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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Os grandes democratas

Há vários países que, perante as condições conhecidas, não querem suportar a Grécia no Euro e dizem-no abertamente. É o caso da Eslováquia, Malta, Estónia e Finlândia (neste último até surgiram notícias de que o governo estava em risco de ruir). Parte do grupo que defendia o «é preciso respeitar a democracia grega» diz agora que estes países são insignificantes e a sua opinião não deve ser levada em conta (até temos o quadro com o peso relativo de cada país no €, o que é irónico dado que nesse mesmo quadro esses quatro países juntos valem mais do que os gregos). São engraçados estes nossos democratas.

Democracia, dizem eles

À moda venezuelana: referendo convocado para ser realizado daqui a oito dias, sem qualquer tempo para que se estabeleça uma campanha organizada que permita uma discusão séria e aprofundada sobre a importância do que está em jogo, incentivando o voto a quente, e sem qualquer garantia de que lhes darão as condições para levar adiante o que pretendem referendar (sim, porque anunciam um referendo que depende novamente da vontade de outros, nomeadamente de que os restantes membros da zona Euro lhes permitam uma mini-extensão do resgate e que mantenham as propostas negociadas atá aqui em cima da mesa). Enfim, depois de chegarem ao poder e concluirem a primeira negociação com a zona Euro, estes gajos do Syriza tiveram quatro meses para fazer um referendo em condições minimamente aceitáveis. Não o fizeram. Não me parece difícil adivinhar o que lhes vai na cabeça. É democracia, sim, da pior espécie. E volto a insistir: não é possível partilhar uma moeda única com gajos que se comportam desta maneira.

A arrogância de uma certa esquerda

Bem presente, também, nesta ideia: Sampaio da Nóvoa teria demitido o Governo no verão de 2013. Na entrevista em causa, esta, além da tontice de remeter a justificação para a sua posição no «princípio constitucional do regular funcionamento das instituições democráticas» [nota], mostra-se preocupado por na «altura própria, os portugueses não terem sido chamados a renovar a legitimidade democrática do Governo». Se dependesse desta malta - dos Sampaios, o outro e o Nóvoa, ao Costa - na Constituição ficaria escrito que os mandatos dos governos de direita são para terminar a meio. Mas esta posição tem uma particularidade: seria o drº Seguro quem ganharia com a medida (sabe-se lá para o quê, uma vez que, muito provavelmente, o Presidente estaria a trocar um governo de maioria absoluta por outro de alianças complicadas) e o drº Costa não teria tempo de aparecer para vir apoiar esta nulidade do Nóvoa. Nem tudo seria mau.

«Estou aqui, sou o maior, vou correr contigo e quero eleições já!»

Para seu contragosto, não pode fazer ao Governo do país o que fez à liderança do seu próprio partido. Este Costa está a sair um caso sério de chico-esperto que só engana parvos. Isto de achar que bastava comparecer que estendia-se o tapete e o messias Costa era o rei desta cena toda tem alguma graça, mas não passa disso, de uma piadola. De resto, o próprio já percebeu que, contrariamente ao que poderá ter pensado, não basta fazer-se de morto para ganhar eleições, por isso também desatou a disparar em todas as direcções, fazendo recordar Seguro na fase em que sentiu a sua liderança em risco  (nota: e a  malta que criticava o Seguro agora anda tão calada).

Círculos uninominais

uk.png

 

Um partido que obteve 4.7% dos votos, conseguiu 8.6% dos deputados (MP: Member of Parliament na terminologia britânica). Outro que obteve 12.6% dos votos, conseguiu 0.2% dos deputados. Com 36.9% dos votos chega-se à maioria absoluta. Com as suas vantagens e desvantagens, convém ir lembrando que o sistema eleitoral pode estar organizado de várias formas e o nosso modelo não é necessariamente o melhor. Aquilo que o sistema britânico perde em representatividade partidária, ganha em grau de proximidade entre eleitores e eleitos (o que consiste numa forma do eleitor se sentir mais e melhor representado). Além disso, parece-me claro que um sistema como o britânico é garante de maior estabilidade governativa.

Um enorme gozo

Ontem, a vitória dos Tories no Reino Unido deu-me um enorme gozo: porque deixou a redacção do Público com um grande melão; porque deixou os socialistas com outro melão ainda maior (e preocupados, ó se estão preocupados); porque contrariou escandalosamente o que as sondagens diziam; porque irritou os burocratas e federalistas europeus (o referendo, meu Deus!); porque são os "ventos da mudança" de Costa; porque foi a «grande vitória da democracia» de Manuela Ferreira Leite; porque, enfim, ganhou o lado com que mais me identifico. E as explicações para a derrota estrondosa do Labour? Algumas são maravilhosas: consegue-se ao mesmo tempo argumentar que o mal do Labour foi ter-se colocado demasiado à esquerda ou ter-se deixado ir pelo discurso da direita, não assumindo uma perspectiva radicalmente diferente da de Cameron (há até quem sugira que o Labour tinha um Seguro na liderança, nunca, mas mesmo nunca, um Costa); por fim, a minha argumentação favorita: foi o medo que levou o eleitorado a votar Conservador. O medo que, como se sabe, é essa coisa humana, mas irracional, em que os partidos de direita apostam quando ameaçam que a vitória do partido adversário irá acabar de uma vez por todas com o Sistema Nacional de Saúde.

Da maturidade do regime

Não só aguentaram até ao fim como vão concorrer coligados às eleições deste ano. E isto num contexto de governação particularmente difícil. Se o anúncio, ontem, parece-nos agora natural, recorde-se que nem sempre foi assim e durante os primeiros meses deste Governo não faltou quem vaticinasse que o mesmo ia quebrar e cair muito antes do final da legislatura. Eu próprio desejei essa queda, ainda que por motivos completamente diferentes da maioria. E a história estava do lado de quem fazia tal vaticínio, como era recordado no Público em Junho de 2011: Governos de coligação nunca chegaram ao fim de uma legislatura em 35 anos de regime democrático. Mas a História não dita o futuro, como se comprova. Nem sempre estamos condenados a repeti-la.

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