que nos foi prometido como forma de sabermos até que ponto há ou não há jobs for the boys? É que é agora que estão a ser feitas as nomeações e o que se sabe até hoje não mostra nenhuma diferença substancial nas escolhas de boys em relação a governos anteriores», escreve o Pacheco Pereira e eu subscrevo. A propósito disto, o PSD no programa eleitoral prometia «reduzir o número de assessores em pelo menos 20%» no imediato e apontava uma redução na ordem dos 50% com a proximidade do término da legislatura. Está a ser cumprida esta medida?

Recursos que não temos

Manuel Monge, conclui que as despesas de funcionamento, dos 16 Governadores Civis “são menores que o orçamento do mais pequeno município do país". O problema não é se o orçamento é grande ou pequeno, mas sim a evidente inutilidade do cargo que, falemos claro, tem servido maioritariamente para a distribuição de lugares a «boys», com isso desvalorizando a necessária cultura do mérito. É chegado o tempo de passar a mensagem: todo o dinheiro, por pouco que seja, gasto em inutilidades tem de passar a ser encarado como um enorme desperdício de recursos.

Dos boys

Passos Coelho promete não levar boys para o Governo. Estas coisas não se prometem, fazem-se. Infelizmente, neste fim-de-semana vi demasiados sorrisos por parte de boys laranjas (e azulinhos) para acreditar que serão mantidos fora do Governo. Sendo certo que Passos Coelho tem propostas no seu programa eleitoral que vão no caminho certo - outras nem por isso: note-se a falta de vontade para proceder à reestruturação do poder local -, não é menos certo que, ainda assim, cargos para boys não faltarão. Neste tópico, mesmo que Passos Coelho tivesse toda a vontade do mundo, dêem seis anos no poder ao PSD como deram ao PS e assistirão à multiplicação da boyzada laranja. Mas a propósito deste tema, três notas: 1) há quem teime em considerar que isto é um problema dos partidos do centrão: PS e PSD. Não, não e não. Isto é um problema que está para além dos partidos. É no PS e no PSD que se notam os boys porque são os partidos de poder. Surgissem outros partidos de poder e o problema dos boys continuaria: isto é um problema cultural e de organização tuga. 2) são todos iguais e substituir o PS pelo PSD é substituir os boys do PS pelos boys do PSD. Não, não e não. A substituição no imediato não é a de por cada boy rosa que sai entra um boy laranja. Aquilo funciona como uma teia: hoje aparece um boy, esse boy assim que pode nomeia outro seu amigo e assim por diante. Não é um processo imediato e só por isso mais do que compensa afastar do poder os que agora lá estão. 3) Sócrates nunca teve vontade de afastar os boys do poder, basta notar como tem premiado sem pudor alguns. E porquê? Porque são essenciais para pôr a máquina propagandística socialista em marcha nestes períodos de campanha eleitoral.

Os boys de Sócrates

Braço direito de Sócrates acusado de tráfico de influências: Deputado do PS diz que André Figueiredo, chefe de gabinete no Largo do Rato, o aliciou com promessa de cargo numa empresa pública a troco da sua não recandidatura ao PS de Coimbra.

 

Quem é André Figueiredo? É um que vai a caminho de ser o novo Sócrates:

 

Adenda: sobre o caso, também é extremamente pertinente este texto de Miguel Cadima.

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