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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Pontos nos ii

Se há coisa que António Borges sabe fazer é contas: ao contrário do que tem sido sugerido, o modelo de concessão divulgado pode ser considerado excelente se o objectivo do Governo é maximizar a receita imediata do Estado no que toca à resolução da questão RTP. Está longe de ser é o melhor negócio para o consumidor e contribuinte*. Na EDP passou-se o mesmo: o Estado arrecadou uma receita fantástica no imediato com a privatização da mesma, mas passou parte da factura ao consumidor e contribuinte, deixando que a valorização que os chineses fizeram da empresa levasse em conta a existência de rendas excessivas. O que move este Governo é a maximização da receita no curto-prazo e para isso, se necessário, não se coíbe de esmagar o zé povinho. E essa é uma realidade triste quando estes mesmos governantes não demonstram ser igualmente eficientes quando o que está em causa é a minimização da despesa.

 

* por outro lado, é o negócio que melhor serve os interesses da SIC e da TVI, bem como dos grupos privados de capitais nacionais interessados em ficar com a RTP.

Shame

Se a estratégia passa por «envergonhar publicamente as empresas que insistam em manter rendas injustificadas», presumo que estamos bem tramados. Espero que existam outras armas além dessa. A escolha do homem de cabelos brancos para defender os interesses da EDP foi uma jogada de mestre por parte dos accionistas chineses, mas da mesma forma que o maior ídolo do nosso clube passa a maior vilão ao transferir-se para um clube rival, assim Catroga vai ter de ser tomado como um alvo a abater.

Tabelar o preço dos combustíveis

Vejo muita gente preocupada com a liberalização do sector energético porque vai aumentar os preços da electricidade. É a mesma história da liberalização do mercado dos combustíveis. A liberalização pode colocar alguns problemas num mercado onde a concorrência é praticamente inexistente, mas a essência do problema que se nos coloca residiu na opção governamental que foi tomada de esconder os verdadeiros custos da electricidade ao não os fazer reflectir na factura dos portugueses. Mas percebam: nem por isso eles deixaram de ser assumidos pelo Estado português em nome de todos nós. Se há algo a criticar veementemente é esta ideia da fixação artificial dos preços por decisão política. Não tivesse existido essa fixação artificial dos preços, em valores baixos para agradar ao eleitorado, e a pressão do eleitorado contra a política energética que os governos anteriores andaram a seguir teria se feito sentir, evitando, estou certo, que muitos erros tivessem sido cometidos. Mas insisto: não podemos ter um sector a acumular défices tarifários que agora não se sabe muito bem como é que serão pagos e não se pode ignorar o que está na origem desse tal défice. E não, a culpa não é, nem será, da liberalização do sector.

 

Algo relacionado, faço votos para que a vida de docente na Universidade de Columbia esteja a correr pelo melhor a Manuel Pinho.

Preço dos combustíveis

Carlos Barbosa pede ao Governo para tabelar preços dos combustíveis. Sim, devemos voltar ao tempo em que o Guterres é que decidia se o preço dos combustíveis subia ou não. Já não se lembram no que isso deu, pois não? Contudo, também não posso deixar de recordar isto: o candidato a presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, apelou ontem ao Governo para que desça urgentemente o imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP), considerando que essa medida é decisiva para evitar um «colapso económico». Mandar postas de pescada quando não se está no Governo é tão fácil, não é?

Interesses

Sobre o interesse demonstrado pelos chineses na EDP, Manuel Pinho disse que "mostra bem até que ponto eles apreciam o que foi feito na área das energias renováveis" no país. Não haviam de apreciar, tanto assim é que não querem - «confio no compromisso do governo de manter apoios às renováveis», afirmou o presidente da Three Gorges - que o actual ministro toque no que eles tanto apreciam. E poucas dúvidas sobram que a privatização terá ido adiante nesse pressuposto. Recordo o que escrevi sobre o assunto no início deste ano: [Álvaro Santos Pereira] «deixou cair a hipótese de tocar em alguns interesses da EDP. A justificação, para além da sempre recorrente blindagem dos contratos actuais, foi a de que tomar medidas naquele momento prejudicaria o preço de venda da empresa. A coisa trazia água no bico: se prejudicava então, irão fazer alguma coisa agora que a empresa foi privatizada? Os tipos da Three Gorges são parvos, não? Mas «don't worry, be happy», acabará por sobrar para o consumidor. Tapemos os olhos a tudo isto. No pasa nada».

Percepção da injustiça

Não deixem de ver aqui o Olhos nos Olhos do passado dia 12 de Março, que, para além do habitual Medina Carreira, contou com Avelino de Jesus. Enquanto assistia ao programa, lembro-me de ter pensado (e aqui lanço uma ligeira farpa a um secretário de Estado que até tenho defendido neste blogue): se em vez de Sérgio Monteiro, que fez parte com Avelino de Jesus do grupo de trabalho que tinha como missão avaliar as PPP, curiosamente como escolha do PS, o Governo tivesse optado, a assumir que o próprio estava disponível para o efeito, por Avelino de Jesus para secretário de Estado das Obras Públicas, o que teria acontecido? No tal grupo de trabalho, que não produziu resultados que se conheçam, Avelino foi o primeiro a bater com a porta, estivesse no Governo, imaginei eu, e provavelmente já teria ido pelo mesmo caminho que Henrique Gomes. Veja-se como Carlos Moedas trata aqui as renegociações de contratos com todo o cuidado: «se queremos atrair capital estrangeiro precisamos de ter segurança jurídica». Mais do que compreendo o argumento dele - eu próprio usei-o várias vezes -, mas ainda ontem lia isto no Free exchange: «The point that perceptions of the justness of the system are important to its maintenance is a very good one, however. And if economists come to convince themselves that perceptions of justice don't matter, they're sure to be in for a rude surprise», e sendo que o tema não é o mesmo, não podia deixar de pensar nos vários contratos com rendas excessivas que temos por cá. Por isso adaptava o argumento às nossas empresas rentistas: se estão convencidas de que a percepção, cada vez maior, da injustiça que os seus contratos representam não interessa, estão muito enganadas. Por força das circunstâncias, os termos acabarão mesmo por mudar, a bem ou a mal. Entretanto, pressão popular em cima do Governo e das empresas, até para reforçar a capacidade que o Governo terá para demonstrar a tais empresas que é melhor fazer a mudança a bem. É que o «a mal» está logo ali ao virar da esquina.

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