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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Desorçamentar

O governo Sócrates recusou swaps no Estado para desorçamentar. Ah! Belo Governo. Não precisava deles porque, entre outras coisas, usou as PPPs para o mesmo efeito. Mas as empresas públicas precisavam e foi para isso que fizeram boa parte dos swaps "tóxicos" - no curto-prazo os seus resultados melhoraram. E o Governo sabia disso, não tinha como não saber. Mas nada fazia porque dava-lhe jeito. Era PPPs no Estado e swaps nas empresas públicas, exactamente pelo mesmo motivo. Isso mesmo deu conta Vítor Gaspar na comissão de inquérito que está a servir para tudo, menos para ir ao que interessava. A questão da desorçamentação enquanto presença no código genético socialista é, aliás, bem visível na proposta de Seguro para que a comparticipação nacional de projectos financiados com fundos europeus não conte para o défice. Ai está uma forma de "swap" às claras. Não entra no défice, mas no fim, garanto-vos, alguém teria de pagar.

Rio para não chorar

 

O quadro é tirado daqui. O que vos chama particularmente a atenção? A mim, mas se calhar é só a mim, chama-me especial atenção o valor dos contratos celebrados pela metro do Porto e as suas perdas potenciais (os do STCP também são particularmente interessantes: as perdas potenciais são "apenas" o dobro do valor dos contratos). Não é por isso surpreendente que seja nesta empresa que se encontravam alguns dos contratos swaps altamente especulativos que foram assinados por gente irresponsável e que ditaram o seu afastamento do Governo (nota: que existam perdas potenciais em quase todas as empresas, dada a evolução dos juros, é normal, e diga-se que os swaps, ao contrário do que leio e oiço, não são um instrumento de obtenção de lucros: dito isto, olhem para o rácio valor dos contratos/perdas potenciais feitos pela Refer, por onde passou Maria Luís Albuquerque, e talvez fiquem com uma ideia das responsabilidades dela). Feito este enquadramento, na RTP, acabo de ouvir Rui Rio a malhar forte e feio na ministra Maria Luís Albuquerque e é impossível dissociar isso do afastamento do engenheiro Juvenal Silva Peneda do Governo (sim, é irmão do outro), sendo que este partilhou com Rio presença no Conselho de Administração da Metro do Porto (e também passou pela STCP). Rio, aprendendo com Daniel Oliveira, acrescentou mesmo que Maria Luís está ligada a swaps em tudo iguais aos associados ao engenheiro Juvenal Peneda. Então não está, é que é só olhar para o gráfico.

Gestão pública

Quando alguns dizem que o fecho de lojas dos CTT é uma forma de preparar a privatização da empresa e manifestam-se contra tais encerramentos, estão a deixar claro o porquê da gestão pública, na maior parte dos casos, apresentar piores resultados do que a gestão privada. Na gestão pública, objectivos meramente políticos têm a tendência a sobrepor-se a objectivos puramente empresariais. Dito isto, repare-se que se estão a fechar lojas com vista à privatização da empresa, só pode querer dizer que o fecho das lojas aumenta o valor dos CTT. Sendo assim, do ponto de vista empresarial, há muito que tal decisão devia ter sido tomada. Seja ou não para privatizar a empresa.

Confrontação

Para mim, o caminho para o país não é o do consenso, é o da confrontação: até para a merda vir toda à superíficie. E sem prejuízo de não me agradar a forma algo politiqueira como o actual Governo tem gerido o dossier swaps - nomeadamente no que toca a timings para comunicações -, agrada-me ver a dupla Gaspar - Maria Luís, esta última uma gaja com telhados de vidro, ou pelo menos assim nos tentam vender - faz parte, quem vai à guerra dá e leva -, ao ataque. Sobretudo se entre os visados do ataque estiver o dr. Costa Pina, outro inimputável.

Durações

Van Zeller durou cinco dias, já a mão de obra «muito desatualizada e habituada a maus hábitos», bem como o «sindicato comunista violento», estão para durar. Polémica à parte, a única coisa que interessa é que não dure muito o atirar de dinheiro do contribuinte para cima destas empresas eternamente deficitárias (nota: algo em que o actual supra-sumo da redução da despesa, o dr. Paulo Portas, também tem a sua quota parte de responsabilidade, mas como esta história vem do tempo em que tínhamos dinheiro para comprar submarinos, está perdoado o nosso supra-sumo da redução da despesa).

Caranguejo, privatizações e pote

Embora discorde de boa parte do que aqui é escrito - outra nem por isso, por exemplo sobre a chegada da «época do caranguejo», a constatação só peca por tardia - centro-me nesta parte: «A única privatização que o PS não aceita é a de tornar o "bloco central" na RTP propriedade do PSD, e, quando lá chegar, não haja nada no "pote". A lógica de poder partidário no PS é igual à do PSD.» É, de facto, notável a barulheira que o PS presta-se a fazer a propósito da privatização da RTP quando tão pouco barulho fez em relação a outras privatizações já realizadas. Mas, assim de repente, imagino uma possível privatização em que o PS ainda faria mais barulheira do que com a da RTP: a da CGD. A possibilidade de acesso a esse "pote" é que eles nunca aceitariam perder.

 

Nota: exceptuando o caso hipotético da remodelação de Relvas, que acho justificada, quando abrir o período de remodelação governamental estou convicto que a entrada na «época do caranguejo» ainda será reforçada, de igual forma ao que sucedeu nas remodelações socráticas. Basta pensar nos sectores da saúde e da educação. Relacionado com isto, aqui encontra-se parte da minha discordância com Pacheco Pereira: ele foca-se numa suposta estratégia governamental de apontar o dedo a certos sectores, numa lógica de marketing político que passa pela criação de um inimigo a abater. Eu, talvez porque não use lentes que me levem a raciocinar sempre no sentido de oposição ao actual Governo -, dou especial foco à estratégia de vitimização de alguns sectores, que aproveitam-se disso para gerar simpatia à sua causa e resistir a qualquer mudança. Aliás, quando o problema é comum qualquer que seja a cor do partido que está no poder, devia ser evidente que o problema não está nos governos, mas nas ditas vitimas.

Títulos sugestivos

STCP perde seis milhões de passageiros e passa de lucro a prejuízo. O quê que este título sugere? Que a perda de passageiros, em boa parte explicada pelo aumento do preço dos bilhetes e redução do desconto em algumas assinaturas sociais, levou à passagem de uma situação de lucro para uma de prejuízo. Contudo, a própria leitura da notícia elimina qualquer equivoco. A receita cresceu, é consultar a página 9 do relatório de contas da STCP: a receita passou de 24,682M€ no 1º semestre de 2011 para 26,292M€ em igual período deste ano, um feito notável quando o país atravessa um período de recessão (e que demonstra que o aumento dos preços mais do que compensou a diminuição de passageiros). Qual o problema, então? O custo do financiamento que disparou - o sector dos transportes públicos é só mais um que também vai ter de habituar-se a viver com menor endividamento -, uma explicação que por si só justifica ainda mais os aumentos de preços e a redução dos descontos que têm vindo a ser feitos no sector. É que basta imaginar o que seria hoje da STCP se as receitas não tivessem sequer aumentado, tal como teria acontecido se tudo tivesse ficado na mesma.

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