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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Os neotontos

No BE grego também há alas mais radicais do que outras. Uma salganhada no fundo, com cada um a defender a sua utopia. De tal forma que os próprios Syrizas nem se entendem entre si e há evidentes sinais de ruptura e descontrolo na coligação radical. De resto, este ataque descabelado dos Syrizas radicais à escolha, por parte de Varoufakis, de uma socialista moderada, Elena Panariti, para representar o país no FMI, é a prova de que não será só no Eurogrupo que o ministro das finanças gregos encontra fortes anti-corpos. E é assim que os ventos da mudança na Europa, da esperança, se transformaram rapidamente numa tonteria, daquilo que não se deve fazer. Depois de uma interessante mas curta luta em Portugal para saber quem era mais Syriza, agora quase ninguém quer ser Syriza.

Ideias "roubadas"

Claro que estuda. Ou como o cenário macro do PS assustou os partidos do Governo porque veio "roubar-lhes" parte das ideias que tinham. Uma ideia que há muito os peritos do FMI têm vindo a defender para Portugal: Crítico assumindo do aumento do salário mínimo em Portugal, o Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou esta quarta-feira à carga: a recente decisão foi "prematura" e deverá mesmo prejudicar os trabalhadores menos qualificados. Para o FMI, se o Governo quer elevar os rendimentos de quem menos ganha, deve adoptar um crédito fiscal – o chamado "imposto negativo". Agora, o que seria normal, dada a retória que acompanhou os principais blocos partidários neste período do ajustamento, seria os partidos da maioria virem com o crédito fiscal e o PS com o aumento do salário mínimo, até porque isso era uma marca que distinguia Costa de Seguro e ainda recentemente Costa voltou a insistir no tema. Contudo, contrariando essa pré-sinalização de enorme irresponsabilidade, o PS, até ver, com alguma lata, trocou a volta aos partidos da maioria, se bem que ainda estou convencido que os primeiros a atirarem o «cenário macro de Centeno» para o lixo serão os próprios socialistas. Restará o «cenário macro de Galamba», aquele que parte de projecções irrealistas para prometer o que não terá para dar.

O nosso pequeno Syriza

Por uma política patriótica e contra o pacto de agressão: adoráveis as reacções de Maria Luís Albuquerque, mas sobretudo de Paulo Portas, a este relatório do FMI. Como se não fosse óbvio que este Governo entrou em «modo eleições» a todo o gás. Longe vai o tempo do levamos a cabo o programa da troika não porque nos era forçado, mas antes porque acreditávamos nele, como o senhor PM chegou a declarar. Aliás, a prova de que o passado agora é mesmo para apagar, foi a felicidade com que, pelo menos o Paulinho das feiras, sempre mais descarado nestas cenas, recebeu a adopção de uma política de quantitative easying por parte do BCE, ainda que o PM não lhe tenha ficado atrás, negando algo de que havia prova documental. O mundo mudou. Novamente.

O pior já passou

 

Deste relatório do Banco de Portugal. Nesta passagem recente da troika por Portugal, os salários reais dos trabalhadores caíram muito menos do que aquando da segunda intervenção do FMI, em 1983, e menos do que na primeira intervenção do FMI, em 1977. Ou deu-se um milagre desta vez e a intervenção da troika é um extraordinário sucesso, ou temos aqui indicio de que os salários ajustaram menos do que o que seria necessário para voltarmos a crescer a partir de uma posição sustentável. Já sei, os nossos salários são baixos? Verdade, mas ainda eram mais baixos na década de 70 e 80 e nem por isso deixaram de cair. Porque não caem agora? Porque, como o primeiro gráfico demonstra, não é possível fazer os salários cair, subindo-os. No contexto da zona Euro, com inflação praticamente inexistente; com o TC a decidir como decide; e com os políticos a pretenderem discutir aumentos de salário mínimo; isto vai correr bem, pois vai.

A refinaria

A propósito da evolução das exportações, a principal explicação avançada pelo Governo para a má performance foi a paragem da refinaria de Sines. Olhando para os números, é claro pela rúbrica «combustíveis e lubrificantes» que a explicação do Governo bate certo com a realidade. Mas nem por isso passa a ser uma explicação tranquilizadora. Se o nosso país está assim tão dependente de uma única refinaria que esta só por si pode atirar-nos para uma queda do produto de 0,6%, o quê que isso nos diz sobre a nossa estrutura económica? O quê que isso nos diz, também, sobre o milagre das exportações? Diz-nos algo que o FMI não deixou de reparar: «O ajustamento externo tem sido conseguido, em larga parte, devido à compressão das importações de bens que não sejam combustíveis e, ultimamente, ao crescimento das exportações de combustíveis. [...] Esta dependência da compressão de importações de não-combustíveis e da exportação de combustíveis arrisca enfraquecer os ganhos conseguidos até à data, assim que as importações recuperarem de níveis anormalmente baixos e as unidades de refinação eventualmente esgotem a sua capacidade extra, ao mesmo tempo que a melhoria na exportação de serviços é vulnerável a choques à procura de turismo».

Para memória futura

Como o caminho de aumento de impostos para pagar a dívida revelará-se insustentável e mantendo-se a visão do Joaquim & Companhia da inconstitucionalidade do corte a sério na despesa, podem ir tomando nota desta sugestão (basicamente, a ideia em Portugal teve como seu mais relevante defensor Miguel Cadilhe): FMI sugere imposto de 10% sobre a riqueza das famílias.

Hipócritas

Nunca é demais repeti-lo: no PECIV, Sócrates, em nome do país, comprometia-se para 2011 com um défice de 4,6%. Memorando assinado - por todos os partidos do «arco governativo» -, o objectivo para 2011 pulou para os 5,9%. Nesse mesmo memorando, o objectivo para 2012 ficou acordado nos 4,5% e para 2013 em 3%. Contudo, e perante tamanha inflexibilidade da troika, entretanto o objectivo para 2014 já vai nos 4%. Mero ponto percentual acima do que no memorando original estava combinado acontecer um ano antes. E nós andamos a pressionar para que estes 4% sejam revistos para 4,5%, o que representa esse extraordinário um décimo de ponto percentual abaixo daquilo que Sócrates, nesse fantasioso PECIV, assumia que iria acontecer três anos antes. Entretanto, o PS, não satisfeito com a meta ambiciosa do Governo de 4,5%, já pede 5% e Marco António Costa fala de hipocrisia institucional referindo-se ao FMI. Parece-me evidente que a história da evolução dos objectivos do défice fala por si e os hipócritas nesta história toda são por demais evidentes. No geral, a nossa classe política não presta. É que não vale mesmo nada.

O bode expiatório

Cavaco Silva fala em reponderar participação do FMI na composição da troika. Dos três membros da troika, o FMI foi o mais amigo dos países intervencionados. De muito longe, o mais realista em relação ao que devia e deve ser feito. Mas a União Europeia e o Euro são para manter e, dos membros da odiada troika, o FMI é o elemento externo à União. Fica como bode expiatório. E nós temos de alinhar na história, até porque é com os outros que teremos de continuar a lidar.

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