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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Do amiguismo

Não estava presa ao cargo. Merece elogio. Ou então o mal foi este: «assegurando que não há relação entre a sua saída e a notícia que o PÚBLICO avançou no final de Janeiro, dando conta de que a CFP adjudicara vários serviços, por ajuste directo, à empresa de um designer brasileiro, Gilson Lopes, que emitira facturas relativas a esses mesmos serviços indicando como “escritório e morada postal” a residência de Inês Pedrosa. O PÚBLICO sabe, no entanto, que a EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, tutelada pela Câmara Municipal de Lisboa) lhe abriu um inquérito cujas conclusões apontam para a cessação do contrato.» Se há, como o Público garante que há e devia haver, inquérito, revele-se o seu resultado. Se, como tudo leva a crer, este é negativo para a própria, pressões e desejos para que tudo se esqueça com a demissão da escritora, dado o grupo de amigos que a rodeia, não faltarão. E esta coisa do faça-se de conta que nada aconteceu pois a senhora até é boa pessoa e boa amiga é coisa tão portuguesa. Tristemente portuguesa. Reveladora da nossa pequenez, do nosso atraso. Em dez milhões de pessoas, toda a gente que se destaca conhece-se entre si. Quase tudo concentrado em Lisboa. Meio mundo protege meio mundo: afinal, «hoje é a Pedrosa, amanhã posso ser eu», é o que pensam. E quem decide quebrar esta regra, é posto de parte. Desprezado. Gera inimizades várias e neste regime ou se é muito grande para as dispensar - quase ninguém é - ou dificilmente chega-se a algum lado importante sem elas, as amizades. De resto, pela boca morre o peixe: Tão grave quanto a despesa desnecessária da edição em papel couché do programa do Governo foi o processo utilizado para contratar essa despesa: o ‘ajuste directo’. Enfim, uma história portuguesa, com certeza.

A trágica fortuna dos artistas portugueses

A cultura anda pelas ruas da amargura, dizem. E lá gramamos com este ou aquele artista muito irritado porque anda sem ganhar dinheiro. E a culpa dele não ganhar dinheiro é, como não podia deixar de ser, deste ou daquele governante. Bem, para o artista que estava habituado a viver colado ao Estado, assim será. Ainda ontem, em plena RTP, uma artista portuguesa, com certeza, lá queixava-se que queria era que a RTP lhe arranjasse trabalho. Por algum motivo há tanta resistência à privatização do canal vinda em grande parte dos meios culturais. E também por ai se explica que a ideia de que o Estado gasta(va) menos de 1% do PIB com a cultura nunca foi bem verdade. Adiante: que a vida está difícil, ninguém ignora, mas está difícil para (quase) todos. Que uma grande maioria, cada elemento individualmente considerado, se ache especial e julgue ser dever da sociedade tratá-lo de forma especial, idem (seja ele o polícia que sobe as escadarias da AR, seja o cantor com carreira pré-1974 que pouco mais tem para apresentar no curriculum do que um one-hit wonder). 

 

 

Mas depois olhamos para a realidade e o que vemos? Logo a começar, vê-se que nunca houve tanto trabalho para actores como nos dias que correm (nem nunca existiram tantos actores). Ah! Não é alta cultura e tudo se deve às telenovelas, produto menor com o qual certos actores não querem ser associados? Problema deles. Dada a realidade do mercado português é, felizmente, um produto economicamente viável, que aguenta sem necessidade de apoio financeiro do Estado, e que não deixa de ser um produto cultural, por muito que alguns não gostem dele. Estávamos melhor quando no inicio do milénio só tínhamos novelas brasileiras? Não, não estávamos. A cultura está a morrer? No que à representação diz respeito, dificilmente. Se bem que, claro, pode sempre haver quem argumente, na linha do Tordo júnior com os pasteleiros - nota: a gastronomia também é cultura -, que as novelas são a prova de que a cultura está a morrer pois estas pouco mais representam do que a substituição dos verdadeiros actores - portanto, a malta que verdadeiramente faz cultura - por malta da moda com carinhas bonitas e corpos atléticos - que, portanto, não sabem representar e não fazem cultura; nota: a moda também é cultura. - Resumindo: a velha lengalenga do «não gostamos de concorrência» e «deixem os dinossauros proliferar». Mal sabem eles que a entrada de novos players no mercado, tenham a origem que tiverem, é sinal da vitalidade do sector. De qualquer sector.

 

 

E na música? A música está pelas ruas da amargura. Será mesmo assim? Há poucos dias lia a Cristina Branco, emigrante vivendo na Holanda, a queixar-se igualmente que a cultura está a morrer em Portugal. Bem, se a cultura está a morrer, o fado - há coisa mais portuguesa? - parece-me que vai de vento em popa. Não porque foi considerado património imaterial da humanidade, uma treta qualquer, entretanto caída em esquecimento, a que alguns dedicaram imenso esforço e atenção - condição essa que, qualquer dia, estará a ser partilhada com o Carnaval de Torres Vedras -, mas pela realidade espelhada nos artistas portugueses que se internacionalizaram (onde a Cristina Branco se inclui) e que correm mundo a espalhar a nossa cultura. Insisto: a nossa cultura a morrer? Em plena fase de vitalidade do fado a que não será alheia uma nova geração de ouro? Parece-me mais um problema de enorme desatenção (se o problema é que para ganharem dinheiro precisam de fazer carreira lá fora, reparem que isso não é um mal, é um bem: sorte a deles que haja lá fora quem os queira ouvir e sorte a nossa porque abrem portas a outros artistas para lhes seguirem os passos: é, inegavelmente, sinal de vida, não de morte).

 

 

E ainda na música, porque é na música que se tem levantado maior queixume nos últimos tempos, ainda estou para perceber como é que os artistas portugueses têm a lata de se queixarem da falta de receitas quando o sector dos festivais de verão é um dos que não só tem-se aguentado durante a crise, como até tem apresentado algum crescimento, mostrando que os portugueses não se importam de pagar - e em muitos destes festivais falamos em pagar bem, muitíssimo bem para a realidade do país - para ouvir música ao vivo. Ah! Esses festivais estão recheados de artistas estrangeiros? Ora, se o problema é esse, os artistas portugueses só se podem queixar de si próprios, por não conseguirem cativar o mercado de consumidores pagantes - que inegavelmente existe - a dispender dinheiro nos seus concertos. Ou isso também é culpa dos governantes? Ou não deviam viver os artistas das receitas de bilheteira? Ok, se calhar há também aqui alguma culpa de muitos governantes: deram, durante muito tempo, os meios para vários artistas viverem despreocupados da bilheteira efectiva que os seus concertos conseguiam granjear. Felizmente, se o problema é este último, é muito fácil de resolver.

As coisas são o que são

Voltando ao fado português, noto que Luís Naves teve o cuidado de não incluir a literatura no rol de sectores culturais onde Portugal nas comparações europeias faz fraca figura. A Hungria pode ser tudo isso, sinceramente, conheço mal para pronunciar-me, mas ainda assim não produziu nenhum Saramago (embora também tenha um prémio Nobel recente). Não tem o fascínio que nós temos pelo resto do mundo e valoriza muito o que é nacional? Admito que sim - não deixando de notar que um escritor e um jornalista portugueses estão sempre nos nossos tops de vendas, sendo ambos, um mais do que o outro, relativamente desprezados pela elite literária -, mas também há razões históricas que podem ajudar a explicar que assim seja: o império húngaro não foi propriamente igual ao império português, nem conheço aos húngaros fluxos migratórios iguais aos nossos. Somos o que somos e muito do que somos é fruto das nossas circunstâncias. E bem podem os húngaros fazer tudo por tudo para preservar a sua língua que nós entretanto já temos a nossa espalhada pelos quatro cantos do mundo. Mesmo no caso espanhol não é difícil de perceber a necessidade que têm de promover uma identidade comum a toda a Espanha com as fracturas que por lá abundam e que por cá nem vê-las. Ou seja, de certa forma, acho que a observação de que somos um «país com fortíssima identidade nacional», não torna «tudo ainda mais bizarro», pode mesmo ajudar a explicar aquilo que é tomado por bizarro e nada neste comportamento tem de estar associado a um conceito de provincianismo. Sei que esta minha argumentação deixa muitos buracos em aberto e para ganhar consistência tinha de ser mais elaborada, mas fica o esboço do que penso sobre o assunto. A língua portuguesa está bem e recomenda-se, muito antes de existir cinema já estava bem e recomendava-se, e bem podia o Luís acrescentar uma ou outra palavrinha em inglês ao seu texto que não arriscava perder nada com isso. 

Mudando de assunto, só consigo imaginar a quantidade de novos leitores que Os Miseráveis do Victor Hugo ou a Anna Karénina de Tolstoi alcançaram com as adaptações em formato xaropada que Hollywood lhes dedicou recentemente. E assim passa-se da linguagem básica de alguns filmes americanos para os grandes clássicos da literatura mundial e posteriormente para a capacidade de ler os filmes do Oliveira (antes o problema dos filmes do Oliveira fosse a falta de capacidade para interpretá-los). Mas é certo que o cinema popular ajuda a «alta cultura». Entendêssemos isso e tudo seria mais fácil. Não se começam a construir casas pelo telhado.

Para terminar, se o filme 'português' mais visto deste ano é «O Comboio Nocturno para Lisboa» - e, de facto, o filme foi 'vendido' na comunicação social por força da sua associação à produção nacional -, são mais uns quantos espectadores de cinema, dos poucos que ainda arriscam ir ver filmes com o selo de produção nacional, que vão ficar sem vontade de tornar a fazê-lo tão cedo. O melhor do filme foi mesmo isto. Quer isto dizer que fomos afastados dos nossos autores? Não, os nossos autores é que se afastaram de nós, ao teimarem em fazer filmes que o comum dos portugueses não compreende, nem gosta. Mas que sirva como desculpa a quem a quiser usar: o problema é dos portugueses a quem falta intelecto para leituras inteligentes (enfim, há uma parte verdadeira nisto, porque o nível de educação terá alguma correlação com os produtos culturais que se consomem e como se sabe o nosso panorama no que se refere à escolaridade não é propriamente brilhante). Contudo, olhando para o panorama literário e para o cinematográfico e comparando-os, percebendo que na literatura também temos o nosso Dan Brown, enquanto no cinema só temos Woody Allens wannabes, sou tentado a concordar com o Luís quando escreve que a escrita não morreu «porque publicar um livro é mais fácil do que produzir e distribuir um filme». Mas note-se que ao contrário dele não acho que os «híper-best-sellers» matem o que quer que seja. Pelo contrário, dão vida.

Ensaio sobre a cegueira

Como é que se diz a alguém que fica na história do cinema que não há dinheiro para ele filmar? Acho que quem de direito chegou à conclusão que não se diz e por isso ninguém lhe disse. Mas isso teve, dada a limitação de apoios existentes para a produção de filmes portugueses, custos altíssimos para o cinema nacional, porque quase monopolizou - sei que estou a exagerar, mas vocês percebem o meu ponto - a indústria num realizador que, pese embora concordar com o Luís Naves na importância de Aniki-Bóbó, nunca teve a projecção internacional necessária para catapultar a indústria nacional para outras paragens. Concretizando e abusando no name dropping, Oliveira não é um Verhoeven; um Almodovar; um Weir; um Yimou; um Vinterberg; um Fatih Akin; ou um Chan-Wook Park; e a lista podia prolongar-se. E a estes nomes podia associar um Rutger Hauer; uma Penélope; um Mel Gibson; uma Gong Li; um Madds Mikkelsen; um Moritz Bleibtreu; ou um Min-sik Choi; e vocês ainda percebem melhor onde quero chegar. Todos os realizadores citados não são norte-americanos. Todos eles terão beneficiado de apoios estatais. Todos eles terão ajudado a contrariar o ascendente hollywoodesco no cinema mundial, embora muitos deles tenham acabado a dormir com Hollywood (importa contudo notar que não só foram influenciados por esta, como influenciaram-na igualmente: a via não tem sentido único). E com todos eles conheci e interessei-me um pouco mais pela história e a cultura de povos que não o meu. Com isto, até posso estar a justificar a existência de apoios estatais ao cinema, mas a discussão já fugiu há algum tempo do âmbito dos apoios à Cinemateca: no estado em que está o nosso cinema, existindo apoios, não é isso, nem principalmente isso, que importa apoiar e, repito, que no que mais importaria apoiar, a produção de filmes portugueses com valor acrescentado, o pior caminho possível foi o da cultura de subsídios em circuito fechado. A existência de subsídios não pode ser um fim em si mesmo; da mesma forma que a existência de um filme que ninguém vê não projecta cultura alguma.

Então, para que estamos a lutar?

Claro que a veracidade da história de Churchill nada muda na discussão. Mas, e nisso concordo com Luís Naves, se o essencial na discussão é a resposta à pergunta «para que estamos a lutar?», sempre vou dizendo que não consta que The Man Who Shot Liberty Valance tenha sido feito com fundos públicos. Dito isto, até posso aceitar, em relação à Cinemateca, que «a partir de certo grau de corte, a casa fica vazia ou sem tecto, ou sem chão ou sem janelas», mas na vasta casa do que devia ser o panorama cinematográfico nacional, a Cinemateca é o telhado e de nada adianta ter um museu do cinema que nos custa milhões e uma indústria que produz tostões. Por exemplo, continuando no filme de John Ford, um dos meus westerns favoritos, vejo aqui que as receitas do filme em 1963 foram mais do dobro do que o que gastaram nele. Esclarecedor. Depois, temos a questão do que o Estado gasta na cultura. É pouco? Não sei, mas vejamos: um país que gasta muito em cultura, enriquece; ou um país que enriquece, passa a gastar mais em cultura? Suspeito que seja esta última, pelo que julgo que Luís Naves centra mal a discussão. Perceba-se: nem precisa ser o Estado a aumentar a sua despesa com a política cultural, à medida que um país enriquece os próprios orçamentos das famílias tendem a dedicar uma maior percentagem dos seus gastos a bens culturais. Mas, mais importante ainda, e aceitando que o Estado tem de ter uma política cultural activa com orçamento próprio, o "pouco" que gastamos na cultura, nomeadamente no cinema, é bem gasto? Aqui é que não tenho dúvidas, é pessimamente gasto. Anos e anos a subsidiar o Manoel de Oliveira, num esforço, porventura explicativo para a importância que se dá à Cinemateca, que só se compreende à luz da preservação da memória e do passado, descurando o presente e o futuro, são a prova disso mesmo.

Meditando

A direita portuguesa devia meditar numa história famosa de Winston Churchill. Luís: a história é bonita e recorrentemente evocada, mas não há qualquer registo de ser verdadeira, bem pelo contrário, tudo indica tratar-se de pura invenção que se espalhou como sendo a verdade. Já sobre a cinemateca, esta deve limitar-se a fazer o que pode com o que tem. Acenar com o fecho da cinemateca, numa lógica de ou nos dão mais dinheiro ou fechamos, é claramente táctica chantagista. Se o que tem não dá para fazer tudo o que faz hoje, faça menos. E a própria lógica das suas receitas virem sobretudo de uma taxa sobre a publicidade já é altamente discutível, mas esta história levava-nos longe, até porque o problema do cinema em Portugal é o de que ao fim de anos e anos de subsídios estatais, continuamos a não ter uma indústria cinematográfica digna desse nome.

Buy or leave it

O fascinante nesta história é isto e só isto: em Portugal, existem obras de arte detidas totalmente por privados que o Estado acha-se no direito de impedir a sua saída de Portugal. Não quer que saiam, compre-as cobrindo a oferta feita por qualquer instituição ou cidadão de qualquer parte do mundo. Não quer cobrir a oferta, por falta de dinheiro ou outro motivo qualquer? Deixe-as ir.

Paraíso Arte

A artista de arte pindérica do regime vai de cacilheiro rebocado para Veneza. Até aqui, tudo bem: não importa o que penso da arte da artista se há tantos que pensam diferente de mim. O que me preocupa é ouvir falar em apoios estatais sem que seja esclarecido imediatamente que tipo de apoio estamos a falar e montantes envolvidos. E não é à artista que deve ser feita essa pergunta, é a quem nos (des)governa. É que, enfim, a cidade onde se realiza a Bienal, pelas últimas notícias de que me recordo, afunda-se todos os anos mais uns milímetros, mas com esse afundanço posso bem, o que não posso é com o afundanço do nosso Estado à custa de dinheiro desbaratado em tudo e mais alguma coisa.

Mr. Brown

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