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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

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A continuação da novela

Se o FMI não reconhece a sustentabilidade da dívida grega, nem percebo como é que poderia entrar num terceiro resgate. Aliás, seria inadmissível que o terceiro resgate à Grécia, mais do que ser a repetição do segundo, fosse um regresso ao primeiro resgate (onde também fizeram por ignorar a dinâmica da dívida). Realismo precisa-se. Mas esse realismo passa por assumir que a saída da Grécia do Euro também pode fazer sentido.

#PorAcasoFoiIdeiaMinha

A ideia de que Portugal, como acabou sugerindo o primeiro-ministro, terá tido alguma contribuição decisiva para o fecho da reunião de ontem não faz qualquer sentido. O nosso governo pode ter sido o primeiro a levantar uma ideia que depois outros decidiram pegar, mas não mais do que isso. Portanto, compreendo que tal sugestão seja motivo para brincadeira. Um país pequeno só passa a ter alguma relevância em matérias de grande importância quando assume uma posição inflexível na forma do «tudo ou nada», como a assumida pela Grécia (neste caso concreto, era mesmo a matéria em questão) e, ainda que em menor grau, pela Finlândia. Mas, achando o tom gozão normal nestas coisas, não deixo de notar como também nisso se permitem fazer outras leituras: a) há malta que não quer/gosta de reconhecer que o governo português nunca colocou Portugal entre os países que adoptaram uma linha mais dura para com os gregos, ao contrário do que a nossa imprensa e os próprios gregos, por motivos estratégicos, tentaram vender (nota: é muito curioso que parte da nossa imprensa entre na onda do gozo com a frase do PM, mas aparentemente não esteja interessada em revelar se o conteúdo do que foi dito tem mesmo um fundo de verdade); b) se esta frase é motivo de paródia, como não parodiar o papel do PS e de Costa que tentam passar a mensagem, contra todas as evidências, de que António Costa já é um tipo influente na Europa e que quando for eleito então reinará mesmo aquela cena toda?

O amigo britânico

Manda avisar: «Our eurozone colleagues have received the message loud and clear that it would not be acceptable for this issue of British support for eurozone bailouts to be revisited,” one UK Treasury insider said. “The idea that British taxpayers’ money is going to be on the line in this latest Greek deal is a non-starter.» Alto e bom som: nem se atrevam a colocar um cêntimo do contribuinte inglês em risco com o caso grego, compreendido? Os jornalistas britânicos que, a par do seu governo, têm feito campanha contra a Alemanha e demais países por recusarem emprestar sem garantiras milhares de milhões de euros dos seus contribuintes aos gregos, devem estar desolados.

Uma novela que ainda está para durar

Sobre o acordo com a Grécia, tenho imensa pena do que irá acontecer aos gregos por terem optado por um governo de malta irresponsável que decidiu brincar com o fogo. Queimaram-se. Mas ou existia forte sinalização de que quem se atreve a ignorar as regras da moeda única de forma tão substancial não leva a sua avante, ou quem se queimava eram os outros todos. E, ainda assim, apesar do acordo, o Euro vai continuar um projecto instável, até porque o caso grego está longe de estar definitivamente resolvido. Para já, os gregos vão ter de aprovar medidas de austeridade em tempo recorde, no que configura uma espécie de conclusão não oficial do segundo resgate, antes de avançarem para a negociação de um terceiro resgate, com troika. Tudo aquilo que o Syriza tinha prometido que não iria acontecer. A alternativa, essa (no sentido mais abrangente que lhe costumam dar), continua perdida em combate.

Varoufakisses

Ou como o superstar assume a sua derrota: The Eurozone can dictate terms to Greece because it is no longer fearful of a Grexit. It is convinced that its banks are now protected if Greek banks default. But Varoufakis thought that he still had some leverage: once the ECB forced Greece’s banks to close, he could act unilaterally. He said he spent the past month warning the Greek cabinet that the ECB would close Greece’s banks to force a deal. When they did, he was prepared to do three things: issue euro-denominated IOUs; apply a “haircut” to the bonds Greek issued to the ECB in 2012, reducing Greece’s debt; and seize control of the Bank of Greece from the ECB. None of the moves would constitute a Grexit but they would have threatened it. Varoufakis was confident that Greece could not be expelled by the Eurogroup; there is no legal provision for such a move. But only by making Grexit possible could Greece win a better deal. And Varoufakis thought the referendum offered Syriza the mandate they needed to strike with such bold moves – or at least to announce them. He hinted at this plan on the eve of the referendum, and reports later suggested this was what cost him his job. He offered a clearer explanation. As the crowds were celebrating on Sunday night in Syntagma Square, Syriza’s six-strong inner cabinet held a critical vote. By four votes to two, Varoufakis failed to win support for his plan, and couldn’t convince Tsipras. He had wanted to enact his “triptych” of measures earlier in the week, when the ECB first forced Greek banks to shut. Sunday night was his final attempt. When he lost his departure was inevitable. A entrevista do ex-ministro das finanças grego pode ser encontrada aqui.

Costa com ar perdido

A fazer de conta que tem algum peso na política europeia (fotografia dos líderes presentes na reunião de hoje do Partido Socialista Europeu, de onde se destaca, por exemplo, a ausência de Matteo Renzi):

 

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Na mesma reunião, Costa a mandar uma sms ao Porfírio com ar abatido:

 

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Entretanto, deve ter sido resultado da reunião: «Fundo de 50 mil milhões de activos públicos gregos não é má ideia». Palavra de Schulz.

The Lady's not for turning?

Perante uma recusa grega em aceitar outro tipo de solução mais profunda e confiável para o seu problema - até porque o eleitorado grego já deixou claro até onde está disposto a ir -, a decisão de não deixar aos gregos melhor opção do que a de abandonar a zona Euro é uma decisão ao nível da de Thatcher de não meter o Reino Unido na União Monetária. É impossível tomá-la sem levantar ondas de choque e é preciso enorme coragem para levá-la adiante. E tem racional semelhante a justificá-la: a Alemanha sabe que se for ela a ceder no essencial, abre a porta à perda de controlo sobre o que fazer ao dinheiro dos contribuintes alemães, estando portanto a abdicar em larga medida da sua soberania. Entenda-se: o que se decide por estes dias em Bruxelas tem implicações muito mais vastas do que o mero caso grego. Perante isto, a questão que importa colocar neste momento é: Merkel, a pessoa com maior poder de decisão e definição na zona Euro, tem os "tomates" para levar tal coisa adiante? Não sei, mas quanto ao lugar na História, ao contrário dos fantasmas com que outros acenam, tenho para mim que ficaria a ganhar se os tivesse. Tal como Thatcher ficou. Oxi oxi oxi.

Uma belíssima ideia

O plano alemão, o tal que também contempla a opção de saída da Grécia da zona Euro - uma opção que considero a que melhor serve todas as partes, ainda para mais com esta ideia de saída com algum suporte financeiro por parte dos restantes membros do Euro -, pode ser encontrado aqui (versão em inglês). Uma posição alemã (malta que entende bem a contradição entre os activos valiosos na posse do Estado grego e a conversa do «não conseguimos pagar») que traduzo da seguinte forma: o referendo que fizeram, de uma forma ou de outra, vai sair-vos muito caro. Ou como os syrizos diriam: aumentou-lhes o poder negocial.

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