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Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Os Comediantes

We mustn’t complain too much of being comedians—it’s an honourable profession. If only we could be good ones the world might gain at least a sense of style. We have failed—that’s all. We are bad comedians, we aren’t bad men.

Mr. Brown

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Frente Nacional da Alemanha

Tomás Vasques, no Facebook, atira responsabilidades por isto para cima de Angela Merkel. A chancheler alemã, na óptica socialista, é bode expiatório para tudo e mais alguma coisa e faz-se por ignorar as esperanças que depositaram no monsieur Hollande e no fracasso que este se está a revelar tendo em conta as expectativas geradas. Desejavam ardentemente que Merkel se revelasse igualmente um fracasso face às expectativas dos alemães e ai, além da Frente Nacional em França, arriscariamos ter uma Frente Nacional alemã. Análises simplistas e populistas é o que está a dar, mas os assuntos do mundo e, especificamente, da Europa, são extraordinariamente complexos e, lamento, não se explicam, nem se resolvem, unicamente com recurso à recém-reeleita líder alemã.

Oh!

1. França trava taxa Tobin sobre transacções financeiras. Finalmente, deu-lhes para serem um pouco crescimentistas ou não existisse um estudo solicitado pela própria comissão que dava conta do impacto negativo da taxa ao nível do crescimento económico. Que o governo de David Cameron tenha decidido colocar o Reino Unido à margem desta loucura, aumentando os riscos e potenciais perdas de uma medida do género para os restantes países envolvidos, também estará a contribuir decisivamente para a nova posição francesa.

2. Continuando nos franceses, uma boa pergunta, esta: «Que promessa foi esta de garantir linhas de TGV a todos os eleitos?» E nós bem sabemos como essa promessa alastrou muito além das fronteiras francesas. Ou como alegam os socialistas para defenderem-se das asneiras que cometeram na gestão da nossa dívida pública: nós endividamo-nos porque foi essa a estratégia definida inicialmente pela UE para responder à crise internacional.

Blame Canada

O governo francês precisa de fazer reformas impopulares e, até porque a taxa de aprovação do ex-crescimentista anda pelas ruas da amargura, obviamente tem-nas tentado adiar ou recusa-se mesmo a levá-las adiante. A França «não se mexe, está imóvel, paralítica. Não responde a nenhuma das aspirações populares, no terreno industrial, económico, orçamental». Perante isto, há que arranjar um bode expiatório, um inimigo externo. Como não têm a troika, deram para fazer tiro ao Barroso. Mas o mais curioso é a linha argumentativa utilizada: por um lado, acusam a União Europeia de estar tal e qual como a França, ou seja, «não se mexe, está imóvel, paralítica. Não responde a nenhuma das aspirações populares, no terreno industrial, económico, orçamental», por outro lado, agora na figura do ministro para a Recuperação Produtiva, o que quer que isso seja, dizem que «a União Europeia exerce atualmente uma pressão considerável sobre os governos democraticamente eleitos», reflectindo a máxima expressa anteriormente pelo próprio primeiro-ministro francês de que a Barroso e à sua Comissão cabe «pôr em andamento, de aplicar, o que ficou decidido por unanimidade no Conselho europeu, mais nada». Ora, quer-me parecer então que se a UE «não se mexe, está imóvel, paralítica» e blá, blá, blá, a culpa é das decisões tomadas por unanimidade no Conselho europeu, ou seja, das decisões tomadas por unanimidade pelos «governos democraticamente eleitos», incluindo o governo do senhor Jean-Marc Ayrault, governo que está na mais completa dependência da nulidade Hollande. Acrescenta-se ainda que este discurso agressivo promovido por Hollande, que procura em Barroso um bode expiatório para o seu próprio fracasso - não sei se o senhor estava convencido que bastavam umas proclamações parolas e domava a senhora Merkel e o poderio alemão -, é, como não podia deixar de ser, profundamente nacionalista e anti-europeu.

Amazon

France lifts block on EU-US trade talks. A notícia é boa porque o avanço para uma zona de comércio livre entre Estados Unidos e União Europeia é uma forma reconhecidamente eficaz de promover o crescimento económico de que ambos os blocos tão necessitados estão. Para a UE, então, onde as ideias escasseiam, esta notícia é uma brisa de ar fresco num deserto assustador. No caso português, por exemplo, basta lembrar como a nossa adesão à EFTA e depois à CEE corresponderam às duas melhores décadas de performance económica dos últimos cem anos para perceber a importância que um tal acordo pode ter para o nosso lado. Mas é má no sentido em que nos recorda os entraves que serão colocados a que tais negociações cheguem a bom porto rapidamente e produzam os melhores resultados possíveis. De resto, que sejam os franceses, na figura do governo liderado pelo crescimentista Holande, os primeiros a levantar entraves sérios ao avanço das negociações não nos deve admirar. Afinal, estamos perante o povo que declarou guerra ao «canalizador polaco» e que no sector cultural tem uma paranóia, uma inveja e um complexo de inferioridade em relação aos norte-americanos terrível.

Pós-troika

O eixo franco-alemão prepara-se para dar mais um passo em frente na construção europeia e na desconstrução da soberania de cada Estado-membro. Os franceses querem o Governo comum, os alemães preocupam-se em definir desde logo a política que o Governo comum, a existir, pode traçar. Os franceses são parolos e os alemães sabem-na toda. É a repetição da história da moeda única, agora num patamar superior. Os franceses quiseram a moeda única; os alemães primeiro mostraram-se difíceis, mas depois fizeram-na à imagem e semelhança do seu Deutsche Mark. A história irá repetir-se e neste xadrez, nós, portugueses, não passamos de peões.

Barril de pólvora

 

Sim, é verdade que o desemprego não é neste momento um flagelo na Alemanha, antes pelo contrário, e isso incentiva-os a seguirem a estratégia que tem sido seguida na resolução da crise da zona Euro. Aliás, as sondagens que por lá são feitas não deixam margem para dúvidas sobre a avaliação extremamente positiva que o eleitorado alemão faz da forma como Merkel tem lidado com a crise europeia. Mas não ignoremos que é uma política de quem colhe frutos após tê-los plantado não sem muito trabalho e sacrifício - nomeadamente ao nível de uma enorme moderação no que a subidas salariais diz respeito. Até porque, como o gráfico também deixa por demais evidente, para o desemprego estar tão baixo agora foi preciso deixá-lo subir anteriormente. E torno a realçar para os mais distraídos: não foi Merkel quem começou por adoptar esta estratégia, mas sim Gerard Schröder, pelo que os esperançosos de uma alteração significativa na política alemã para o Euro após as eleições deste ano irão ter uma grande decepção. Além disso, outros que não mudaram de política após as eleições foram os franceses, pelo que aquilo que explica em grande parte o motivo pelo qual o senhor Hollande não consegue pôr a França a crescer, não só está por resolver como, aparentemente, agrava-se:

 

 

O rastilho do barril de pólvora continua bem acesso na Europa. Como não estar, se até num país como Portugal anda-se a discutir o aumento do salário mínimo nacional?

A arte do possível

Isto é Hollande, que tem um grau de liberdade para governar muito superior ao do primeiro-ministro português. Imagine-se como estaria daqui a seis meses António José se fosse eleito agora. Nada seguro, garanto-vos. «A liderança socialista e o Governo são vistos como confusos, acusados pelos opositores de amadorismo e inacção». Podem ser acusados de muita coisa, mas o problema é outro: as pessoas exageram naquilo que acham que os seus governos podem fazer por elas. Não se pode pedir a quem está de mãos atadas que as use como se estivessem livres.

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