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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Modelar

Uma «medida de efeito equivalente» que «garanta um choque de competitividade tal como exige a troika»? Como é que se comprova a equivalência de uma medida com outra, vai para testes no modelo de previsão económica de Vítor Gaspar e da troika, será isso? Enfim, isto não só é o preparar do terreno para o recuo total do Governo na medida anunciada, até porque ou existem condições para baixar significativamente a TSU das empresas, ou o impacto positivo de uma decisão do género será praticamente nulo, como será também o abdicar por completo de uma qualquer tentativa de impor um «choque» de competitividade. O único choque que resultou daqui foi o do Governo com a sociedade portuguesa, sendo que esta última, como muito bem referiu Vítor Bento da última vez que o ouvi, quer permanecer no Euro ao mesmo tempo que parece ignorar o esforço que teremos de fazer para atingir tal objectivo. Mas em democracia, como é evidente, não se pode governar contra a esmagadora maioria da sociedade. Resta esperar que a sociedade alemã não se importe de abrir ainda mais os cordões à bolsa. Um futuro mais risonho por estes lados depende totalmente disso.

Sem noção

Depois do desvario em que prometia mundos e fundos, Sócrates perdeu o apoio maioritário dos portugueses no dia em que, sem outra alternativa, começou a impor-lhes sacrifícios duros. Passos Coelho, na oposição, prometia uma governação mais suave. Toca a trocar de Governo. Passos Coelho, no poder, acentuou os sacrifícios duros impostos aos portugueses muito para além daquilo que estes esperavam. Tó Zé Seguro, na oposição, promete uma governação mais suave. Toca a trocar de Governo? Ainda não perceberam o que se está a passar, pois não? Passos Coelho não teve «noção do impacto» das medidas, esta gente é que não tem a mínima noção do buraco onde estamos metidos.

Onde não há pão

Corte de um salário vai ser permanente para todos. Permanente? A que propósito? Basta esperar que o PS chegue ao poder que este logo tratará de repôr a contribuição a cargo da empresa para 23,75% e a do trabalhador para 11%, ou então não. Aliás, é isso mesmo que foi explicado por fonte do Governo: «É um instrumento de gestão das finanças públicas e de política económica, o que significa que pode vir a ser alterado no futuro». Entretanto, aqueles que pensam, ou julgam saber, que estamos cheios de alternativas para baixar o défice e aumentar a nossa competitividade, enfim, para garantir condições que permitam o regresso ao crescimento económico, continuarão na gritaria que está instalada na sociedade portuguesa. Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Mas quem não tem de tomar decisões, pode ralhar à vontade que a sua razão nunca é posta à prova.

Notícias do sector automóvel

1. Peugeot Citroën com prejuízos de 819 M€ no primeiro semestre

2. Volkswagen anuncia lucros de 8800 milhões no primeiro semestre

3. A fórmula de sucesso da Volkswagen também passa por Portugal: China salva ano da Autoeuropa.

4. Por outro lado, o Governo francês (?!?) vai ajudar a PSA. Como? Pondo-a a exportar para a China? Tentando torná-la mais competitiva? Não, através de incentivos à compra pelos franceses de automóveis produzidos em França. Dir-me-ão que é política, mas mete dó a falta de visão desta gente.

Defender Portugal

«Porque é que o primeiro-ministro português não defende os nossos interesses?» Este PS, em tudo, já está igualzinho ao outro PS. Esta gente não precisou de um ano para acenar alegremente todas as bandeirinhas que tinha durante a última campanha eleitoral. Afinal, muda a liderança, mas o partido é o mesmo. E esta incapacidade de mudar, de perceber o que correu mal no passado, é um dos atritos que não deixa este país andar para a frente. Se do PS dependermos, é sinal de que não conseguimos aprender nada com os erros do passado e estamos condenados a repeti-los, até porque a memória é fraca. Houvesse memória... mas para já o PS só quer que haja dinheiro (dos outros) para gastarmos. «Com o PS, não haverá mais austeridade nem mais sacrifícios para os portugueses», diz o tolo. Não o pode prometer - dizer pode porque está de fora - porque o dinheiro é dos outros e a decisão sobre essa matéria passa por eles. Mais do que isso: esta crise está para durar, sem mudança significativa - e tenho dúvidas que a política do actual Governo tenha intensidade suficiente para promovê-la -, as críticas à austeridade de agora vão ter tanto valor quanto as críticas à austeridade de Ferreira Leite. Daqui a dez anos estaremos num buraco maior e a necessitar de mais sacrifícios. Numa sociedade com interesses diversos e conflituosos, os nossos políticos têm invariavelmente e repetidamente defendido o mesmo conjunto de interesses, já mudavam de prioridades...

Santo padroeiro

1. Não tenho em Paul Krugman o meu santo padroeiro, embora leia-o frequentemente e já tenha aprendido algumas coisas com ele, mas para quem o tem, esta reafirmação do que é o seu pensamento devia fazer corar de vergonha muito boa gente que usou e abusou de Krugman para fazer valer teses fantasiosas. De resto, permitam-me constatar que Krugman pode ser inteligentíssimo e ter um Nobel, mas não julgo que precisemos de alguém lá de fora para nos vir dar lições sobre como devemos gerir o nosso país. Se outros têm em Krugman o seu santo padroeiro, no que a Portugal diz respeito continuo a preferir ouvir os nossos economistas, muito mais conhecedores da nossa realidade concreta. Pena que quando Vítor Bento e Silva Lopes, entre outros, deixavam claro que a baixa salarial era inevitável para tirar-nos da crise, muitos tenham preferido fazer orelhas moucas e à boa moda portuguesa optaram por vilipendiar os autores de tal tese - que não é bem uma tese, é mais a constatação de uma evidência -, com uma boa dose de ataques ad hominem.

2. Aqui, também pelo santo Krugman, uma explicação para a insistência na ideia de que Portugal não é a Grécia, para lamento de muita gente de esquerda que se diz chocada com tal coisa. Gente que não percebe que nessa insistência pode estar a diferença entre só os gregos saírem do Euro ou nós irmos logo atrás deles.

As regras do jogo

Portugal é uma pequena economia aberta que pertence simultaneamente à UE e à zona Euro. Não somos, nem julgo que queiramos ser, uma Coreia do Norte. Olha-se para os períodos de maior crescimento económico português nos últimos cem anos e percebemos que estão associados a dois momentos de abertura da economia portuguesa ao exterior: em primeiro lugar a adesão à EFTA, em segundo a adesão à então CEE. Desde então a globalização aprofundou-se e o mercado global ficou mais competitivo e mais exigente? Certamente. Mas não estavam à espera que tudo fosse um mar de rosas, pois não? Nem estarão certamente à espera que invertamos o processo de abertura da economia ao exterior: seria um passo trágico, rumo a uma sociedade muito mais pobre. Ora, sendo assim, jogar no mercado global obriga-nos a aceitar as regras impostas pelos jogadores das grandes ligas. Isto se queremos vencer alguma coisa, claro está. Eu compreendo que certos sectores políticos detestem as actuais regras e lutem para vê-las alteradas: faz parte do processo. O que eu não suporto, não suporto mesmo, é que às tantas há quem se esqueça que o mundo é o que é e não o que nas cabecinhas deles devia ser. Fecham-se zonas francas da Madeira e quem lá operava vai para o Luxemburgo e para as Caimão. Passa-se a ideia de um regime fiscal instável e as empresas vão para a Holanda. Não gostam? Mas não querem emprego e crescimento económico? Então percebam as linhas com que nos cosemos.

Grande economia fechada

João Galamba, e a proposta de Seguro de que os países com excedentes estimulem a sua procura interna para ajudar as exportações de países como Portugal, trata a zona euro como se fosse uma grande economia fechada, como se os seus membros só tivessem trocas comerciais entre si e não com o resto do mundo. Talvez por isso, parece ignorar completamente o seguinte argumento de Camilo Lourenço: «as fronteiras europeias estão abertas a produtos da China, Índia, Vietname… Se os alemães tiverem mais dinheiro vão comprar a todos os países com produtos baratos e de qualidade». Só os Estados Unidos, Reino Unido e China representaram 17,8% do total das exportações e 19% do total das importações dos alemães em 2010 (fonte). É bom não esquecer que a realidade é sempre mais resistente que a cabeça.

Salários e desemprego

Volto à crónica do Camilo Lourenço, diz ele a certa altura: «Porque os trabalhadores, quando confrontados com o dilema desemprego/salários mais baixos, escolhem a segunda opção». E do ponto de vista do Governo há todo o interesse que, chegados a um ponto em que o dilema é esse, a segunda opção possa ser feita. Porquê? Porque uma diminuição dos salários pode diminuir a receita que o Estado arrecada, mas o aumento do desemprego não só diminui ainda mais a receita arrecadada como aumenta a despesa do Estado. Acrescente-se ainda que acho fantástico ver quem há não muito tempo sugeria, em nome da equidade, que fosse criada uma sobretaxa a aplicar a todos os trabalhadores, incrédulo quando a ideia não é baixar os salários em nome do combate ao défice, mas sim da competitividade das empresas. E depois fica a questão: quando o Estado-patrão vai cortar nos salários da forma que se sabe, como é que é possível achar disparatado que algumas empresas também possam, tanto quanto lhes for permitido, fazer o mesmo se a sua sobrevivência estiver em causa? Por favor, não me lixem.

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