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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Uma hipótese de entendimento

A propósito do post anterior, recorde-se que essa opção estratégica, tal como a da TSU, é mais uma que sempre teve muito maior adesão à direita e no PSD do que à esquerda e no PS. Depois de interiorizar tudo o que o "cenário macroeconómico" do PS propõe - continuando a achar que há ali uma grande dose de ficção nos resultados esperados e duvidando fortemente da exequibilidade de todas as medidas de uma vez só -, não posso deixar de considerar, como avaliação final, que a coisa é muito melhor do que eu próprio interpretei à primeira. Alguns números podem estar martelados, mas parte do caminho a seguir é mesmo aquele. Agora, é só avançar para um bloco central, de forma a levar o PSD nas negociações a impedir a baixa do IVA da restauração, tentar uma reposição dos salários dos funcionários públicos menos acentuada e impedir um socialista de tomar conta do ministério da justiça, e pode ser que o futuro seja bem melhor do que aqui há uns tempos pensei que ia ser. Sempre há esperança.

Barreira à entrada

Tentativa inaceitável de domar o quarto poder. Na verdade, acho que os partidos ficaram contentes com o que tem vindo a acontecer nas últimas eleições. Pode muito bem ter passado por ai, pela ausência da campanha política e dos debates políticos das televisões, a inexistência de fragmentação político-partária em Portugal de modo igual à que ocorreu nos restantes países do sul da Europa.

Twilight Zone

Os partidos da coligação temem o impacto da sigla maldita. O problema não é ser boa ou má ideia, é o nome «TSU» ter conotação negativa? A mesma TSU que Hollande baixou em França? Faz a baixa do IRC mais sentido? Enfim, da outra vez até deu para compreender a contestação do povo à medida à pala da descida da TSU para as empresas ser compensada por um aumento da TSU paga pelos trabalhadores, mas uma diminuição da TSU paga pelas empresas, por si só, duvido que gere esse tipo de contestação. E duvido por um único motivo: apesar de tudo, tenho a inteligência do eleitorado em melhor conta do que alguns políticos parecem ter. Posso estar enganado e o emocional sobrepor-se ao racional, o que não seria a primeira vez, mas deixem-me acreditar, pelo menos para já, que o eleitorado aprendeu alguma coisa e está menos tonto e manipulável. E recordo, pela enésima vez, que a medida da baixa da TSU foi tema da campanha eleitoral de 2011. Era mesmo uma das propostas chave do programa do PSD. O mesmo PSD que ganhou essas eleições.

Um argumento cómico (2)

Diz-se, com razão e em forma de crítica, que o actual executivo já deixou de fazer reformas e só pensa nas eleições. Ora bem, levando a sério a conversa de que a privatização da TAP no actual timing não é adequada por se aproximar o final da legislatura, é precisamente validar essa opção tão criticada de que um executivo a a partir de determinado momento deve abdicar de governar e passar a dedicar-se exclusivamente à propaganda eleitoral ou a medidinhas sem significado/impacto. Não é essa a minha visão. E muito menos pode ser essa a minha visão quando a privatização da TAP faz parte de um conjunto de medidas com que o actual executivo está comprometido com o eleitorado que o elegeu. Já basta aquilo que prometeu que ia fazer e não cumpriu.

Sobre sondagens, partidos à margem do sistema e resultados efectivos

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Esta era a sodangem mais recente para a Madeira. Comparar com o resultado final, onde a coligação em que o PS se inseria obteve uma votação muito menor e o movimento Juntos pelo Povo (JPP), pelo contrário, obteve um resultado muito mais favorável, dá uma ideia daquilo que o PS pode esperar para as legislativas. Como, aliás, o resultado das europeias e o fenómeno Marinho Pinto já tinham dado a entender.

Sobre os resultados na Madeira

1. Resultados disponiveis aqui.

2. A confirmarem-se os resultados, o PSD ganha a maioria absoluta à rasca. Fica com 24 deputados num Parlamento de 47. Vai continuar a governar sem, pelo menos, um parceiro que o fiscalize. Mau.

3. Depois do resultado de 2011, este era o ano para o CDS tirar a maioria absoluta ao PSD. Não sei o que correu mal na estratégia do partido nos últimos anos, mas não tirou e perdeu votos. Falhanço absoluto.

4. O PS meteu-se numa coligação macabra e acaba por ser o maior derrotado da noite. Mais do que asneira do PS, atrevia-me a dizer que o maior erro foi dos outros parceiros de coligação. Sobretudo de José Manuel Coelho: não percebeu que coligado com o PS o seu peso eleitoral aproximava-se de zero.

5. Para tirar António Costa de qualquer fotografia - aqui num aperto de mão ao parceiro de coligação local -, o PS nacional ensaia a defesa da autonomia do PS-Madeira, já no twitter culpa-se Seguro: parece que o candidato foi escolha dele. Curioso, porque ainda sou do tempo em que Seguro era criticado por pretender dissociar-se do legado socrático.

6. A oposição ao Governo levada a cabo por JPP na Quadratura contínua a dar frutos. Até na Madeira. Mais um pouco e relegava o PS, ainda para mais coligado, para quarta força na região [sim, sim, bem sei que o movimento Juntos pelo Povo que concorreu na Madeira não tem nada a ver com o José Pacheco Pereira]

7. Note-se que os votos nulos subiram (de 1,91% em 2011 para 3,40% agora) numa proporção muito superior à dos votos em branco (de 0,74% para 0,87%), provavelmente por efeito desta situação vergonhosa. Dada a margem da maioria absoluta do PSD é possível especular se a não inclusão do PDR nos boletins de votos não poderia ter efeito nessa mesma maioria absoluta.

O nosso pequeno Syriza

Por uma política patriótica e contra o pacto de agressão: adoráveis as reacções de Maria Luís Albuquerque, mas sobretudo de Paulo Portas, a este relatório do FMI. Como se não fosse óbvio que este Governo entrou em «modo eleições» a todo o gás. Longe vai o tempo do levamos a cabo o programa da troika não porque nos era forçado, mas antes porque acreditávamos nele, como o senhor PM chegou a declarar. Aliás, a prova de que o passado agora é mesmo para apagar, foi a felicidade com que, pelo menos o Paulinho das feiras, sempre mais descarado nestas cenas, recebeu a adopção de uma política de quantitative easying por parte do BCE, ainda que o PM não lhe tenha ficado atrás, negando algo de que havia prova documental. O mundo mudou. Novamente.

Do bom senso da lei eleitoral

Já aqui escrevi que seria favorável a uma antecipação das eleições legislativas, mas tal teria sempre de ter a concordância dos partidos que apoiam o Governo. Faz parte das regras que assim seja e outra coisa que não esta seria uma farsa. Como farsa é o discurso de crítica a Cavaco Silva nesta matéria em concreto (ainda para mais quando este até deu a hipótese de mudarem as regras a meio do jogo; hipótese que o PS, na altura segurista, não quis/soube aproveitar). Sobre a questão do bom senso, se das regras (dos prazos eleitorais) agora discordam (ao ponto de pretenderem que sejam alteradas no fim do jogo), Ferro, Costa e restantes socialistas têm primeiro e acima de tudo de se responsabilizarem a si próprios, dado que a lei eleitoral em vigor, datada de 1999, foi aprovada com os votos favoráveis do PS e do PCP (mais Verdes) e resultou de trabalho desenvolvido pelo próprio do António Costa. Bem sei que «as ideias são estúpidas independentemente de quem as tem», mas que quem as teve esteja na linha da frente a criticá-las como se não tivesse nada a ver com elas, bem, não lembra a ninguém e só passa sem crítica num país desmemoriado. O PS que meta o oportunismo político num saco que não há pachorra.

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