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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Má gestão e caso de polícia

O União de Leiria parece ter destino traçado e a pergunta que se impõe é quantos outros seguirão o mesmo caminho? Para a história registe-se que o município local, com o apoio do Estado português, construiu-lhes um estádio novinho em folha no qual, por motivo de dificuldades financeiras, já nem conseguiam jogar. Vai-se o clube, mas fica o elefante branco. Outros clubes em situação idêntica ou que para lá caminham procuram a fuga em frente, com pedidos ridículos de alargamento da Liga profissional e buscas desesperadas por aumentos das receitas televisivas. Uma fuga que esbarra na resistência dos grandes do futebol nacional que têm procurado refúgio num modelo de gestão que colide com as exigências dos mais pequenos. Entre outras coisas, os grandes têm a Europa para lhes proporcionar receitas directas ou indirectas, com a venda de jogadores valorizados por boas campanhas europeias, e não querem prejudicar esse filão. Dito isto, não deixa de ser curioso que a Liga de clubes lembre-se de criticar o sindicato dos jogadores por «má gestão» quando são muitos os clubes da Liga que têm salários em atraso para com os seus jogadores; exemplos flagrantes de má gestão é o que não falta. Já o presidente do U. de Leiria fala em «caso de polícia», tendo em conta algumas relações da política com o futebol e o desperdício de dinheiros públicos que houve no sector, não posso deixar de pensar que a expressão é boa, só estará aplicada ao caso errado.

Humilhação

Uma humilhação ou uma humilhação ainda maior. Mais coisa, menos coisa, foi nestes termos que o ministro Vanizelos colocou a escolha que os gregos têm de fazer. Não é lá grande escolha, admita-se. Nisso, João Galamba tem razão. «Mas foi isto que a Troika propôs aos gregos», acrescenta o deputado socialista. Mas foi para essa situação que os gregos se atiraram, acrescento eu. Para uma situação de povo pedinte. Nenhum povo gosta de andar para trás, mas os gregos passaram por um período de crescimento que era absolutamente ilusório. Como é que se corrige esse crescimento ilusório? Há uma forma fantástica que passa por pedir aos alemães que abdiquem do seu nível de vida para sustentar os gregos; há outra que passa por deixar os gregos recuarem no seu nível de vida. Na minha leitura, os alemães estão disponíveis para ajudar os gregos desde que estes mudem de vida; os gregos querem a ajuda alemã desde que esta não os force a mudar de vida. Claramente, isto gera um impasse e torna a situação insustentável.

Qual foi um dos problema do Euro se não o de ter gerado condições para que povos como o grego adoptassem um nível de vida claramente superior ao que era a sua capacidade produtiva? Agora que esse problema está evidente para todos, não vejo como possa ser corrigido que não por um ajustamento para baixo do nível de vida desses povos. Não é lá grande opção? Não, não é. Mas é por isso que se diz que não há alternativa à austeridade. Para os gregos e os portugueses, entenda-se. E perceba-se de vez: estes programas de ajustamento, quer no caso grego, quer no caso português, não são uma resposta à crise internacional, são uma resposta a um problema que antecede em muito a crise que teve origem nos Estados Unidos. São ainda muitos os que teimam em não entender isso.

O paciente português

O desemprego e a emigração são sintomas de uma doença que nos aflige e desde o fim do último governo de Guterres que os sintomas dessa doença - que passa, entre outras coisas, pela falta de competitividade - começaram a ser tão evidentes que não podiam ser ignorados. Durante dez anos pouco ou nada fizemos para nos tratarmos e fugimos sempre dos tratamentos mais agressivos que nos foram apresentados. Os sintomas é que nunca deram tréguas e o desemprego e a emigração continuaram a subir durante todo esse período. Como seria expectável, o deixa andar não resultou e acabamos por ir parar ao hospital em estado lastimoso. Sem alternativas, o médico passou-nos o tratamento mais agressivo e desde então que levamos a noite a chorar lamentando que não nos deixem fazer nos próximos dez anos o que fizemos nos dez anos anteriores. Até certo ponto é compreensível, o tratamento agressivo terá como efeitos secundários um acentuar momentâneo dos sintomas que se fazem sentir há mais de uma década e isso não é agradável para ninguém. Mas sendo compreensível, não altera a realidade. É que por muito que nos custe, não podemos ter como opção continuar doentes daqui a dez anos. E sendo este o tratamento escolhido, até por ser dos disponíveis o melhor, daquele que tem como função aplicá-lo não espero que me diga que não existirão efeitos secundários negativos quando é certo que existirão. «Os portugueses querem um primeiro-ministro que lhes diga: Eu vou governar de tal maneira que não será preciso emigrar». Os portugueses querem que o médico lhes minta? Certamente que não, só o médico de bancada que não tem responsabilidades algumas é que pode dizer o que o paciente gostaria de ouvir e não o que o paciente precisa de ouvir.

Folgas e almofadas

Portugal deverá registar um défice de 6% do PIB em 2012, e não de 4,5%, como está acordado com a ‘troika', e um ano depois, quando termina o programa de ajuda, o défice ainda estará nos 5%. Entretanto, no mundo do faz de conta da política europeia, Angela Merkel considera "muito encorajadores" as previsões sobre o défice português, que deverá descer para 4,5 % em 2011. Enfim, eu aprecio a forma empenhada como este Governo está a tentar resolver o problema das contas públicas que herdou e por isso só merece elogios, mas tapar os olhos ao que se passou este ano, ainda que também isso não seja culpa deste executivo e só lhe dificulte mais o trabalho, é que não tapo: o fundo de pensões é batota, aldrabice, o que lhe quiserem chamar, e este é mais um ano que passa sem que tenhamos conseguido controlar as nossas contas públicas, o que tornará muito mais difícil atingir o objectivo acordado para 2012. Há apenas um aspecto positivo que pode resultar disto tudo, se terminarmos 2012 com um défice de 4,5% sem qualquer recurso a receitas extraordinárias, quando poucos apostam que tal é possível, mudará certamente a forma como somos olhados no exterior. Tentemos essa proeza improvável, até porque baixar os braços e desistir não é solução.

Mobilidade laboral

Estados Unidos

Taxa de desemprego: 9%

Estados com maior desemprego: Nevada com 13,4% e California com 11,7%

 

Zona Euro

Taxa de desemprego: 10,3%

Países com maior desemprego: Espanha com 22,8% e Grécia com 18,3%

 

Ou como a falta de mobilidade laboral é um entrave ao bom funcionamento da zona euro. Se existisse uma base comum muito forte entre os povos da zona euro, os fluxos migratórios entre paises membros seriam maiores e fariam se sentir na redução das taxas de desemprego dos países em maiores dificuldades. Não há. Nada melhor do que tapar os olhos a esta realidade e defender o federalismo como a solução para os nossos problemas. Não será.

O optimista e o cão

O ministro das finanças é o ministro das más notícias, o ministro da economia quer ser o ministro das boas notícias. Hoje, Santos Pereira foi ao Parlamento anunciar que 2012 «certamente irá marcar o fim da crise e será o ano da retoma para o crescimento de 2013 e 2014». Não sendo difícil de perceber o que o ministro quer dizer, parece-me que estes anúncios do «fim da crise» são de muito má memória para a maior parte dos portugueses e devem ser evitados, até porque a crise e o seu fim não devem ser confundidos com o regresso do crescimento económico. Prefiro mil vezes o discurso cauteloso do ministro das finanças a este discurso optimista do ministro da economia. Porém, quem criticou o discurso de Vítor Gaspar por faltar-lhe uma perspectiva de futuro que justificasse na plenitude o esforço a que estamos sujeitos, tem em Álvaro Santos Pereira a outra face: façam este esforço que depois de 2012 tudo melhorará. Não era isto que queriam? A avaliar pelo jornal da tarde da SIC onde até já se falava em fazer rolar a cabeça do ministro da economia, talvez não. Caso para dizer: preso por ter cão e por não ter.

Alguém tem de ceder?

«Não podemos impedir que os gregos se suicidem». A estratégia de brinkmanship pode estar a ir longe demais. Estamos a chegar a um ponto de não retorno. A UE ameaça não entregar os 8 mil milhões de euros aos gregos se estes não recuarem com o referendo. Ora, sem este dinheiro, ainda antes do referendo, a Grécia fica sem condições para pagar salários, pensões e subsídios vários, atirando o país para o caos total. A mim parece-me óbvio que os gregos fizeram um all in e mataram qualquer hipótese de voltar atrás com a ideia do referendo, pelo que mais depressa a UE e o FMI acabam por ceder e entregar o dinheiro aos gregos. Mas, enfim, nestes tempos loucos não se pode ter a certeza de nada. Mais importante: não estará na altura da UE fazer da saída da Grécia do Euro o seu plano A?

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